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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

Ó PS, não havia necessidade...

Miguel Nunes Silva, 29.01.13

Então o representante do PS na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, actualmente encarregada das audições ao caso do visionamento pela Polícia das imagens da RTP sobre a violência e vandalismo à porta da Assembleia da República, é nada mais nada menos que Ricardo Rodrigues - sim! aquele deputado que roubou o gravador do jornalista que o entrevistava, quando não gostou das perguntas.

 

...

É uma escolha bizarra e que poderia ser vista como coincidência infeliz, não fora o facto de que a deputada Glória Araújo, aquela apanhada com excesso de álcool no sangue, era pela sua parte representante do PS na Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação; assim já começa a surgir um padrão mas ó PS, não havia necessidade...



Definição de Hipocrisia = António José Seguro

Miguel Nunes Silva, 22.01.13

Desde há umas semanas o líder socialista vinha a dizer o seguinte:

 

"O Partido Socialista não está disponível e quero deixar um aviso ao primeiro-ministro: ele não tem mandato para fazer um corte desta natureza"


“o PS está disponível para debater a modernização do Estado, mas indisponível para ser cúmplice de um corte nas funções do Estado”

 

 

Hoje, fruto dos cortes já efectuados, da intenção de fazer mais, e da boa performance de Portugal nos mercados que AGORA e GRAÇAS A VÍTOR GASPAR permitiram uma baixa nos juros da dívida, a Troika consentiu em permitir a Portugal mais flexibilidade no pagamento da dívida.

 

"Ricardo Costa (Expresso) "Eu, que escrevi várias vezes que seria quase impossível que Portugal regressasse aos mercados em 2013, reconheço sem qualquer problema que com estas regras Portugal está em condições de o fazer. Mais relevante, a estratégia negocial de Vítor Gaspar foi a correcta, sobretudo nos prazos em que jogou as suas cartas. Sempre sem forçar e sempre a aproveitar a terra firme que outros, sobretudo a Irlanda, iam pisando.""

 

Revela hoje o Ministro Irlandês das Finanças Michael Noonan que "Vítor Gaspar, acertou em dezembro passado com o seu homólogo irlandês aguardarem pelo «momento oportuno» para reivindicar a extensão do prazo para pagar os empréstimos"

 

 

Até François Hollande - o pretenso arauto da anti-austeridade - se viu forçado a admitir que não só Portugal tinha implementado bem o ajustamento das medidas da Troika mas que tinha sido precisamente o desgoverno do passado que havia posto Portugal no buraco em que se encontra:

 

"Põe-me a questão de saber se a França poderia seguir o exemplo de Portugal... Não! Porque os níveis da dívida não são comparáveis, porque as situações económicas são diferentes... mas é porque queremos evitar chegar a essas soluções [de cortes nos salários, nas pensões...] que é preciso encarar o problema o mais rapidamente possível e o mais eficazmente possível"

 

E que têm Seguro e o PS a dizer?

 

"o PS teve razão no tempo certo", ao pedir mais tempo e mais dinheiro". Mas que grandessíssima cara de pau!!!

 

Como se tal flexibilização pudesse ter ocorrido sem os cortes que o PS criticou e prometeu inviabilizar!!!!!!!!!!

Na oposição e nas ruas a irresponsabilidade, no governo a sensatez

Miguel Nunes Silva, 22.11.12
Leiam e aprendam:
"precisamos de facto de um pacto político-social que nos habitue a conviver dentro destas regras. O que implica refundar o regime e rever a Constituição, por forma a conciliá-la com as necessidades"

“não temos história de estabilidade financeira em democracia, não apenas no atual regime, mas estendendo historicamente o regime, só conseguimos estabilidade financeira em regime ditatorial”
“Uma cultura não se muda em menos de uma geração”, mas “podem criar-se instituições que limitem os efeitos mais perniciosos das escolhas de uma determinada cultura que orientem de forma mais convincente as preferências sociais”

Mérito Aonde Ele é Devido

Miguel Nunes Silva, 07.06.11

Luís Amado é infelizmente um dos rostos dos governos Sócrates. Um dos ministros mais populares, um dos poucos resistentes às remodelações e um dos que desempenhou bem o seu cargo, mas um ministro Sócrates.

Não se pode dizer que Luís Amado foi um Ministro da Defesa ou um Ministro dos Negócios Estrangeiros extraordinário mas certamente que esteve à altura do cargo.

 

Aquilo que mais o distingue dos seus vários colegas no Conselho de Ministros foi a sua recusa em deixar-se levar pela deriva populista de Sócrates e restantes correligionários. Este seu sentido de Estado revelou-se quando decidiu avançar com o dossier dos submarinos por exemplo. Ainda que a táctica de usar as práticas obscuras do processo de aquisição como contra-peso retórico contra a direita tenha sido eleitoralista – quer tenha sido ideia de Sócrates ou Amado – a verdade é que resultou em prol do país.

 

Amado, não seguindo o exemplo do seu superior hierárquico, teve a coragem para enfrentar crises e polémicas sem recorrer à mentira ou à demagogia. Assim procedeu no caso dos voos da CIA e mais recentemente aquando do início da dita ‘primavera Árabe’ – quando sozinho apareceu diante das câmaras para defender uma posição de cautela e anti-voluntarista Europeia para com os levantamentos no mundo Árabe.

Referir as cimeiras UE-África, UE-Brasil, Tratado de Lisboa, Cimeira da NATO ou eleição para o Conselho de Segurança como mérito seu seria ir longe demais. Como MNE, estes eventos foram circunstanciais. E não nos podemos esquecer que os MNEs são geralmente personalidades populares devido à sua imunidade natural a controvérsias e politiquices nacionais.

 

Há ainda um outro aspecto a referir: a sua independência do PM Sócrates que o levou a fazer declarações contraditórias com a linha oficial e fraudulenta da máquina de propaganda Socialista.

 

Amado seria excelente se tivesse implementado uma doutrina operacional e estratégica, tanto para a Defesa como para os Negócios Estrangeiros. Cabe respectivamente às chefias militares e aos diplomatas obedecer a ordens, cabe aos políticos justificá-las no longo prazo. Ora ainda que Amado não tenha cometido um qualquer erro gravoso, a verdade é que a prossecução da diplomacia económica de Portugal foi feita por todas as embaixadas, sem grandes critérios ou prioridades visíveis. A verdade é que a mesma falta de prioridades garantiu aquisições desnecessárias de equipamento para o Exército. Mas nestes pontos, Amado não foge à regra de todos os demais MNEs e MdDs.

 

Apesar de tudo, seria sensato que um novo governo inclusivo e de união nacional ponderasse seriamente manter Amado no governo. Seria um gesto magnânimo em relação a uma esquerda debilitada e condenada a longos anos de oposição e revelaria o sentido de Estado de alguém que aprecia a continuidade daqueles que puseram o interesse nacional acima de tudo. Se não como MNE por ser um cargo de demasiado valor político, porque não novamente na Defesa?

Campelo de Magalhães apresenta: o próximo 1º Ministro de Portugal

Ricardo Campelo de Magalhães, 21.04.11

Para quem tenha dúvidas, aqui está a sondagem em que o PS já ultrapassou o PSD (enquanto PPC cai), ainda a campanha vai no adro.

Não tenham cuidado não. Eu, que sou sempre atento aos números, estou alarmado. 

Goste-se mais ou menos de PPC, é ele ou Sócrates. Está na hora de todos se lembrarem disso. Ou...

PSD = Estado Social Possível ; PS = Falência

Ricardo Campelo de Magalhães, 06.04.11

 

Em 2009 o PS prometeu mais e mais e mais Estado Social.

Já a Economia Mundial estava a contrair, Portugal anunciava mais gastos sociais.

 

MFL alertava: não há dinheiro, há que ser realista

Os Portugueses não a ouviram.

 

Agora, Faliu.

Hoje, fez bem: reconheceu humildemente que precisava de ajuda.

Mas o dia de hoje não aconteceu por acaso. Era previsível.

A minha avó sabe: quem gasta, gasta, gasta... entrega-se aos usuários.

Durante todo este tempo, fez mal: quem dá o que não tem, não terá para quando fizer falta.

 

Curiosamente, foi pouco tempo depois da banca ter fechado a torneira.

"Ah e tal, foi prova de que há um cartel na banca"

Bem, a banca gosta de receber juros. Mas se uma entidade deixa de conseguir pagar, é função da banca zelar pelo dinheiro dos aforradores. Já falhou antes e ainda bem que não voltou a falhar. Cartel? O alinhamento é por necessidade, não porque decidiram todos não ganhar dinheiro e, numa onda de falta de ganância, recusaram-se a cobrar juros "usuários".

 

E agora?

Hoje garantiu-se que não há ruptura de tesouraria.

Dentro de momentos seguem-se as medidas para começar a pagara dívida Socrática.

O sonho do "Estado Social" levou-nos a isto.

 

José Sócrates é um Criminoso de Guerra

Miguel Nunes Silva, 04.11.10

O que é um criminoso de guerra? Alguém, normalmente numa posição de liderança, que viola de forma gravosa e intencionalmente, leis nacionais ou internacionais, fazendo uso de uma conjuntura de conflito para facilitar os seus actos ou mesmo encobri-los.

 

 

No geral, os criminosos de guerra incorrem em crimes perseguindo objectivos outros que não a vitória militar. Em certos países a motivação por detrás dos ‘crimes’ até é laudável, sendo que limpezas étnicas ou genocídios, por mais horrendas e abjectas são acções cuja lógica distorcida é a de servir um objectivo ‘patriótico’ ou ‘nacional’. Mas há também crimes de guerra que são pura e simplesmente actos de rapina e de ganância pessoal, sociopaticamente desprovidos de qualquer noção de empatia como é o caso das cleptocracias do terceiro-mundo.

 

No ‘combate ao défice’ na ‘luta pelo futuro’, no ‘combate à crise’ Sócrates sagrou-se um criminoso de guerra, e um da segunda vertente que referi. Faço-me explicar: ao abrigo da narrativa da crise internacional, José Sócrates, Primeiro-Ministro de Portugal, faliu o país cuja soberania jurou assegurar.

Em 2008 e 2009, Sócrates e o PS fizeram uso da crise internacional para implementarem um plano insidioso de deslumbramento do eleitorado: aumentos de salários, baixa de impostos, grandes obras públicas, aumentos das prestações sociais. Assim, a subida do salário mínimo, TGVs e cheques-bébé, retoricamente justificados como neo-Keynesianismo para reacender a chama-piloto do crescimento económico nacional, fizeram aquilo que serviu os propósitos do PS e de JS: comprar a reeleição ao Partido Socialista.

 

Claro que então, a economia Americana sofria com uma bolha imobiliária, com desregulação financeira, e com despesa militar galopante, tudo problemas estranhos a Portugal, facto confirmado pelo PM que tão insistentemente gabou o sistema bancário Português de não padecer das mesmas maleitas do Americano. Isto no entanto, não o impediu de aplicar o mesmo remédio de Obama… curioso.

 

Foi um desempenho consequente, premeditado e metódico. O único imprevisto foi a falta de escrúpulos ainda maior de um outro senhor da guerra – Grego – uma guerra suja económico-eleitoralista que acabou por expor os crimes de todos os senhores da guerra e pô-los a todos no banco dos réus dos tribunais – financeiros – internacionais.

 

Sócrates e a liderança do PS tinham bem ciente o endividamento galopante a que tinham sujeitado o país desde a era Guterres mas estes senhores da guerra calculavam que as valas comuns só seriam descobertas décadas mais tarde e que usufruiriam do fechar-de-olhos das grandes potências – da zona euro – enquanto o cão de água Português se aninhasse aos pés da poltrona Alemã e ladrasse no timbre de Bruxelas.

 

Pergunta: se Oliveira e Costa foi posto em tribunal por ter arruinado o próprio banco com negócios indevidos, se a sociedade não lhe reconheceu credibilidade na sua culpabilização dos sócios e da crise internacional, porque não fazer o mesmo a José Sócrates?

O Senhor que se Segue

Miguel Nunes Silva, 26.10.10

Em 2005, quando o governo Sócrates chegou ao poder, eu previ que não teria segundo mandato. Ignorante em relação à astuta manipulação dos media de que JS era capaz, subestimei as suas hipóteses, as hipóteses de um líder que eu na altura via como destituído de carisma, pouco eloquente e demasiado apparatchik para algum dia poder exercer grande apelo nas massas.

 

Enganei-me: tal como os Portugueses aderem a qualquer vulgar e estupidificante programa de TV desde que devidamente publicitado, também o fazem com o governo. Mas a chico-esperteza do Ministro júnior de Guterres não deverá ser suficiente para chegar ao fim do seu segundo mandato.

 

Quem é nesse caso o senhor que se segue?

 

TEIXEIRA DOS SANTOS - Na hipótese de vermos uma demissão do governo, o actual Ministro das Finanças seria uma boa escolha para um governo de gestão. Trágica que baste a sua lealdade às prerrogativas políticas de Sócrates, Teixeira dos Santos é ainda assim respeitado pelo espectro político e mais que nenhum acólito socrático, penosamente ciente dos desafios financeiros nacionais que pela sua inconveniência foram ignorados pelos governos Sócrates até agora.

 

ANTÓNIO COSTA - Delfim da liderança socialista Sócrates, o actual Presidente da Câmara de Lisboa tem vindo a ser preparado para liderar o PS. Mas Costa é um trunfo que o PS não quererá porventura gastar em caso de queda do governo. Pessoalmente penso que Costa simboliza toda a direcção do PS que foi conivente no desgoverno populista que Sócrates causou ao país. Tal como personalidades como Maria de Belém ou Ana Gomes, Costa fez questão de escudar o PM no seu falso álibi de culpar os problemas nacionais na crise internacional, o que o torna muito pouco recomendável para liderar o país.

 

MANUEL MARIA CARRILHO - Carrilho pode ter ou não sido expulso do seu cargo de embaixador na UNESCO mas a verdade é que a sua recente proeminência mediática deixa antever futuros 'voos'. É bem possível que Carrilho seja autorizado pela über-centralizada-e-infectada-por-group-think direcção PS, a avançar para a liderança para aguentar o duro período de oposição que se avizinha. Um sacrifício conveniente para dar tempo à caminhada triunfal de um peso politico socialista mais pesado.

 

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO - Menos provável mas ainda assim um possível. O mal de António José Seguro é estar alinhado com Manuel Alegre e encabeçar a massa crítica de Alegristas que até agora não pôde ser esvaziada, uma vez que não houve possibilidade de os encaminhar nem para cargos na Europa, nem para a Presidência, nem tão pouco para o poder autárquico.

Seguro simbolizaria uma liderança de esquerda no PS e não conseguiria muito facilmente competir pelo centro.

 

Claro que todos estes nomes são hipóteses num universo sem José Sócrates. Resta então saber que trilho político Sócrates tenciona escolher. Tenderá ele a aguardar nas sombras por uma oportunidade de regresso como Paulo Portas? Resignar-se-á ele a uma saída definitiva da política saindo para uma grande empresa ou organismo internacional (com considerável desprestígio para Portugal tendo em conta as suas pobres faculdades linguísticas)?...