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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

#Credibilidade

Essi Silva, 14.01.20

Geralmente escrevo posts com títulos de músicas. Porque é o meu cunho pessoal. Mas o tema é sério e não dá mesmo para brincar.

Há 6 anos que me afastei da política. De uma forma gradual ao ponto de me manter atenta mas em quase tudo desligada. Voltei a comentar mas é mesmo porque tenho de fazer um desabafo: estou a chegar ao ponto da Credibilidade 0.

 

No dia em que conheci o Pedro Rodrigues há talvez 13 anos atrás, num debate na FDL era eu uma menina, pedi-lhe que trouxesse credibilidade à Jota. Porque estava cansada de defender ideias e políticas que não tinham outros defensores de peso, de confiança, com credibilidade.

Passei os anos seguintes à espera de encontrar essa credibilidade nos líderes do PSD. Vi-a em MFL, em PPC - do qual assumidamente nunca fui fã - mas agora Zero.

 

ZERO.

 

Não é só suficientemente mau ninguém ter percebido que há uma debandada do PSD (porque o Partido nas metrópoles está cada vez mais distante do militante de base e também de quem tem um cérebro); não basta todas as semanas ver bons companheiros - pessoas livres e cheias de energia para propor novas ideias, medidas executáveis para um programa e projecto de social-democracia, na promoção de um futuro para todas as gerações - a desfiliarem-se; como chegámos ao ponto em que temos um líder que - e não precisamos de pegar no último tweet que anda aí a circular - para além de só dar tiros no pé na imagem interna e externa, é muito claro em relação à sua intenção de sanear quem dele discorda, de comprometer a liberdade e espírito democrático que é necessário para quem, de facto, está num partido em prol do país e não de um título ou cargo.

 

Eu não vos estou a pedir que votem no Montenegro. Só vos estou a pedir que não votem num líder vingativo e pequenino. Em alguém que não respeita o ideal de liberdade, que não entende que divergir não tem de ser mau, que é demasiado egocêntrico para aceitar que só está a alhear militantes dedicados ao Partido e ao País. Que se dedica a apontar o dedo aos outros!

 

Porque quem se concentra em fazer oposição interna, e não ao Governo que está a delapidar a Saúde, Educação e Justiça, não é um Líder partidário credível e certamente não o será enquanto candidato a Primeiro-Ministro. Nem para os militantes que estão, nem para os que se cansaram de esperar por POLÍTICAS em vez de politiquice de vão de escada, e muito menos para o resto do país.

 

E antes que se ponham com ideias, votei Rio para o mandato anterior. E tenho vergonha. Mas como me ensinou o psicótico Salgado quando eu era a teenager da Jota: “fool me once, shame on you; fool me twice, shame on me”.

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