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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Afinal, o que é um blog?

Elsa Picão, 30.07.09

 

Longe vão os anos de 2001/2002 onde o estrangeirismo “blog” era desconhecido, por grande parte, dos que hoje povoam a blogosfera. Hoje, não há quem não saiba o que é um blog. Quem não acompanhe diariamente um ou vários blogs e participe activamente nas discussões dos posts que lê. Quem não tenha um blog pessoal ou partilhado, ...

 
A rápida hiperinflação da blogosfera deve-se sobretudo á facilidade e gratuitidade com que se cria um blog. Qualquer pessoa minimamente familiarizada com computadores pode criar e alimentar um blog de forma simples e a custo zero. Esta é, quanto a mim, a principal justificação para o boom dos blogs na sociedade portuguesa, e também a sua extrema variedade.
Mas será que desta massiva adesão aos blogs se pode inferir que a opinião pública portuguesa aumentou e se tornou mais interessada e interveniente?
 
Recuando aos primórdios dos blogs em Portugal identificam-se duas tendências: são, regra geral, espaços de discussão de ideias – maioritariamente políticos, e são assinados por gente, muitas vezes com background ligado ás ciências da comunicação, com nome firmado ou, pelo contrário, á procura do seu espaço para o firmar, para fazer a diferença. Gente que vê nos blogs uma forma de desconstruir a asfixia dos canais de opinião tradicionais e que se aventura na blogosfera porque não se sente representado em nada do que lê. Talvez norteados pelos princípios da deontologia jornalística, os primeiros bloggers tinham um nome, um rosto, respondiam pelo que escreviam e debatiam-se pelas suas ideias.
 
Hoje, já nem sempre é assim. A febre do “Bloggo, logo existo!” faz com que proliferem na blogosfera exemplos de “não-noticias”, “não-opiniões”, de vazias manchas de caracteres, não raras vezes não assinados ou sob a capa de um inatacável pseudónimo, e têm por alvo a ofensa ao bom nome de terceiros.
Afinal, o que se pode considerar hoje um blog “á antiga”, o que o distingue de um manifesto cobardolas dos tempos modernos? Deverão existir regras ou “códigos de conduta” para bloggers?
 
Em countdown para múltiplos cenários eleitorais, e tendo presente que a blogosfera é, também, um poderoso instrumento de Marketing para políticos à beira das urnas, gostaria que exemplos (instrumentos de propaganda política ou de difamação) como estes fossem a excepção e não a regra nos meses que se avizinham.
 

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