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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

5 comentários

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    Rui C Pinto 21.12.2010

    Diz-me Miguel, o que é para ti integração? É que eu tendo a acreditar que é aí que começa a nossa discórdia...

    Quer-me parecer que confundes integração com domesticação...
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    Miguel Nunes Silva 21.12.2010

    Estás errado.

    Não pretendo que os muçulmanos sejam cidadãos de 2ª nas sociedades de acolhimento.
    O problema é que as fontes de conflito com as comunidades muçulmanas pela Europa fora, têm origem numa ou noutra recusa dessa comunidade em aceitar os hábitos e práticas da sociedade aonde vive, e isto demonstra intolerância e etnocentrismo da parte dos muçulmanos.

    Por outro lado Rui, creio que tu, por ideal liberal, te recusas a discernir nuances importantes neste tópico.
    Um bom exemplo disso é a tua defesa daqueles que são diferentes por serem diferentes como no caso dos ciganos, minorias sexuais, etc..
    Provavelmente achas que isso é fruto de uma tua rectidão moral, mas também é perigoso porque é absolutista.
    A maioria dos muçulmanos que imigra para a Europa fá-lo por razões económicas e não culturais. Eu percebo isso. Mas também percebo que se não se quiserem integrar, devem ser consequentes e abdicar de privilégios tais como segurança social, etc.
    Se eles não fazem isso, então depreende-se que se pretendem integrar e assimilar a cultura local e que quando se recusam a fazê-lo, entram em contradição.

    Não achas?
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    Rui C Pinto 21.12.2010

    A nossa discórdia tem que ver com o princípio do raciocínio... Repara, quando falas em fonte de conflito, vês a origem desse conflito no etnocentrismo de uma comunidade, eu vejo a fonte desse conflito no choque de duas culturas, num país onde a constituição obriga ao respeito de ambas...

    A mim pouco me importa o que acontece no Egipto, ou na Líbia. Isso diz-me muito acerca desses países, mas não me diz nada da sociedade onde vivo. Eu não defendo aqueles que são diferentes por serem diferentes, nem por rectidão liberal. Não julgo sequer que faça essa defesa.

    O que tenho é por princípio absoluto o direito à diferença e o respeito à liberdade individual, sim, por ideal liberal.
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    Miguel Nunes Silva 21.12.2010

    eu vejo a fonte desse conflito no choque de duas culturas, num país onde a constituição obriga ao respeito de ambas

    Uau!!!
    Rui, tu estás a levar ao extremo o conceito de laicidade. Não podemos discriminar em função da religião mas não te podes esquecer que há uma cultura própria que tem que ser respeitada.

    Diz-me uma coisa Rui: tu acreditas no melting pot não acreditas?
    Para ti os seres humanos e as sociedades são todos complementares iguais e indistinguiveis e se mudássemos os finlandeses para a Arábia Saudita, não haveria problemas desde que todos fossem tolerantes...

    O que tenho é por princípio absoluto o direito à diferença e o respeito à liberdade individual, sim, por ideal liberal

    Mas o problema é que tu neste caso achas válido que uma cultura exógena se imponha a uma cultura endógena e não pareces querer ver as implicações gravosas que isso acarreta.

    Tu és um ultra-individualista e parece-me que não vês que a estabilidade das sociedades implica que nem todos podem ter aquilo que querem.

    Se a nacionalidade espanhola não conta para nada face à liberdade individual, porque não mudar as regras daquela escola para que não se fale de presunto?

    E porquê impor barreiras à imigração? Não infringe isso com os direitos dos cidadãos do 3º mundo que para cá querem vir ganhar a vida?

    Aconselho a que dês uma olhadela ao programa do Partido Humanista.
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