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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Cuecas o 12/25/09 & eu...

jfd, 29.12.09

Fui dia 22 para os Estados Unidos. Em casa, e porque sou natural de Portugal já me tinha preparado com o meu ESTAS para poder entrar de novo naquele País.

Em Lisboa, no Aeroporto a segurança normal no que concerne a voos para os EUA, embora com origem no terminal 2 pois o primeiro destino seria Ponta Delgada.

Na chegada, na fila da alfândega o vídeo sobre a segurança, sobre a diversidade americana e sobre os procedimentos. Lavagem cerebral dizia-me um amigo ;)
Algumas questões, verificação do passaporte electrónico e depois de ficarem de novo com as impressões digitais da mão direita inteira incluindo dos 5 dedos, lá se leva o carimbo e os papéis preenchidos no avião... E pronto. Passa-se por mais um controle de segurança e estamos nos EUA. Agora sim, já podemos ligar telemóveis e afins sem temer que polícias e seguranças nos agarrem sem ai nem ui.
O hotel localizado no aeroporto de Logan, tem ligação directa. O caminho é sempre o mesmo, ou de shuttle ou então a pé. Vamos a pé e passamos de novo pelo memorial do 11 de Setembro, pois dali tinham partido alguns dos terroristas.
Dias depois a notícia no telejornal. O burburinho normal num hotel em que facilmente 50% da ocupação é composta por tripulações. Era dia 25 de Dezembro e alguém tinha tentado explodir as cuecas num voo da Delta.
Logo de imediato o aeroporto por onde passava várias vezes por dia a caminho do shuttle, ou do metro enche-se de repórteres do Channel 7 e de sirenes e de polícias e mais seguranças. Aparentemente dá a sensação de mais segurança. Mais pessoas estão paradas nos check-in... Embora seja altamente eficiente no que toca à divisão por terminais/companhias, e mesmo com o mau tempo e etc., as coisas ficam ainda mal paradas no aeroporto.
Começam as notícias de que as pessoas não se vão poder levantar na última hora do voo, nem ler nem ter mantas ou almofadas. Aumentam os cães, mas não podem ser muitos porque são poucos os que estão em “casa”. A polícia e as sirenes ligadas são omnipresentes. As pessoas enchem-se de paciência. Adicionando aos sucessivos nevões, agora a necessidade de segurança.
Segurança essa que falhou em AMS. Ou será que não? Seria provável apalpar as jóias da família do senhor para descobrir o tal “engenho”?
Uma coisa é certa. Voar é cada vez mais trabalhoso do que fonte de prazer... E por culpa de quem?
Estereotipar é feio.
Nem todos os Muçulmanos são terroristas. Mas todos os que me recordo têm sido Muçulmanos...
E de resto o que vai acontecer no mundo? A Al-Qaeda diz que mais virão, que agora foi apenas um teste... Como evitar? Como acalmar um mundo ocidental em constante paranóia?
Voltei ontem para Portugal. As minhas malas de mão apenas passaram nos RX. Tive de tirar os sapatos como sempre, e colocar tudo na máquina. Fora isso nada demais. Afinal o stress é só dentro dos EUA. De que vale tanto histerismo? De que valerá não ser histérico?
Para mim é tudo fogo-de-vista. Afinal o senhor estava referenciado nos sistemas como potencial qualquer coisa... E isso falhou. Tudo o resto é conversa. E ao fim ao cabo quem é culpado?
É quem está no topo.
Shame on you President Obama.
 

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