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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Estados Unidos da América – Guia para Totós

Daniel Seco Aragão, 23.10.20

     

     Os Estados Unidos da América são um país muito, mas mesmo muito peculiar. Sim, para um europeu pode parecer um pouco arrogante, mas tentarei focar-me em considerações mais exatas.

      Em 1776, após ser atirada ao mar uma boa quantidade de chá, um grupo de ilustres senhores, decidiu fundar um novo país. Depois de umas guerras e emendas constitucionais, passaram de 13 para os atuais 50 Estados. Para os mais distraídos, são os donos do mundo. Mas estão sentados numa poltrona que está a ficar um pouco envelhecida e, com sorte, ou azar, ainda perdem o direito ao trono para a sua grande "amiga", a China. Atualmente, apesar de parecer que não gostam muito de produtos mexicanos, foram capazes de criar, diria eu, a maior novela mexicana da atualidade. Incrivelmente, têm umas audiências muito interessantes, porque é sempre divertido ver quem será a próxima criança que brincará com o maior arsenal de mísseis telecomandados, daqueles que não se compram nas lojas. Como aquelas meninas dos programas da tarde, a comunidade internacional baterá palmas a quem for coroado Rei do Mundo, aguardando por instruções e uma festinha.

      Mas como está este país organizado? Que particularidades tem?

     Os Estados Unidos da América são uma república federal presidencialista. Este país, tendo sido construído sob ideias iluministas, tem uma organização política que possui uma série de pesos e contrapesos, de modo a proteger a segurança da democracia.

     A grande maioria dos 50 Estados é governada um pouco como o país em si, com duas câmaras de “deputados”, uma baixa e outra alta. Também são administrados por um Governador.

     A nível nacional, existe a Câmara dos Representantes, com 435 membros. Estes são eleitos por regiões nas quais os Estados são divididos, e que possuem um número de residentes semelhante. A Califórnia é o que tem mais membros, 53, visto ser o mais populoso. Os seus mandatos são de 2 anos. São responsáveis pela discussão e propostas de leis, por exemplo.

     O Senado, conhecido como a câmara alta, é constituído por 100 elementos, 2 por cada Estado. Tem responsabilidades ao nível da nomeação de membros para o sistema judicial, seja ao nível Estadual, ou do recentemente mais falado, Supremo Tribunal. Este último é a organização mais importante da Justiça norte-americana.

     Como se não fossem suficientemente distintos, as suas eleições presidenciais têm contornos dignos de uma obra de Salvador Dalí. A eleição do Presidente dos Estados Unidos da América não é feita diretamente pelos seus cidadãos, mas sim por um conjunto de membros de um Colégio Eleitoral. De acordo com a Constituição norte-americana, as eleições devem decorrer na primeira terça feira, seguida da primeira segunda feira do mês de novembro. Nesta, os eleitores votarão, no seu Estado, entre os candidatos que se apresentarem a eleições. Cada Estado tem, de acordo com a sua população, um número determinado número de lugares no Colégio Eleitoral, sendo ao todo 538. Basta um candidato num determinado estado ter mais um voto que o segundo, para que todos esses lugares sejam ocupados apenas por membros afetos ao vencedor. Assim, no fim de contados todos os votos, estarão eleitos os vários membros desse colégio que votarão no candidato a que estão afetos. Ou seja, um político pode vencer as eleições, superando o seu adversário em alguns Estados, tendo de perfazer os 270 membros do Colégio, mas ter menos votos populares, no total nacional, algo que já aconteceu no ato eleitoral de 2016.

     Neste país há uma alternância entre dois partidos no poder: o Republicano e o Democrata. O primeiro tem como símbolos o vermelho e o elefante e é mais conservador, enquanto que o segundo se associa ao azul e ao burro e possui uma ideologia mais progressista.

     Ao nível eleitoral há estados denominados de azuis ou vermelhos, conforme a sua tendência partidária nos últimos anos e décadas. Os estados que mais variam na escolha de partido são chamados de “swing states”, sendo, por isso, o foco da atenção dos candidatos à presidência. Veremos qual será o melhor "swinger".

    Qual será o resultado desta roleta americana? Estará o Tio Sam em apuros? Não percam o próximo episódio de um psicótico blogger.

 

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