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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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Robin Hood: Justiceiro ou Desordeiro?

Essi Silva, 29.12.09

Todos vós conhecem a história de Robin Hood, o justiceiro que tirava aos ricos para dar aos pobres. Também conhecem a história do BPP - Banco Privado Português .

Pois bem, se já estava convencida que a Justiça em Portugal é um mito, uma "urban legend", agora estou ainda mais convencida.

 


Habituámo-nos a ver manifestações que acabavam em mortes por todo o mundo. Em países com regimes totalitários ou tendencialmente totalitários, a desobediência civil era e é comum, quando a população se apercebe que os seus direitos não são reconhecidos e respeitados.


Para nós, uma manifestação é algo natural. Ninguém necessita de manifestações ilegais, quando podem fazer-se ouvir através de manifestações autorizadas. Contudo, os mecanismos que servem para a promoção e salvaguarda de direitos no nosso país têm vindo gradualmente a falhar. Onde está o nosso sistema judicial quando procuramos igualdade e justiça? E o que é que o nosso sistema político e legislativo, Governo e Parlamento, Estado no geral, tem feito pela nossa Justiça?


Hoje fiquei chocada. O BPP está a desintegrar-se e como tal, alguns clientes, cujo lucro e poupanças foram depositados num Banco aparentemente idóneo (esperava-se que o Banco de Portugal existiria para fiscalizar e assegurar que as condições necessárias ao funcionamento do banco fossem cumpridas), decidiram barricar-se ontem na sede do Banco no Porto.

 

Na minha opinião, o Estado devia intervir de uma forma mais positiva. Afinal de contas, estas pessoas estão só a revindicar o que é seu. Ou estarei enganada?

Para perceberem o meu choque aconselho-vos a ver o vídeo e a ler o artigo.


"Clientes do BPP dizem ter sido ameaçados com carga policial"

 

 

 

2 comentários

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    Essi Silva 30.12.2009

    Caríssimo Ricardo,

    Não defendo que o Estado esteja intrinsecamente ligado à Economia. Aliás, toda a história do Estado ser pai de tudo, aquilo a que chamamos Estado-providência, não tem vindo a provar-se exequível. É precisamente por o Estado estar tão amarrado com aspectos que muitas vezes são superficiais e do qual se poderia distanciar sem o prejuízo dos mesmos, que as coisas acabam por não funcionar bem.
    No entanto, se há coisa que exijo é, sem dúvida, Justiça. Porquê? Como seres humanos que somos não há sociedade sem conflito e para se conseguir resolver o conflito existe algo chamado Justiça cuja função é promover a igualdade. Ora, se o Estado nem isso assegura, de que nos serve ter investir em educação para poder fazer dinheiro, de que nos serve investir esse dinheiro numa casa ou num carro, de que nos serve termos saúde, se dum dia para o outro nos tirarem tudo, porque o Estado não se assegura que os ladrões ou homicidas sejam justamente punidos? (ou pura e simplesmente encarcerados ou julgados)

    Quanto à esperança, meu querido, se ninguém a tiver é que o nosso país acaba entregue à bicharada [PS, os maus da fita do PSD (que também os têm), Maçons, Opus Dei e afins]...e acredita, podemos estar a cair no fundo but it ain't over untill the fat lady sings
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