Terça-feira, 15 de Setembro de 2009
Retoma...? Ainda não!

 

 

A imagem acima tem andado a fazer as rondas. Imaginem a tonelagem das marinhas dos EUA e do Reino Unido combinadas, e têm uma amostra do que se passa ao largo de Singapura: a maior "concentração maritima" de embarcações comerciais da história recente. 

 

A razão? Nada para transportar! Este é o estado actual do Comercio Internacional, ao largo do maior porto do mundo. A proverbial "aterragem no chão" do dito comercio! Enquanto isso, pelos EUA e pela UE... fala-se em "retoma"?


:

uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 10:10
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12 comentários:
De Kein Mitleid a 15 de Setembro de 2009 às 10:50
A "retoma" está a ser feita à custa de "quantitative easing" por parte dos EUA e do UK, i.e, puseram as impressoras a funcionar - os fundamentais de desregulação do sistema continuam lá, este continua vulnerável.

Ora, no entanto, ao enfiar liquidez pela goela abaixo do sistema financeiro (sem o reformar) ir-se-á eventualmenteeeee assistir a uma "retoma".

Só há um problema: Os fundamentais do preço do Petroleo (que é também uma causa muito pouco falada mas real da crise) ditam que o preço deste, ao mínimo sinal de uma "retoma", dispare. Isso estagnará o crescimento económico, e mostrar outra vez que o sistema financeiro mundial é composto por gajos que "andam a nadar nús" (buffet dixit)

Só que desta vez, os Estados estarão individados demais para "curar todos os males" com mais liquidez.
O sistema rebenta.
Teremos forçosamente de entrar numa lógica (depressionária )de contenção de custos e despesas.



Vá, vou dar-vos um conselho: comprem ouro!


De Nélson Faria a 15 de Setembro de 2009 às 10:56
Guilherme, é só para te avisar que no blog só aparecem dois parágrafos. Deves ter perdido o resto algures na publicação.

LLLLLLLLLLLLooooooool


De Guilherme Diaz-Bérrio a 15 de Setembro de 2009 às 11:01
*tst* Um gajo não pode começar a ser "sucinto"? :P


De Guilherme Diaz-Bérrio a 15 de Setembro de 2009 às 11:09
Kein, totalmente de acordo (com uma nota especial para o pormenor do Petróleo), excepto nos "fundamentais da desregulação".

O problema da banca não é, não foi desregulação, mas sim, garantias a mais (em especial, aos obrigacionistas). Para um banqueiro o negócio é demasiado simples: cara eu ganho, coroa perde o contribuinte. Assim também eu sou capaz de gerir um banco. Tudo o resto (Bónus incluídos) é um subproduto desta lógica!
Quer-se evitar de novo o "too big to fail"? Reintroduza-se o problema da "falência", junto dos credores (juniores e seniores).

Quanto ao resto só digo isto: Japão, década de '90! É o "road map" [que estão copiosamente a seguir].


De Luís Nogueira a 15 de Setembro de 2009 às 11:24
Pelo que nos contas, começo a aperceber-me que a única retoma sustentável é a dos telemóveis, não? Da foto que ilustra o post retiro a seguinte conclusão: os portugueses fazem falta no mar...


De Essi Silva a 15 de Setembro de 2009 às 11:51
É por isso que sou uma "japan-fan"...piquininos mas dão sempre a volta. Pelo menos enquanto nós andamos a dizer que estamos no princípio do fim da crise... [quando digo nós entenda-se o brilhante PM que temos a (des)governar o nosso país]

Admito que não sou nenhuma entendida em Economia, muito pelo contrário. Mas de uma coisa tenho a certeza: quando amigos meus têm de pedir bolsas de estudo e outros deixam de estudar para trabalhar e sustentar a família, já que o pai e/ou a mãe foram despedidos porque a empresa onde trabalharam faliu ou o Governo reduziu o nº de trabalhadores da função pública (não incluíndo os altos cargos), então é porque de forma nenhuma podemos estar a caminhar para uma retoma da Economia...


De Keine a 15 de Setembro de 2009 às 11:57
É por o Bloco no governo, que o desemprego acaba logo!

A MFL concordou tanto com o Louça que acho que faziam um belo par

Tipo, Emperor and Vader :D


HINT: Portugal é uma pequena economia aberta.


De Essi Silva a 15 de Setembro de 2009 às 12:01
(Já agora, quando falei do Japão estava a ser irónica...)


De Essi Silva a 15 de Setembro de 2009 às 12:13
O desenvolvimento económico de Portugal durante a governação Cavaquista serviu de modelo aos países de Leste que hoje fazem parte da U.E.
Passou-se o mesmo com o Japão. Foi durante anos um modelo económico para o mundo. Mas nada é perfeito nem dura para sempre. Hoje em dia Portugal está como está e o Japão, bem, já enfrentou épocas mais felizes...


De Guilherme Diaz-Bérrio a 15 de Setembro de 2009 às 12:23
Sim, é verdade... mas o meu ponto com o "Japão" era mais abrangente:
Depois do rebentar das bolhas imobiliária e da bolsa no Japão, em 1989, os japoneses escolheram baixar taxas de juro, promover fusões de bancos mais fracos com bancos mais fortes, alterar as regras de contabilidade (o "mercado estava errado", logo suspenda-se o mercado), e "fazer pontes para lado nenhum", com obras públicas que os tornaram no governo mais endividado do mundo, em percentagem do PIB.

Resultado? Nulo! Foi preciso chegar a 2002, quando um Ministro das Finanças decidiu forçar falencias dos "bancos zombies" (bancos que só sobreviveram por ajudas seja na contabilidade seja por "bailouts"), e limpar o sistema das perdas dos anos 80, é que a economia recuperou...

Os EUA estão a seguir o "road map" japonês (com criticas dos próprios japoneses, que admitem que erraram). E curioso, em 1992/1993 também se falou em retoma... até a economia nipónica voltar ao seu "business as usual"... para baixo!


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