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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

A Mesquita da Infâmia ?

Miguel Nunes Silva, 16.08.10

 

 

A 'Cordoba Initiative' é um projecto de alargamento de um centro cultural islâmico no quarteirão do 'Ground Zero' em Nova Iorque. Entre as novas instalações estará uma mesquita que será independente do centro cultural.

 

Nos EUA instalou-se a polémica total com republicanos e democratas, conservadores e liberais em grave divergência sobre o assunto. A polémica tem polarizado os dois lados da questão: uns acreditam no absoluto constitucional da liberdade religiosa e defendem com unhas e dentes a construção da mesquita, outros acreditam ser uma afronta às famílias das 3000 vítimas do 11/9 e à América.

Fareed Zakaria, editor da Newsweek autor conceituado e apresentador de um programa na CNN, decidiu devolver um prémio que havia recebido da Anti-Difamation League em protesto pela posição da ADL - uma organização de protecção das liberdades cívicas - contra o projecto.

 

As mais altas personalidades políticas têm vindo a público expressar opiniões sobre o assunto, desde Sarah Palin ou Michael Bloomberg até ao Presidente Obama.

 

Se é verdade que nenhuma lei proíbe o controverso projecto e que as liberdades cívicas se devem defender a todo custo, não é verdade também que ele será altamente contra-producente para a tolerância religiosa nos EUA?

 

Dennis Miller, um artista Americano, escreveu há dias no Twitter: 'That Muslims can build a mosque at the WTC tells you everything about America. That they WILL build it, tells you everything about Islam'

2 comentários

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    Miguel Nunes Silva 16.08.2010

    O problema José, é que tu e muitas pessoas estão a tentar encontrar uma justificação lógica, e não deviam.

    O Islão ficou conotado com terrorismo por culpa própria. Claro que há terroristas de outras denominações mas o problema é que um número desproporcional deles é muçulmano.

    Isto tem muito a ver com o facto de as sociedades islâmicas serem bastante intolerantes por terem sido atiradas das trevas para a pós-modernidade da globalização.

    Independentemente das muitas explicações sociológicas, o Zé e o Joe não são académicos e não se interessam nem têm tempo para compreender todas as nuances.
    Nem nos iludamos a pensar que se alguém se armar em professor e lhes tentar explicar, que eles estejam dispostos a ouvir.
    A verdade é que o público Americano é islamófobo - e a Europa vai pelo mesmo caminho. É uma verdade incontestável.

    Tendo isto em mente, a questão é se é uma boa ideia avançar com o projecto. Qual é a consequência da construção da mesquita? Torna os Americanos - que já são islamófobos e paranoicos anti-governo - mais ou menos tolerantes.

    A resposta é só uma: se a mesquita for em frente, ela exacerbará os ânimos.

    Daí que eu apele a que se olhe para além do racionalismo iluminado. Não é uma questão de direito, não é uma questão de lógica. É uma questão de senso comum.
    Por muito que não gostemos, uma mesquita naquele sítio vai mexer com as sensibilidades das pessoas.
    Na minha humilde opinião, se se pode contruir noutro sítio, para quê insistir?

    Penso que a tolerância ecuménica seria mais bem servida se o projecto não avançasse.
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