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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

A Ponte é uma passagem... para a outra margem...

jfd, 28.07.11

A Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul anunciou hoje um “grande buzinão” na segunda-feira em protesto contra o fim da isenção de pagamento na ponte 25 de abril em agosto e pela “abolição” das portagens. 

 

 

Eu não entendo como podem ser classificadas medidas de aumentos nos transportes e de novas portagens como incentivo à utilização do carro quando o combustível é cada vez mais caro, a manutenção do mesmo também assim como o simples acto de o estacionar.

Estamos em tempos difíceis. Somos todos chamados a participar. Os custos dos transportes são pagos por todos. Todo o Portugal paga para eu ter o luxo de atravessar a cidade de Lisboa de metro em 15 minutos ou num pouco mais de tempo num autocarro da Carris com ar condicionado e wifi grátis. Ou para o Joaquim vir de autocarro de Loures bem sentado e a ver televisão. Ou para a Anabela atravessar o rio num comboio ou barco de última geração. Ou para o António ir para a praia na Costa a zero escudos na ponte todo o santo Agosto.  Porque há-de Portugal inteiro pagar pelas férias de António? Ou do Pedro que todos os dias utiliza a via do Infante sem sequer pensar nos seus custos de manutenção? Ou em tantas outras ruinosas scutts espalhadas por esse país fora. Utilizador-pagador. É difícil de compreender?

Agora vamos todos ter de pagar mais. Para que todo o país pague menos. Possa não é isto justo?

Não é justo ser o utilizador a pagar? Não é justo haver também preços realmente baixos para quem de facto não pode pagar? Isto sim é justiça social.

Mas de que se queixam as pessoas?

Há poucos transportes? Seja. Deixem o sector ser competitivo e os privados virão e colmataram as falhas. É assim que funciona. A oferta atende à procura. E a procura paga pela oferta. O estado não tem de gerir empresas de transportes mas tem sim de regular o espaço onde fazem o seu negócio e garantir equidade social, segurança, serviços mínimos, garantias de mobilidade. Onde tiver que perder dinheiro que aconteça, mas pelas pessoas e razões certas. É para aí que caminhamos.

 

Agora um buzinão... Uau... tanto que isso vai resolver...

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