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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Sebastião da Gama é que a sabia toda

Paulo Colaço, 08.06.10

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.

 

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

 

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

 

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

 

Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...

 

 

Este é, para mim, um dos mais bonitos poemas em língua portuguesa.
Fala da nossa pequenês, fala da relatividade e de inconsequência.

 

Ontem, uma Teresa e uma Helena casaram.
Não casaram com um João e um Pedro, respectivamente.
Casaram uma com a outra.
Foram as primeiras a fazê-lo em Portugal.

 

Ninguém se prejudicou.
Ninguém ficou mais pobre.
Ninguém deixou de ter a hipoteca por pagar.
Duas mulheres casaram uma com a outra o mundo ficou como estava.

 

Doeu? Hã? Doeu???!!!

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