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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

O Machado bate-e-foge

João Marques, 27.01.09

 Já todos conhecemos essa sub-espécie do "homo politicus" que é o dinossauro. Ora, meus caros, admito que conheçam um tão velho como "o meu", mas mais velho certamente que não conhecem. Desde o 25 de Abril que não há outro rosto à frente dos destinos da minha Braga materna. Com grande pena minha, os bracarenses legitimamente escolheram este senhor e sucessivas equipas para comandar os destinos da cidade, o que resultou num sucessivo delapidar do património e da importância estratégica da mesma. O que poderia ser hoje a capital romana da Península Ibérica está transformada na LA portuguesa, com vias rápidas a cortarem ruas históricas e a soterrarem história viva. Convido-vos, a este propósito, a (re)visitarem a recente história da descoberta de uma extensa necrópole romana (1, 2, 3) que, por força da obra do mandato (o prolongamento de um túnel!!!), teve que ser soterrada. obra essa em que foi o próprio Presidente a decretar o vencedor antes que os procedimentos concursais tivessem sido terminados, pois é, é assim que as coisas se fazem em Braga.

 

Seria, então, de esperar que um dinossauro desta vetusta idade já tivesse mais alguma sensatez, descurasse os interesses de alguns e olhasse com parcimónia para os reais interesses da cidade. Mas não, este é um político velho e um velho político, que não sabe separar o trigo do joio, que não sabe viver sem instigar a intriga e misturar os planos de actuação. Basta ver o recente episódio do futebol ( e já antes).

 

Este sr., que já foi Presidente do Braga (acumulando com a presidência da C.M. de Braga claro está), vendo como quase certa a perda do feudo, agarra-se a todas as velhas fórmulas que em tempos idos lhe valeram velhas vitórias.

 

Hoje, vendo o túnel ao fundo da luz, recebendo o conforto dos braços do ocaso, esbraceja para sobreviver. Agora, lembrou-se de lançar atoardas para a arbitragem e, sabendo que o castigo era inevitável, aposta no golpe palaciano e foge.

 

Pensará certamente que este apego ao Braga (dum homem de Famalicão/Venezuela, que recentemente disse nunca ter tirado férias, mas conhecer todas as paragens do mundo) lhe valerá os votos que, cada vez mais, lhe faltam para manter o reino da impunidade.

 

Certamente que não se lembra do destino do último que se lembrou de tal façanha (eu lembro-lhe Fernando Gomes).

 

Em Braga, tal como no Porto, as mentalidades avançaram, há hoje massa crítica, as freguesias rurais e urbanas estão fartas de obras para encher o olho, das dezenas de prédios devolutos prestes a ruir no centro histórico, dos prédios novos desabitados (tal é a importância dos empreiteiros),  de gestão danosa (o nosso frio, mas belo, estádio custou mais de 100 milhões de euros e absorve 10% do orçamento anual global da Câmara), querem ar puro, qualidade de vida e transparência na edilidade.

 

Vá lá que já só faltam uns meses para que Braga tenha o seu Rio, o único que pode fazer do slogan "É Bom viver em Braga" finalmente uma realidade!

 

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