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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Pacto de competitividade e convergência vs Fundo de Estabilidade do Euro

jfd, 06.02.11

É com alegria que vejo lançadas as sementes para uma Europa (zona euro) que avança para a harmonização das suas políticas sociais e fiscais. Falar ou talvez pensar nisto anteriormente a esta crise seria quase considerado como traição por qualquer euro-nacional. Aos países é muito querida e preciosa a sua soberania, mas em hora de aperto e em vésperas de reconsiderar a ajuda a países periféricos, fica aqui a condição Alemã, assessorada pela França, sem a qual tal ajuda não será sequer reconsiderada. Será a germanização do euro como diz o Público. Um alinhamento do comportamento das várias economias pelo aluno mais bem comportado como fica fica marcado plas declarações da senhora Merkel; "O que queremos é assegurar a prosperidade e o bem-estar das populações dos nossos países (...) Mas temos de aumentar a nossa competitividade e a referência deve ser o estado-membro que exiba as melhores práticas."

Se, como já alguém por aqui referiu, andamos em décadas anteriores a "sofrer" pelos juros baixos necessários para financiar a reunificação Alemã, agora teremos de alinhar também pelo país tido como a locomotiva da Europa. Pessoalmente é algo que me irrita. E muito. Mas necessário. Um mal deveras necessário. Ainda da notícia do Público temos que;

 

Pelo menos a Bélgica, Áustria e Luxemburgo criticaram por seu lado alguns aspectos das propostas, sobretudo no que se refere à indexação dos salários com a inflação. "Não vejo verdadeiramente qualquer razão para dizer que a abolição da indexação dos salários permitirá melhorar a competitividade do meu país ou da zona euro", afirmou Jean-Claude Juncker, primeiro ministro do Luxemburgo.
O seu homólogo belga, Yves Leterme, foi ainda mais duro ao afirmar que não está "absolutamente nada de acordo" com a ideia. "Tem de haver maior cooperação económica na Europa, mas os estados membros devem poder ter espaço para aplicarem as suas próprias políticas". "Não aceitaremos que o nosso modelo de concertação social seja desfeito", avisou.
Também Werner Faymann, chefe do governo austríaco, considerou que "não é correcto interferir nas negociações salariais como alguns pediram".
A Irlanda opõe-se por seu lado à harmonização das taxas de IRC.Em contraste, José Sócrates, primeiro ministro português, considerou a decisão de ontem "histórica", por permitir "ir mais longe na coordenação económica e [na] integração política", mas afirmou que não conhece a proposta alemã relativa à limitação do endividamento

Ora é tudo mais que compreensível, mas em tempos difíceis - decisões difíceis. São dois países a liderar? Paciência. Já me cansei de falar mal da Alemanha e da senhora que apenas quer vender para dentro de casa o que pretende fazer lá fora... Mas que se faça de uma vez o que é preciso fazer e que se caminhe a passos largos para uma verdadeira federação de plenos direitos e deveres. Trata-se de salvar a União e não atender a orgulhos nacionais. Sozinhos nada somos, juntos somos poderosos. Engulam-se sapos por um bem comum.

Mas também não esquecer que se deverá ajustar este futuro económico do Euro às lições aprendidas em tempo de crise, pois a moeda foi criada em tempos de oiro e a hora h está perante os nossos olhos.

 

*nem acredito que escrevi isto:P

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