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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

€3 000 000 000 para Empresas Portuguesas. Quem é contra?

Miguel Nunes Silva, 18.02.13

Um consórcio de empresas Portuguesas de construção civil viu-lhe adjudicado um projecto residencial na Argélia. Sem dúvida fruto da diplomacia económica dos Ministros Luís Amado e Paulo Portas e da habilidade do MNE em explorar o desejo de certos países em não serem absolutamente dependentes de potências regionais/mundiais como França ou China.

 

Gostaria apenas de recordar quem é contra este contrato:

 

Comissário Europeu Štefan Füle: "There can be no return to complacency towards authoritarian regimes. The European Union stands behind the forces of change and modernisation"






 

 

 

Bloco de Esquerda: “O Estado Português deve ter relações com Angola, mas não pode desconhecer o que se passa neste país, nem muito menos aproveitar-se dele, assumindo uma visão exclusivamente pragmática com ausência de valores”


(Presumo que a mesma política seja extrapolada para a Argélia)


 

Amnistia Internacional: "As the European Commission and the President of Algeria Abdelaziz Bouteflika prepare to initial an EU-Algeria Association Agreement in Brussels tomorrow (Wednesday 19 December), Amnesty International says the fact this event is going ahead shows the EU’s human rights clause is now clearly not worth the paper it is written on"


 

 

Nobel da Demagogia

Miguel Nunes Silva, 11.12.12
A cerimónia de atribuição do Nobel da Paz à União Europeia em Oslo foi o espelho da classe política Europeia e o reflexo não foi bonito.
Para um prémio atribuído a uma organização internacional, por mais soberania partilhada que a constitua, foi absolutamente ridículo ver todos os chefes de governo presentes para captar o prestígio por associação que a UE estava a receber. 

Dito isto, ao nível institucional o M.O. foi o mesmo de modo que ninguém sai incólume na fotografia de grupo ...e de grupo. Van Rompuy tornou aquilo que se queria como uma cerimónia solene num evento hilariante ao invocar Kennedy com o seu "Ich bin ein Europäer". Solidariedade com um ideal questionável tudo menos consensual não é propriamente o equivalente da Berlim da Guerra Fria...

O aproveitamento político foi óbvio e barato mas o mesmo também se deve dizer infelizmente, de quem faltou pois David Cameron não esteve presente por razões igualmente populistas.
É uma Europa de politiquices e não - como devia ser - uma de estadistas.
Passemos então ao mérito do prémio em si. Aquilo que justificou a atribuição do prémio à UE foram projectos Europeus como o EuropeAid ou a Iniciativa Europeia para a Democracia e Direitos Humanos. No entanto, ao contrário da tradição de promover estadistas que encetavam negociações de paz, estes projectos iniciados por lógicas politicamente correctas de despesa orçamental e fruto do consenso possível - virtude desse mesmo politicamente correcto - entre os estados-membro, também dão azo a um prémio menos merecido; não só a UE nunca foi capaz de pôr travão a uma guerra mas quando tentou - Bósnia, Kosovo - falhou pois as forças internacionais e os projectos de construção de estado continuam ad eternum presentes nos Balcãs - para não mencionar o que o conflito actual no Congo diz de todo o investimento Europeu e da ONU nos esforços de paz.
Assim, premeia-se quanto muito as boas intenções, mas não os resultados. Mas porque a atribuição do Nobel é também política, há um aspecto preocupante que convém salientar: nem sequer na Europa se concorda na definição de democracia e direitos humanos, e é prioridade da UE expandir tais definições opacas ao resto do mundo? A que preço? E se uma outra civilização quisesse promover os seus ideais na Europa? Aceitamo-lo-íamos? 
E que dizer do inevitável problema que a Europa levou séculos a chegar a estes ideais num canto do mundo muito peculiar? É sustentável promover tais valores excepcionais no resto do mundo?

Quem somos nós para dizer aos outros como viver?

O povo tem raça!

Rui C Pinto, 21.09.10


 

O debate sobre a expulsão de ciganos voltou, segundo notícia a imprensa europeia.

 

Enquanto a sueca Cecilia Malmström, comissária do Interior, e a já famosa Viviane Reding, da Justiça, reúnem à porta fechada na Comissão de Liberdades Civis, o Comissário para os Direitos do Homem do Conselho da Europa pede a Eric Besson que respeite os direitos dos migrantes.

 

A França está sob vigilância. O caso dos ciganos parece ter obrigado a Europa à reflexão. E ainda bem. Há que parar para pensar nas políticas de integração. Há que parar para pensar nas pessoas, depois de uma construção essencialmente Institucional e de alargamento. A União tem hoje problemas humanos reais para resolver. Porque a questão dos ciganos não é alheia às disparidades sociais que se vivem no espaço europeu. Não se pode alargar a fronteira do mercado e anunciar a livre circulação sem esperar mobilidade dos problemas sociais. Os ciganos não eram um problema em 2007 quando Roménia e Bulgária aderiram à União?

 

Não pode permitir-se que a hipocrisia se institucionalize na União.