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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Mais e melhor.

nunodc, 03.04.11

 

 


Sabe-se hoje que, desde o chumbo do último PEC e consequente demissão de JS, foram feitas 85 nomeações e 71 promoções, a uma média recorde de 12 por dia, numa prática que não é isolada nem pode ser apontada a apenas um partido.

 

PSL nomeou 89 pessoas em 51 dias, no seu período demissionário. Guterres nomeu 330 pessoas, em 124 dias de 2002.

 

Note-se que Sócrates tinha já ultrapassado a já muito exagerada média de nomeações dos anteriores executivos, mas agora dá um passo ainda maior.

 

A questão essencial prende-se não apenas com aquilo que pode e deve fazer um Governo de gestão (para explicações mais detalhadas, há um post muito bom aqui), não sendo estas nomeações essenciais para o bom funcionamento democrático e operacional, mas com esta necessidade partidária de dominar todo o aparelho governamental. Sendo este aparelho liderado por pessoas alinhadas a partidos, o seu interesse passará sempre por agradar o seu empregador, i.e. dedicar a sua atenção às actividades partidárias. O interesse nacional passa a ser completamente relegado para 2º plano numa carreira onde, como infelizmente sabemos, a produtividade e accountability não abundam. E, ao invés de termos um aparelho de Estado alinhado e com os interesses do país como prioridade, temos uma espinha dorsal de dirigentes cujo único interesse é a manutenção da sua posição e subida na carreira, com ordernados nada compatíveis com a situação nacional, e que olham apenas para si próprios. Com um Estado que é desde já obeso e pouco ágil, estas ramificações desnecessárias acentuam ainda mais a sua incapacidade de resposta. E tudo porque continuamos a brincar aos partidos e aos estadistas.

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