Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
34 anos de democracia

 

Hoje, dia 25 de Novembro, celebra-se a democracia!

34 anos após a efeméride que hoje se assinala e que marca o fim de um dos períodos mais "complicados" da história nacional, muito ainda está por fazer...

 

Na ordem do dia está a questão da corrupção, com a proposta do PSD, de criação de uma Comissão Parlamentar.

Não creio que seja essa a solução, até porque já existem organizações que procedem objectivos semelhantes aos que pautariam a actividade de uma eventual comissão parlamentar. A questão da eficácia destes conselhos ou seja o que for já é outra conversa...

 

Facto é que a corrupção continua a minar a Democracia.

Todos os governos se assumem paladinos da luta contra a corrupção, mas vão faltando acções concretas...

Casos mediáticos aliados à conhecida morosidade dos processos são pilares de uma autêntica crise institucional que resulta, invariavelmente, na descredibilização da Justiça e da política.

Não tenho a solução, é certo, mas uma verdadeira luta anti-corrupção terá de passar, sempre, por um combate a um clima de impunidade que reina em determinados meios políticos e círculos de uma mais forte capacidade financeira.

 

O combate à corrupção é, hoje, um verdadeiro desígnio nacional, como em Novembro de 75 foi a luta pela democracia.

Falta, apenas, a coragem política... Que esta data sirva, quanto mais não seja, para recordar aqueles que nos governam, os valores que presidem ao simbolismo deste dia, tristemente esquecido e secundarizado por uma classe política que ainda não soube honrar a história da democracia.

 

P.S.(Post Scriptum, entenda-se): Não posso deixar de felicitar o 31 da Armada pelo terceiro aniversário e pela merecida homenagem ao Coronel Jaime Neves.

Nos grandes momentos da história, relevam-se grandes homens. Fica a minha humilde homenagem a alguém a quem devo a democracia em que nasci.



uma psicose de André S. Machado às 19:56
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2 comentários:
De Paulo Colaço a 26 de Novembro de 2009 às 02:59
Estive aqui 5 minutos a pensar numa forma de acabar com a corrupção e descobri: manda-se acabar com todas as instituições públicas e privadas.
Creio ser difícil haver corrupção nessas condições.

Quanto ao mais, acho que nem a lei tem de mudar nem devem aumentar as penas.

Deve haver, isso sim, mais meios e chefias mais descomprometidas, mais corajosas e dotodas de amplos poderes de investigação.


De Diogo Agostinho a 26 de Novembro de 2009 às 15:30
Acompanho o André nos parabéns ao 31 da Armada, um blog psico-amigo.

De facto, este dia foi importante e poucas referências existem...é a questão sociológica em Portugal...

No que diz respeito ao fim da corrupção, acompanho o Colaço na medida. De facto, ela está implementada, entranhada nos vários institutos e departamentos que só vai lá se fecharmos a porta e abrirmos com novo nome.


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