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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Passos para o Futuro (15)

jfd, 04.02.11

Já muito por aqui se dissertou sobre a ineficácia do Parlamento, das faltas dos senhores e senhoras deputados e acerca da sua produtividade e representatividade.

O PSD de Pedro Passos Coelho, sério e consequente como tem sido, continua a desbravar terreno por e para um Portugal com uma classe política mais responsável, perto do eleitor e totalmente ciente de direitos e deveres. Não se trata de assunto eleitoralista, polémico, fracturante ou populista. Trata-se, como outros tantos, de um assunto que tem vindo a ser analisado, ponderado e discutido nos bastidores, longe dos holofotes, para depois resultar na apresentação de propostas sérias e realmente reformantes do status quo, com o auxílio das quais queremos marcar a diferença pela positiva e realmente traçar o rumo da mudança neste país em que o PSD é de facto uma esperança no horizonte.

E o que quer o PSD de Pedro Passos Coelho?

  

Na entrevista hoje publicada pelo DE, Pedro Passos Coelho explica a linha que será seguida no projecto que os sociais-democratas apresentarão: "Defendo uma alteração da lei eleitoral apoiada no método do voto preferencial, que permite um compromisso entre a necessidade de aproximar mais a escolha dos deputados, da vontade dos eleitores e a de manter o método proporcional na eleição". Como quer, Passos aplicar este modelo? "Pela criação de círculos eleitorais com menos deputados e a criação de um círculo nacional que corrija a representação proporcional". Com este modelo, garante o PSD, serão cumpridos dois objectivos: por um lado, o da redução do número de deputados por um lado, por outro uma melhoria da "credibilidade do sistema político"

 

Este é só mais um exemplo do muito que este PSD tem a dar a Portugal. E no mesmo jornal hoje se pode ler uma esclarecedora entrevista em que Pedro Passos Coelho, uma vez mais, mostra de que é feito e o que pretende;

 

Maria João Avillez apresenta o líder do PSD como um homem que tem “a cabeça bem arrumada, é frio, ponderado, persuasivo, trabalhador. Não se permite estados de alma e por trás do olhar esverdeado e do sorriso cortês mora mais razão que emoção e, sobretudo, uma imensa dose de autocontrolo. Sabe o chão que pisa. E - amem-no ou detestem-no - não tem pressa. Ponto. Cada coisa a seu tempo e o tempo hoje é de detectar o que deve ser feito "para mudar para melhor", com a Justiça e o papel do Estado à cabeça e "as pessoas" no centro das prioridades do "seu" PSD. Ou seja, de momento, Pedro Passos Coelho, 46 anos, preocupa-se, com realismo e ânimo, a fazer o que tem de ser feito, prevenindo e anunciando tudo, para não vir a defraudar ou remediar nada. Subentendido: o novo líder está muito mais ocupado em começar a garantir "hoje" aos portugueses um projecto de mudança e um programa de reformas para que eles possam - ou não - escolher a "sua diferença", do que na chegada ao poder "amanhã".

 

Embora concorde com o que diz hoje António Capucho ao Sol;

 

O “Sol” questiona se o PSD pode fazer melhor do que o Governo está a fazer, e o conselheiro de Estado responde que “é impossível fazer o mesmo ou pior. A grande pedra de toque vai ser a equipa que Passos Coelho apresentar nas eleições legislativas e depois no Governo. As listas de deputados vão logo indiciar se ele está a afastar os grupos de pressão ou se está condicionado e tenho a certeza de que está no bom caminho”. 

 

Fico desiludido com Alberto João Jardim ao Público...;

 

Alberto João Jardim assume a "importante diferença" entre o PSD nacional e o PSD-Madeira na moção que ontem foi entregue à mesa do congresso regional dos sociais-democratas madeirenses. "Enquanto [o PSD] evoluiu para 'partido do sistema', nós [PSD-Madeira] somos oposição ao sistema político-constitucional de 1976". Jardim, que convidou Pedro Passos Coelho para o congresso a realizar entre 8 e 10 de Abril, sustenta que, para consolidar a convicção sobre a intocabilidade do Estado social, "ao menos" na região autónoma, "é imprescindível a actuação do Estado Social" em quatro áreas fundamentais: habitação, saúde, educação e solidariedade social. Como é "fundamental um bom sistema de Justiça", acrescenta.

 

 

 

 

....e Manuela Ferreira Leite, que ao atirar sob o Governo, nos atinge com fogo amigo e desnecessário;

 

 

A ex-líder do PSD Manuela Ferreira Leite considerou, quinta-feira à noite, que a questão da redução do número de deputados, lançada pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, é «uma manobra de diversão».
«Também acho que o Parlamento pode funcionar com menos deputados, estamos todos de acordo com isso. O que eu acho absolutamente extraordinário foi [o Governo] arranjar uma verdadeira manobra de diversão. Não acredito que o ministro Jorge Lacão tenha dito essa frase numa entrevista apenas a título pessoal», afirmou Manuela Ferreira Leite no programa Quadratura do Círculo, da SIC Notícias. «Deus queira, no momento em que o país atravessa tantos problemas, que o problema seja resolvido através da redução do número de deputados», acrescentou. A antiga ministra das Finanças sublinhou, ainda, o «despropósito» da proposta, considerando que esta «é mais uma machadada na credibilidade dos políticos».

 

 

Tanto um como outra apenas me parecem se agarrar ao que é, com medo do que poderá ser. E assim não vamos lá.

No que toca às afirmações da nossa ex-líder, deverá politicamente o PSD fazer proveito das divisões dentro do PS e não atacar as suas propostas que no geral vão de encontro com as nossas...

Oxalá como preconiza Capucho, que Pedro Passos Coelho se reúna de pessoas capazes de abanar o dito status quo e de facto rumar com vigor e firmeza nos passos para o futuro.

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