Domingo, 15 de Julho de 2007
Vai trabalhar, malandro!

"Uma funcionária pública, Maria do Carmo Rocha, auxiliar de acção educativa na Escola Secundária Augusto Gomes, em Matosinhos, a quem foi diagnosticado quatro tumores foi obrigada a regressar ao trabalho, ou melhor, a permanecer esticada numa cama, durante um mês, dentro de um gabinete na própria escola." in JN

A polémica em torno das juntas médicas parece não ter terminado. Aos 6 casos já divulgados pela comunicação social, veio-se juntar mais este que revela o estado em que o nosso país mergulhou.

Face a tudo isto e depois de uma recomendação do provedor de justiça, as juntas médicas (só agora!) passarão a ser constituídas apenas por médicos!! Até agora, as juntas médicas eram constítuídas por dois médicos e presididas por um director de serviços.

E a pergunta que coloco é a seguinte: era necessária a intervenção de Nascimento Rodrigues? Ou o autismo deste governo não lhe permite assimilar questões tão elementares como a dignidade da pessoa humana?


uma psicose de Margarida Balseiro Lopes às 16:39
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21 comentários:
De joão silva a 15 de Julho de 2007 às 17:31
Este é que bem podia ir trabalhar, está lá á 2 anos e o que fez??? Asneira. Em 2009 vamos mostrar-lhe como é o povo português..
grande blog


www.republicadasbananas.blogspot.com


De Paulo Colaço a 15 de Julho de 2007 às 21:14
e muita sorte temos nós, Margot!
este governo podia ter optado por manter, descaradamente, o absurdo, como tem feito em quase tudo!
é engraçado o que uma maioria absoluta faz a um partido que se diz "dono" do 25 de Abril...

infelizmente, as únicas "pessoas humanas" cuja dignidade é imperativo preservar, são os membros deste governo (veja-se o actual clima de perseguição)


De paa a 16 de Julho de 2007 às 00:12
O grande problema é que há tabta fraude nas baixas médicas, que o controlo se tornou apertado!
Quando os abusos são muitos, os "fiscais" acabam por ser rigidos na aplicação da lei e acabam por cometer injustiças.

Eu até compreendo os "anti-corpos" que a administração cria contra os abusos dos preguiçosos, mas concordo que um mnero director de serviços, que por vezes nem sequer é licenciado em medicina, não é a pessoa mais habilitada para ´tomar decisões desta natureza.

Mude-se, mas que a rigidez se mantenha. Uma coisa é a doença incapacitante, outra é a preguicite aguda


De Bruno a 16 de Julho de 2007 às 11:29
Deixem-me ser muito sincero: será que o autismo deste governo não é tembém imputável aos anteriores???


De Paulo Colaço a 16 de Julho de 2007 às 17:18
É, Bruno!
De facto, mas nos anteriores as situações não se sucederam como neste, ou não tiveram o impacto que nos últimos tempos se sentiu.

Fica o esforço para tentarem controlar a situação, mas não há dúvida: sem o empurrão do Provedor, isto não desemperrava!


De Bruno a 17 de Julho de 2007 às 13:22
O Provedor também há-de servir para alguma coisa ;)

Vergonha para o PS (Partido do Sócrates) por ter precisado desse "puxão de orelhas".

Vergonha para mim e para o PSD por não termos usado o espírito reformista que sempre caracterizou os nossos governos para fazer uma alteração tão simples.

Finalmente uma palavra para o futuro: agora que finalmente se corrigiu o erro, esperemos que mais ninguém passe pela humilhação e tortura a que foram submetidas as pessoas nos casos que vieram a público (e noutros que não vieram, quem sabe...).


De Marta a 17 de Julho de 2007 às 21:23
Margarida querida, esta solução infelizmente não será suficiente. Sem haver médicos da especialidade para cada caso a constituirem as juntas médicas não iremos muito além do que se tem visto. É que um especialista em ossos (como é o que acontece na maioria das situações) não pode atribuir incapacidades a doentes oncológicos. Simplesmente não é compatível.

E Bruno, tens toda a razão quando imputas a responsabilidade aos governos anteriores que não fizeram nada. Mas a verdade é que este governo, nomeadamente a Ministra da Educação, foram insensíveis, grosseiros e não souberam apresentar uma medida que alterásse efectivamente o sistema, em vez disso aplicaram um make-up, que a curto prazo não vai trazer nada de novo...


De Rita-cipriano a 18 de Julho de 2007 às 13:41
É de ficar maluco!Está tudo ao contrário! Uma auxiliar de acção educativa que tem de ficar no local de trabalho nessas condições. Por outro lado, aquelas auxiliares de acção educativa que passam o tempo de trabalho a ler a Maria, Ana , Joana, etc...Os tantos casos como esse que vêem a publico. E, aqueles que vem a público de funcionários públicos que num dia de trabalho apenas trabalham um minuto e esse minuto é assinar o ponto!?!
Anda tudo ao contrário! Onde se deve fiscalizar não se está e onde se fiscaliza comete-se erros, Meu Deus!


De isabel ferreira a 18 de Julho de 2007 às 13:52
É o país que temos, não tem o mínimo de respeito pela dignidade da pessoa humana. É inadmissível que este tipo de situações continuem a acontecer. Abaixo o Sócrates e o seu autoritarismo


De Margarida Balseiro Lopes a 18 de Julho de 2007 às 14:30
Levantas uma questão muito importante, Marta. O facto de as juntas médicas não serem constituídas pelos médicos da especialidade para analisar caso a caso. No entanto, esta alteração parece-me significativa, para que se evitem situações escandalosas como a que vem noticiada no JN.

Talvez, tal como diz o Bruno, o PSD use o seu espírito reformista no futuro para dar esse passo importante que referes.


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