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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Capitão dos neo-Keynesianos derrotado

Miguel Nunes Silva, 10.08.10

 

Paul Krugman é um economista galardoado com o prémio Nobel.

Desde o início da Administração Obama que ele tem sido o mais acérrimo defensor dos estímulos económicos do novo presidente Americano.

Krugman, assim como os neo-Keynesianos da equipa Obama, partem do pressuposto que a consequência da ausência de investimento governamental na economia seria uma repetição dos instáveis ciclos económicos do século XIX, uma era liberal aonde apenas a austeridade era a solução para uma crise económica.

 

 

Krugman assim como muitos no esquerdista New York Times, têm sido consistentemente criticados por outras publicações mais à direita nomeadamente o republicano Wall Street Journal mas também inclusive pelo Britânico Financial Times - agora muito conotado com o governo Cameron - cujo reputado historiador de economia Niall Ferguson resolveu tirar férias do tradicional trabalho de contrapeso ao esquerdista The Guardian para se envolver num dos mais estimulantes debates de comentadores dos últimos tempos, com o próprio Paul Krugman.

 

Ferguson tem a opinião contrária de Krugman, ele acredita que liquidez artificial dada pelo governo não resolverá os problemas da economia, sobretudo porque consistirá no mesmo erro que os governos ocidentais têm cometido desde os anos 90, i.e. o financiamento da economia pela dívida - algo grave numa altura em que já há governos a enfrentarem a possibilidade de bancarrota.

 

Mas ao contrário do que possam pensar, não foi Ferguson nem nenhum grande pundit que finalmente encostou Krugman à parede, foram os próprios leitores de Krugman que, fartos das suas diatribes keynesianistas, o confrontaram com análise económica acutilante ao que Krugman respondeu diminuindo o tamanho máximo do comentário à sua coluna...

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