Domingo, 22 de Julho de 2007
Quem tem medo do lobo mau?
O desaire eleitoral de Lisboa parece ter provocado uma verdadeira hecatombe no PSD.

Desde logo, Marques Mendes se perfilou como recandidato ao lugar.

Luís Filipe Menezes, volvido quase um ano de uma incessante pútrida oposição interna, mantém-se como putativo candidato.

José Pedro Aguiar Branco foi dado como quase certo. Recuou.

O "Correio da Manhã" avança hoje com o nome do autarca de Ílhavo, José Ribau Esteves

Castanheira Barros diz que é candidato.

E agora? Quem tem coragem para avançar? Escudar-se-ão atrás do "lobo mau", o pagamento de quotas?


uma psicose de Margarida Balseiro Lopes às 20:08
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68 comentários:
De adriana a 22 de Julho de 2007 às 21:22
Bem, Margarida por incrivel que possa parecer a ideia que nos tem transmitido e que as quotas são o principal problema para os militantes se candidatarem. Entendo que é um mal menor. quem deseje ser candidato devia ir em frente sem ter medo de enfrentar problemas de quotas, de outros candidatos e afins. Mas vamo ficar a espera de quantos candidatos aparecem....


De Paulo Colaço a 22 de Julho de 2007 às 22:15
A forma de pagamento de quotas é um argumento tão válido para não ir a votos como dizer “não sou candidato ao PSD porque a sede nacional verifica uma por uma a validade das subscrições de candidatura”.

Eu até posso compreender o argumento de quem diz que os prazos são apertados. Este é um argumento que José Pedro Aguiar Branco pode usar, porque não é uma figura que o Partido e o País conheçam assim tão bem. Mas queriam eleições para quando? Dezembro, com o partido totalmente mergulhado em indefinição?

De qualquer das formas, os prazos não existem para tornar conhecidos candidatos que o não são. Os prazos existem para duas coisas: preparar procedimentos eleitorais e permitir que os candidatos dêem a conhecer as suas ideias.

Como os portugueses não têm 50 dias seguidos de férias, creio que há tempo suficiente para os candidatos correrem o País todo. Eu já fiz algumas voltas nacionais com candidatos (nomeadamente duas na JSD) e uma correcta organização permite fazer uma boa promoção de um programa eleitoral.

Mas, dizia eu, se a José Pedro Aguiar Branco o prazo não convém, a Menezes o prazo é bom demais: ele está em campanha desde a derrota de Santana nas legislativas!

É por isso que ele não tem o discurso “anti-prazos” mas sim “anti-pagamento de quotas”. Aos mais naïf, uma disputa motivada pelo pagamento de quotas pode parecer absurda.
Uns dirão: Mendes está a impedir que todos os militantes participem.
Outros perguntarão: qual é o problema de se pagar quotas no dia da eleição?

Quem, como eu, está a ficar careca de conhecer o partido por dentro, percebe bem o problema das quotas. Depois de 3 mandatos na Jurisdição Distrital da JSD/Santarém, 2 mandatos na Jurisdição da JSD/Nacional e 3 mandatos na Jurisdição do PSD/Nacional, tenho as narinas bem treinadas para identificar a podridão quando a cheiro!

Com o pagamento de quotas no dia da eleição, o que se pretende é contornar a regra do pagamento individual, responsável e consciente das quotas! Isto para além de ser mais um argumento tonto para Menezes se esconder atrás de alguém. Nas anteriores directas escondeu-se atrás de José Alberto Pereira Coelho (que não foi a votos devido ao problema das subscrições anómalas), agora fala-se em Ribau Esteves para apanhar os votos de Santana e Menezes.

Depois de ter sido o homem dos “sulistas, elitistas e liberais”, Menezes será Richard Kimble: o fugitivo!


De AM a 22 de Julho de 2007 às 22:35
O problema, na minha opinião, que afecta o PSD e é comum à direita é a lacuna de LÍDERES. Homens ou mulheres que saibam o que querem, que achem que sabem o que é melhor para partido e, na hora H, dêem um passo em frente e digam: "Pelo Partido, com o Partido, sou candidato!" Porque no PSD há grandes políticos, nenhum líder, refugiando-se todos, "depois de 2009", com a possibilidade de mais quatro anos de governação Sócrates que levem o país ao desespero.


De xana a 23 de Julho de 2007 às 00:48
O PSD ou decide já que quer ganhar em 2009 (ou pleo menos tentar) ou então corre o sério risco de não voltar aos bons resultados. E a sorte é que o CDS não está de boa saúde, porque se o contrário se verificasse, ainda perdiamos mais votos.

Há muita gente extremamente desiludida com o PSD, que ficará ainda mais por ver um partido que se quer vivo e com energia deixar MM ia a votos sozinho (ou quase, caso não surja uma candidatura "a sério"). É a continuação d eum partido amorfo, que não consegue mostrar as suas ideias e que não motiva os portugueses a confiar uma lesgislatura a este conjunto de pessoas.

É pena.


De Bruno a 23 de Julho de 2007 às 01:02
Obrigado Margot, pela oportunidade de dizer isto: se estou desiludido com Mendes pelo falhanço que considero ter sido a sua liderança, mais desiludido ainda fico com a cobardia (chamar-lhe relutância seria simpático, politicamente correcto mas intelectualmente desonesto) dos outros putativos candidatos e daqueles que não sendo nomeados pela Comunicação Social, têm sido, de uma forma ou de outra, opositores internos do actual Presidente.

Não perdoarei aos militantes que não avançam agora mas que têm posto "cascas de banana" no caminho da actual direcção política. Não perdoaei aqueles que se remeterem após as próximas directas a uma oposição corrosiva, não tendo tido agora coragem e franqueza para se mostrarem aos militantes.

Não perdoo - desde já! - a Manuela Ferreira Leite, Luís Filipe Menezes e Jose Pedro Aguiar Branco se, depois da forma como se têm posicionado nos últimos tempos confirmarem que vão ficar de braços cruzados.

Ouvi uma boa explicação de Rui Rio para não avançar mas cobrar-lhe-ei o apoio que essa explicação representa à actual liderança. É que se o partido não está assim tão mal significa que ele aceita o caminho que Mendes tem seguido. Espero explicações igualmente convincentes de muitos outros companheiros meus para não avancarem.

Eu não me sinto preparado para ser Presidente do Partido e muito menos para ser candidato a 1ºMinistro e, obviamente, menos ainda para exercer este cargo. Por isso não estou em condições de ser candidato. Sou apenas um militante que deseja um líder que me inspire, em quem me reveja, em quem acredite, principalmente em quem acredite!

Se esse líder não surgir então... que partido é este onde escolhi militar? Será que me enganei? Espero que o próximo Presidente me mostre que não!


De Direct Current a 23 de Julho de 2007 às 02:40
Folgo em ver que TODA a gente já sabe escrever a palavra "hecatombe" correctamente :-)

Paulo Colaço esteve bem. É exactamente isso que LFMenezes quer possibilitar, o controlo de pagamento de quotas para as Secções. Não me parece que isso seja compatível com o dever do PSD prestar contas ao dinheiro que entra e sai.

Mas como eu sou mais de fazer ou propor soluções (à engenheiro) do que falar ou colocar objecções (como os advogados, pfff.. ehehehe), proponho que vocês apresentem uma moção num congresso futuro da JSD ou do PSD em que:

a) Os militantes podem pagar as quotas no mesmo dia das eleições.
b) Todas as secções terão um PC on-line, onde recebem num portal uma lista actualizada de militantes com direito de voto em vez do caderno eleitoral impresso em papel.
c) Esta lista seria actualizada quase instantaneamente com o pagamento por MB ou por telemóvel(se TeleMB activado), onde os números de pagamento do serviço seriam fornecidos sob pedido do militante na mesa de voto.
d) O acto de pagamento continuaria a ser centralizado e possível de contabilizar a curto prazo. Continuaria a haver a possibilidade de pagar as quotas como existe actualmente, claro está, para aqueles que não têm MB ou mesmo telemóvel.
e) Futuramente, abrir-se-ia a possibilidade de se realizar uma votação electrónica, já que a estrutura informática estaria disponível e previamente testada.

ISTO ou a VOTAÇÃO ELECTRÓNICA já se fizeram antes, portanto não é um bicho de sete cabeças. Mas é necessário alterar os regulamentos eleitorais e se calhar os estatutos do PSD.


De Paulo Colaço a 23 de Julho de 2007 às 03:10
Amigo Direct Current,

a proposta esbarra em algumas questões práticas.

1 - Um computador em cada sede é complicado. Há sedes sem computador, há sedes sem internet, há sedes com computador avariado, há sede sem electricidade e há secções sem sede! Enfim.
Seria dantesto meter um portátil em cada sede. Já é difícil a cada candidatura ter um delegado em cada concelhia...

2 - O pagamento no mesmo dia possibilita, com muito mais facilidade do que actualmente, que a mesma pessoa pague a quota de uma infinidade. Basta estar na sede a receber os "caloteiros" e ir com eles ao multibanco.
Ia pelo cano aquilo a que eu chamo o "voto pessoal, responsável e consciente"...
Actualmente é possível pagar-se a quota de terceiro, mas dá muito mais trabalho. Tem de se ir atrás dos tais terceiros, quartos e quintos. Assim seria mais simples: bastava estar na sede no dia eleitoral.

3 - Por fim, a actualização do pagamento de quotas por pagamento de multibanco. A informação bancária é uma treta!
Já tive dissabores na minha secção devido a militantes que pagam a quota por multibanco e a actualização nao é imediata.
É também para isso que serve o prazo de 10 dias. As quotas pagam-se até 10 dias antes do acto eleitoral precisamente para dar tempo aos serviços de recolherem toda a informação: bancária, vale de correio (?) e pagamento presencial na sede.

Temos, obviamente, de evoluir no sentido de tornar o pagamento facilitado, mas que dificulte que os "mãos largas" de ocasião comprem títulos!


De Bruno a 23 de Julho de 2007 às 10:05
Claro, aqui tem que haver um cruzamento entre as novas tecnologias e a moralização da militância e do direito a voto.

É que me paree que continuamos a esquecer-nos de uma coisa: TODOS os militantes recebem, a detrminada altura do ano, conforme a sua entrada para militante, um aviso de pagamento de quotas. Esse aviso deverá ser pago logo que possível, como todos os outros que recebemos (água, luz, gás...).

Porque razão haveremos de andar aqui a beneficiar quem só paga quando precisa de ir votar, obrigando assim a sua secção a viver durante dois anos sem receitas respeitantes às quotas?


De Paulo Colaço a 23 de Julho de 2007 às 11:18
Precisamente, Bruno, precisamente!

É que isto de se ser militante implica deveres cujo cumprimento possibilita alguns direitos!

Um deles é o de votar.

Quem não está disposto a cumprir com alguns dos deveres, não venha depois cobrar direitos.

Mas não deixa de ser curioso que Menezes queira ganhar as eleições na expectativa de ter o apoio dos "militantes-cadáver" - aqueles que só se lembram do partido quando é preciso ir às urnas...


De Bruno a 23 de Julho de 2007 às 12:43
Ocorreu-me o seguinte pensamento: esta forma de pagamento de quotas parece ter provocado um abaixamento no nº de militantes com as quotas pagas. Porque será? Talvez porque estão habituados a que alguém as pague por si...

Poderemos considerar que a filtragem no pagamento de quotas, impedindo o pagamento por terceiros é uma espécie de refiliação como a que foi feita por Rui Rio no tempo da liderança de Marcelo.

Há quem diga que este género de remodelações não se devem fazer em época baixa porque permite o afastamento dos menos convictos. Mas que raio! Então nós queremos ter um partido artificial ou queremos saber com quem contamos mesmo? Queremos ter um ficheiro com milhares de nomes para mostrar à malta ou queremos ter uma militância unida, activa, disposta ao combate?

Senhora Presidente da Mesa do Congresso, Companheiro Luís Filipe Menezes, Companheiro Aguiar Branco, e quem mais se sinta em condições de ser Presidente, deixem-se de desculpas esfarrapadas, por favor. Se tiverem um projecto para apresentar aos militantes estes pagarão certamente as suas quotas, seja por cheque, multibanco ou transferência bancária.


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