Domingo, 8 de Outubro de 2006
Perseguição Policial


Noticia de última hora da SIC no fim do jornal da tarde: "Dois jovens baleados pela GNR em Gaia após roubo de viatura".

 

Um artigo de Adriana Neves

 

 

Todos os dias nos "entram " em casa noticias de perseguições, de roubos, de sequestros e na maior parte das vezes a comunicação social tenta manipular a opiniao pública. Esta noticia é uma prova dessa tentativa de influência. Porquê que a jornalista não salientou o trabalho da policia em vez de enfatizar o resultado da perseguição?
Em relação as forças policiais, a opinião pública peca por falta de coerência. Senão vejamos, se a policia não actua nas situações é criticada mas por outro lado se a policia persegue ou utiliza dos meios que tem a sua disposição também é criticada e mais é julgada por isso (exemplo da perseguição da semana passada no Porto onde o militar da GNR ja está indiciado por um crime de homicídio simples com dolo eventual). Para mim, esta falta de coerência da opinião pública, muitas vezes, é fruto do trabalho dos mass media e da sua falta de imparcialidade.



uma psicose de Paulo Colaço às 15:43
editado por Essi Silva em 11/12/2015 às 18:02
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7 comentários:
De xana a 8 de Outubro de 2006 às 20:38
A falta de coerência, de verdade e de imparcialidade tem de ser imputada à comunicação social vergonhosa que este país tem. O povo é burro, e o poder dos média é incalculável.
Enfim, não deve ser para isto que surgiu a liberdade de imprensa.


De Paulo Colaço a 9 de Outubro de 2006 às 01:09
a liberdade de imprensa cresceu na medida contrária que vai definhando a autoridade do Estado


De Lisete Rodrigues a 9 de Outubro de 2006 às 10:56
E quando é que teremos cidadãos conscientes, bem formados e informados e que possam eles próprios fazer triagem daquilo que recebem?
No entanto, partilho da opinião de que em Portugal a Comunicação Social poderia definir claramente a sua posição em termos de linha editorial, à semelhança do que acontece nos E.U.A..


De carla fernandes a 9 de Outubro de 2006 às 12:45
O que ocorre aqui é não só a incoerência da comunicação social, mas também a facilidade de manipulação do "povinho" português, para o qual o que dá no jornal do canal que vê é lei!
E em relação ao julgamento dos oficiais que fazem uso ao seu armamento, já se sabe que o português nunca está satisfeito, como diz o ditado: "é-se preso por ter cão e por não ter!".


De Anónimo a 9 de Outubro de 2006 às 14:09
Falo por experiencia propria, este sistema de seguranca ao "povo" está longe de ser respeitado e respeitador! os agentes policias em nosso redor estao longe de ser capazes, a verdade é que nao podemos confiar, por isso até que ponto nos podemos sentir seguros? Fala se das reparticoes de financas e outros departamentos onde existem pessoas a mais e incapazes de executar as suas tarefas, e na policia, e na gnr? Eles proprios afirmam consequitivamente que nao tem as condicoes reunidas para perseguir seja quem for!!! Assim quem sao na verdade os responsaveis??? Media, nao me parece!!!

Jorge


De Goreti a 9 de Outubro de 2006 às 15:46
Nem de propósito este tema, depois do que assisti este fim-de-semana a uma pessoa bem próxima de mim! Em plena estação do metro da Pontinha, quatro individuos de raça negra (quem me conhece sabe que não sou racista)tentaram assaltar o meu cunhado. Tal acto acabou no Hospital com uma linda facada nos rins!!! Numa zona com tanto movimento e transportes públicos não se compreende a falta de policiamento. Resultado...para este Cidadão, que até tem carro novissímo e é grande adepto de causas ambientais, jura que desde o sábado passado, transportes públicos nunca mais!
Mas no entanto não posso deixar de comentar a coragem dos agentes da PSP da Ilha Terceira. Os agentes de trânsito resolveram importar uma técnica já usada em alguns países ditos civilizados.
A técnica consiste em colocar a fotografia de um carro da polícia em tamanho real para fazer os automobilistas reduzir a velocidade. Para além de uma bela imitação, montam o radar por trás da fotografia e escondem-se a tirar fotografias a quem faz sinais de luzes.


De Bruno a 9 de Outubro de 2006 às 20:08
Acho que o problema maior aqui é a velha história: notícia não é quando um cão morde num homem mas quando um homem morde num cão...

Ou seja, adaptando ao exemplo da Dri: roubo de viatura já não é notícia, é normal. Perseguição policial é capaz de ter algum interesse mas só se houver imagens para mostrar e de preferência com muita chapa amolgada à mistura. Agora, jovens baleados… ah! isso é um furo jornalístico!!! E com isto, estamos a perverter toda a situação porque o que acaba por merecer destaque é um pormenor que apaga o essencial da questão: os nossos bens não estão seguros e a polícia necessita de agir, muitas vezes com violência, para os proteger!

Mas o problema não acaba aqui. Tal como acontece com os bens, também as pessoas vê a sua integridade física posta em e isso tem que ser combatido. E quando há situações de conflito é preciso percebermos que são “os bons” e quem são “os maus”. E pensarmos que os maus, merecem ser tratados com respeito – não descemos tão baixo quanto eles – mas não deixam de ser “os maus”. E isso é tantas vezes esquecido…

Não sei se o povo será burro como aqui já foi dito, não se estará só mal informado ou até influenciado. O que sei é que a nós, como cidadãos interessados e interventivos, compete-nos despertar consciências, por as pessoas com quem falamos a pensar pela sua cabeça para que os media não tenham tanta influência sobre elas e sim o contrário. Se formos todos mais exigentes, os produtos que nos servem terão que ser melhores! Senão, continuaremos a ter os media, os programas de entretenimento, os políticos, os dirigentes desportivos que merecemos… apenas e só aquilo que merecemos!


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