Sexta-feira, 20 de Março de 2009
Provedor de Justiça Renuncia vs Sócrates Embrulha

 

 

1- O título não é ingénuo. É que quero começar pela critica que tenho a fazer ao Provedor. O Provedor não é um politico e está, com esta conduta a fazer politica.

 

A última é que renuncia ao cargo se PS e PSD não se entenderem.

 

2- Mas que dizer do estado de coisas? Ontem na Quadratura do Circulo ouvi um grande debate sobre o Gentlemen´s Agreement. Ora nomeias tu, ora nomeio eu. ´Dizia António Costa, Ministro da Admi... Presidente da Câmara de Lisboa.

 

Pacheco Pereira dizia que isso não estava escrito. Nem sabia se existia.

 

Mas será que se esqueceu do seu próprio termómetro do situacionismo? P´ra que raio queremos nós, portugueses, saber do Gentlemen´s (ou no caso "GentlemAn´s" Comand) se não temos Provedor? E que Constituição é esta que para cargos de isenção, põe a Assembleia a eleger o Provedor e permite que o Primeiro Ministro diga que se o PSD não der acordo, o PS avança sózinho? Voltoa bater naquela tecla: será que ninguém vê que 1- Sendo os Deputados do PS quem votam na Assembleia e 2- Estando Sócrates na AR na qualidade de Primeiro Ministro, o líder do Governo não deveria falar ali pelo PS? Pelo Grupo Parlamentar. Que raios!

 

3- Existe uns outros Agreements que hão-de dar que falar. Mas para já ficaremos sem Provedor e com birrinhas dos papa cargos.



uma psicose de Tiago Sousa Dias às 23:05
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12 comentários:
De jfd a 20 de Março de 2009 às 23:19
Pelo menos o PSD não vai na cantiga do PS, ou seja, não entra na loucura mediática para onde o PS agora quer arrastar a conversa;

Provedor: PS revelou que Jorge Miranda foi nome proposto ao PSD na semana passada
20 de Março de 2009, 20:29
Porto, 20 Mar (Lusa) - O líder parlamentar do PS, Alberto Martins, revelou hoje que o constitucionalista Jorge Miranda foi o nome proposto pelos socialistas ao PSD na semana passada para o cargo de Provedor de Justiça.

Para o PS, as declarações de hoje da líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, significaram um "não" a esta proposta.

Por essa razão, os socialistas puseram um ponto final nas negociações bilaterais com os sociais-democratas, com quem tem sido negociado este cargo nos últimos 20 anos, avançando para uma proposta abrangente a todo o Parlamento.

MSP/SMA.

Lusa/fim


Boa PSD!


De lpm a 21 de Março de 2009 às 09:03
Eles querem é comer tudo.
Deixam-nos apenas os ossos para roer.
Já só estou à espera de desatarem a indicar nomes para dirigirem os orgãos de comunicaçao social que ainda não controlam.


De xana a 21 de Março de 2009 às 12:44
Eles comem tudo.

Mas "eles" não se refere só ao PS.
O PSD também minou as instituições do Estado.

E agora está tão nas lonas que nem consegue impor um tacho a um dos seus.

Isto é grave, não só por tudo o que é essencial aos cidadãos (ter um Provedor de Justiça), mas é grave no que respeita à situação do PSD.

O PS está tão forte que já nem tem o decoro de respeitar o PSD. O que foi que aconteceu à laranja?

Estará podre?


De João Semana a 21 de Março de 2009 às 20:08

A líder do PSD fez uma declaração ao país, na qual disse:

“O Provedor de Justiça é uma Instituição a quem cabe defender os cidadãos perante os poderes públicos, de forma a prevenir e reparar injustiças de que sejam vítimas.

Não é um contra-poder, mas tem de ser independente em relação ao poder.

Por ser este o seu Estatuto, faz todo o sentido, como se compreende, que a sua indicação seja da iniciativa da oposição e não do partido que está no poder.”

Ora, a história mostra que nunca o PSD, quando era o partido maioritário, aplicou os “princípios” que a Dr.ª Manuela apareceu agora subitamente a defender.

Com efeito, o PSD, sempre que foi o partido maioritário, escolheu o provedor de Justiça. As únicas excepções ocorreram com os governos de Guterres, que nomearam, de facto, personalidades oriundas da oposição: Menéres Pimental (2.º mandato), em 1997, e Nascimento Rodrigues (1.º mandato), em 2000.

Já os governos de que fez parte Manuela Ferreira Leite, ou seja, os de Cavaco Silva e o de Durão Barroso, nunca abriram mão de impor personalidades do próprio PSD:

• Mário Raposo, em 1990, era a Dr.ª Manuela secretária de Estado do Orçamento;
• Menéres Pimental (1.º mandato), em 1992, era a Dr.ª Manuela secretária de Estado, primeiro, e ministra da Educação, depois;
• Nascimento Rodrigues (2.º mandato), em 2004, era a Dr.ª Manuela ministra das Finanças.

Convém reavivar a desgastada memória da Dr.ª Manuela.


De Paulo Colaço a 22 de Março de 2009 às 22:42
Esteve bem a líder do PSD que não entrou pelos incorrectos caminhos de revelar nomes.
Tendo-o feito, o PS atirou o debate ainda mais à lama, trazendo à liça um nome respeitado mas que podia ser poupado a isto.


De Luís Nogueira a 23 de Março de 2009 às 11:14
A táctica de Alberto Martins foi pouco astuta e mostrou o desespero do Partido Socialista nesta matéria. Todos percebemos esta manobra do "deixa-me indicar um grande nome, para competir com o grande nome da oposição". Como diria alguém que conheço - ridículo!

Sinceramente não me sinto muito preocupado sobre quem será o próximo Provedor de Justiça. Desde que seja isento, capaz e cumpridor do que se lhe impõe.

Ps(D): Só não concordo quando se diz que "o PSD também minou as instituições do Estado." - fora as situações legais dos cargos e nomeações políticas, comuns a todos os partidos representados da AR, pelo que tenho conhecimento nunca ocorreu tal situação no passado, como a do Prof. Charrua e companhia. A perseguição e "limpeza" feitas até hoje têm sido notórias. É razão para se perguntar: e quando este ciclo acabar, como será?



De xana a 23 de Março de 2009 às 12:56
Então e ninguém tem argumentos para o que o João Semana nos trouxe aqui?

Se não concordam com a atitude do PS e apoiam a atitude de MFL e do PSD, ninguém diz nada?

A política é feita de diálogo, e sempre que for possível, deve-se trazer factos à discussão!


De xana a 23 de Março de 2009 às 12:58
E já agora, caro Luis Nogueira, o PSd pode não ter protagonizado perseguições e limpezas quando era poder, mas não se pode dizer que não existem centenas de militantes do partido em altos cargos públicos (e privados)!

É mentira?

O PSD não usou o poder para dar "tachos"?

Como o faz o PS?


De Luís Nogueira a 23 de Março de 2009 às 14:29
Cara Xana. Vamos por pontos.

1)Designar por "tachos" a atribuição de cargos e lugares de índole política a militantes é uma opção de cada um, que não a minha, sendo que a prática não revela qualquer atraso civilizacional, bastando para isso estudar um pouco da realidade Norte-americana.

2) Se são centenas ou milhares, os militantes do PSD em altos cargos públicos, desconheço. Mas com a perseguição que tem sido feita nos últimos 4 anos, deverão já ser uma "espécie em extinção".

3) Em relação a essa presença no sector privado, que temos nós a haver com isso? Também discordo de algumas nomeações. Mas desde que cumpridas as normas legais, apenas posso, discordar. Nada mais.

4) É saudável ler que "o PSD pode não ter protagonizado perseguições e limpezas quando era poder", isto porque é aqui que reside o maior problema da Democracia portuguesa neste preciso momento, fruto da actual postura do Partido Socialista, que muito tem envergonhado alguns dos seus camaradas.


De João Semana a 23 de Março de 2009 às 17:15
Meus amigos estejam descansados que quando chegar a hora do PSD, vai ser um varrer. O PSD também direito à carne não é só aos ossos não é verdade?


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