Sexta-feira, 27 de Julho de 2007
Lobby: sim ou não?

Jaime Gama não quer equiparar o lobbying à imprensa.

O Presidente da Assembleia da República recebeu de duas “agências de comunicação” pedidos para livre acesso aos trabalhos parlamentares, prerrogativa idêntica à dos jornalistas.
Mas Jaime Gama está relutante e faz a sua distinção: a actividade jornalística está sujeita a leis e ao interesse público e as agências de lobbying situam-se na área comercial.

Luís Paixão Martins, presidente da LPM (uma das empresas que pretende livre acesso ao Parlamento), refuta. Quer obter uma informação mais fidedigna de todo o processo legislativo, acompanhando atenta, tempestiva e regularmente o trabalho parlamentar.
"O nosso objectivo não é de forma alguma o de nos substituirmos ao papel dos media, nem o de interferir com o processo legislativo, o que seria inapropriado e estranho", acrescenta.

E nós? O que achamos? Que tal um psico-debate sobre este tema?


uma psicose de Paulo Colaço às 15:54
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22 comentários:
De big mamma a 27 de Julho de 2007 às 16:18
Concordo inteiramente com o lobby!
Inteiramente!
Acho até que ganham em relação à imprensa: é que se for regulamentado, o lobby é mais sério que a actividade jornalistica em que não há nem rei nem roque.
Todos têm interesse (sobretudo fontes inconfessáveis) e ninguém faz mea culpa!


De paa a 27 de Julho de 2007 às 16:38
Não estou muito por dentro do tema, mas sei que a actividade do lobby é permitida nos EUA e na UE: não pode ser assim tão má!

Mais: muitas vezes os políticos vivem fechados nos seus circulos, rodeados de assessores, convivendo com as mesmas "tropas" e esquecem o mundo real.

Se houvesse mais gente a circular em torno dos políticos, a mostrar os prós e contras em cada assunto, tenho a certeza que o esclarecimento em torno dos mesmos seria maior.

Tem é de haver uma regulação exemplar, senão descamba!


De Nélson Faria a 27 de Julho de 2007 às 16:50
Nem mais! Só precisamos de encontrar os inimigos do lobby para um dia fazer o debate.


De Bruno a 27 de Julho de 2007 às 17:00
Fiz um trabalho sobre lobby na Universidade. Na altura a palavra tinha um peso para mim e para as minhas colegas de grupo que conseguimos desmistificar. E não fomos os únicos, tanto que a palavra foi adoptada pela Língua Portuguesa passando a escrever-se "lóbi".

Uma das curiosas conclusões a que cheguei em 19999/2000 foi que já se fazia lóbi em Portugal, nessa altura. E que os lóbistas eram os primeiros a reclamar regulamentação para a actividade.

Assim sendo, parece-me errado que venha agora a segunda figura do Estado Português manifestar tacanhez nesta temática. E pergunto-lhe: a actividade jornalística não se situa também na área comercial? Ou os órgãos de comunicação social são todos propriedade de organizações não lucrativas?


De Anónimo a 27 de Julho de 2007 às 17:01
os inimigos do lobby são todos os que gostam de fazer as coisas à escuras.
Não quero ser injusta com aqueles que acham que o lobby é a porta aberta para o "compadrio" mas a verdade é que se pensarmos assim, teremos de assumir que a teoria do bom selvagem aplica-se à política: todo o titular de cargo público nasce honesto, até conhecer um lobista!

Acho que não!


De Paulo Colaço a 27 de Julho de 2007 às 19:45
Admito que como "ex-jornalista", Jaime Gama possa não gostar da "concorrência" dos lobistas; agora como ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, não percebo!

Não sei se foi no tempo dele, mas sei que Portugal chegou a pagar a empresas de lóbi (gostei do termo em português, Bruno) para nso ajudarem em NY no tocante a Timor.

E não doeu!

Aí já faziam falta? Já não era tudo um comércio?

O que é a diplomacia senão lóbi de estado?


De Bruno a 27 de Julho de 2007 às 22:34
Eacto Colaço!

Como pode um diplomata mostrar tanta resistência a aceitar como lícita uma actividade que se assemelha à diplomática?

Gama responde: com o argumento ridículo dos interesses económicos...

Como pode um político mostrar tanta relutância em aceitar como boa a colaboração de assessores que sempre existiram e que visam ajudar a passar as mensagens para os diversos públicos, através da comunicação social?

Já agora, sabem quem foi o 1º Assessor de Imprensa conhecido na História? Eu também não me lembro do nome - que vergonha!!! - mas integrou a comitiva de Fernão de Magalhães na sua viagem de circum-navegação à volta da Terra. No final da viagem escreveu um texto, narrando o feito e enviou-o para vários países para que fosse divulgado pelos meios de comunicação da época.

Quanto ao debate: bora lá! (ainda que concorde com o que disse o Né à porta do nosso pub...)


De paa a 28 de Julho de 2007 às 16:29
Permitam a recomendação, mas um bom debate seria mesmo Luís Paixão Martins vs Jaime Gama!


De paa a 28 de Julho de 2007 às 16:32
Permitam a recomendação, mas um bom debate seria mesmo Luís Paixão Martins vs Jaime Gama!
Podia ser na sala do Senado da Assembleia, com deputados dos vários partidos e jornalistas parlamentares!


De Bruno a 28 de Julho de 2007 às 23:37
Era um excelente painel, caro paa, mas duvido que o Senhor Presidente da Assembleia da Republica aceite.


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