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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

O Desafio de Pedro Rodrigues

João Lemos Esteves, 23.06.09

 

Confesso que faço um balanço global positivo da liderança de Pedro Rodrigues. A JSD não receou ser ousada, contundente quando necessário (vide campanha Pinócrates); mas não recorreu à sua irreverência, dinamismo e rebeldia saudável de forma gratuita e injustificável. Cometeram-se erros, aqui ou ali registou-se uma inércia pouco aconselhável, mas nada nem ninguém é perfeito. E a perfeição ainda é mais difícil alcançar em projectos políticos, embora creio que ninguém (ou poucos) põe em causa a vontade da direcção nacional da JSD de perseguir essa perfeição, dando o melhor de si e colocando na prática as suas reconhecidas competências.

 

Sucede, porém, que , na análise política, há dados a que não podemos fugir ou esconder - e a verdade é que Pedro Rodrigues enfrenta um desafio que irá marcar indiscutivelmente o seu mandato. Mais: temo bem que boa parte daquilo que fez seja escurecido se não ultrapassar o grande desafio que consiste em voltar a conseguir que a JSD seja representada na Assembleia da República.

 

No actual momento político, a importância de conseguir tal objectivo é ainda maior(e mais responsabilizante). Porquê?

 

1.º - A JSD não conseguiu eleger nenhum eurodeputado, depois de o seu candidato (o sempre afável, bem falante e excelente quadro da JSD - Joaquim Biancard Cruz) ter sido relegado para 9.º lugar na lista às europeias - o que objectivamente (sejamos claros) constitui um derrota para todos nós;

 

2.º - Tratar-se-ia de um mundo de pernas para o ar: a JSD que trabalha o triplo da JS, que tem uma força muito, muito, muito superior à JS, uma dinâmica que favorece o partido (vide europeias), ao contrário da JS que só prejudica o PS - iria ficar mais quatro anos sem representação parlamentar, enquanto a JS mantém a sua representação, por vezes (hélas!) a condicionar a agenda do partido (claro que sempre com o casamento homossexual ou preservativo ou drogas para piscar o olho à menina dos seus olhos chamada bloco de esquerda);

 

3.º - Poderia significar uma sujeição permanente da JSD ao partido - sempre que fosse preciso um arranjinho nas listas, quem é a vítima é a JSD. Quer-se um deputado de uma concelhia qualquer, sai a JSD - tal é incompatível com a dimensão efectiva da JSD dentro do partido.

 

Admito que será um desafio total - difícil, complicado, exige jogo de cintura. Mas o Pedro Rodrigues já mostrou mestria, talento político e habilidade para ultrapassar desafios angustiantes. Confiemos nele mais uma vez. Decerto, não nos desiludirá...

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