Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008
E vivá Praxe!

 

Sou um adepto da praxe. Sempre fui.
Adorei ser praxado e assumi, com grande responsabilidade (e muita farra à mistura), o meu papel de veterano.
E sempre condenei a má praxe. Aquela que segrega, que humilha, que destrói os fundamentos da recepção a nossos colegas, futuros amigos.
Costumava eu dizer “a praxe é uma simulação de autoridade, entre quem imagina que manda e quem finge que obedece”.
É esse, creio, o espírito da maioria. O pior são as ovelhas negras. Aquelas que estão sempre prontas para distorcer o melhor conceito. Há-as em todo o lado.
 
Mas há também boas ideias.
No próximo 1 de Outubro, os caloiros da Faculdade de Medicina de Lisboa vão andar pelo Rossio a angariar dadores de medula óssea. Será uma das suas praxes, para além das outras mais tradicionais.
É uma iniciativa dos alunos do 6º ano que gostariam de a ver clonada noutras faculdades.
Eu também.
 

E vivá Praxe!



uma psicose de Paulo Colaço às 18:50
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11 comentários:
De João Marques a 17 de Setembro de 2008 às 19:36
“a praxe é uma simulação de autoridade, entre quem imagina que manda e quem finge que obedece”

Simples e certeiro, isto é para mim a praxe. Em Coimbra foi assim que a entendi e passei aos meus "afilhados". A praxe, como a política, sem ética é uma vergonha...


De Francisco Castelo Branco a 17 de Setembro de 2008 às 19:43
Concordo, as praxes que humilham e metem medo deviam ser combatidas e punidas...

Existem casos inacreditaveis!

Na minha faculdade existem pessoas que vao de um lado ao outro a rastejar.....

Mas existem as divertidas e as que servem para integrar o caloiro e ajudar a ambientar-se

essa ideia é bastante interessante.....


De Luis Melo a 17 de Setembro de 2008 às 22:07
Partilho da opinião do Paulo.

Fui praxado na UTAD em Vila Real, universidade com má fama (de praxes). Gostei, diverti-me e integrei-me como seria o objectivo.

Mudei de faculdade, para a FEUP no Porto, no 3º ano. Faculdade com boa fama (de praxes). Apesar de não ter participado, assisti a algumas praxes. Tanto nesse 1º ano, como nos seguintes.

Concluí que na UTAD se integrava o caloiro melhor do que na FEUP, apesar de em teoria (por causa da fama) ser o contrário.

Existem bons "doutores" e "veteranos" em todas as Universidades. Também em todas há os "anormais" que gostam de estragar a diversão.

Penso ainda assim, que não seria necessário a intervenção de um Ministro para acabar com algumas praxes mais exageradas.

PS(D) - Parabéns a Medicina pela ideia...


De Guilherme Parada Ramos a 17 de Setembro de 2008 às 22:10
segunda feira vou as praxes! mas e para ser praxado lol

vamos la a ver... no ISCTE. os veteranos pareceram-me porreiros... a ver vamos se nao abusamos lol


De Margarida Balseiro Lopes a 18 de Setembro de 2008 às 04:45
Eu adorei o meu dia de praxe. Coincidiu com o meu aniversário, o que foi ainda mais divertido. Tive pena que não durasse mais dias, ainda assim foi uma forma de me integrar melhor na faculdade. É assim que entendo as praxes. De outra forma, não fazem sentido.


De Bruno Ribeiro a 18 de Setembro de 2008 às 10:42
Num país como o nosso em que a criatividade muitas vezes é mal direccionada, é de saudar esta iniciativa dos veteranos de Medicina! É exactamente nisto que deve consistir uma praxe: em algo que, no fundo, tenha um objectivo positivo e não que sirva apenas para mostrar que alguém é melhor ou superior só porque chegou um tempo antes...


De Elsa Picão a 18 de Setembro de 2008 às 20:36
"A praxe, como a política, sem ética é uma vergonha..." Concordo inteiramente contigo João.

Durante os anos de curso praxei e fui praxada. Num caso como noutro sempre entendi os dias de praxes como momentos de integração para os novos alunos. Só assim faz sentido.

De louvar a iniciativa da Faculdade de Medicina. E aproveitar para lançar o repto a quem puder para colaborar. Todos somos poucos!


De Inês Rocheta Cassiano a 21 de Setembro de 2008 às 15:33
Devo começar por confessar que a minha percepção das praxes mudou radicalmente depois de as sofrer.

Os meus dias de praxes foram fantásticos, com um espírito de integração e diversão. Ser caloiro é das melhores coisas que pode haver.

Então quando se pode aliar as praxes com o bem comum, não há nada melhor!


De José Pedro Salgado a 23 de Setembro de 2008 às 08:32
"A Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico (IST) considerou ontem “exagerada” a decisão do presidente da instituição de proibir as praxes nas instalações da Alameda e Taguspark, na sequência de uma carta do ministro Mariano Gago."


http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentID=93DDD704-BC6D-426F-A111-FD18726C3E1A&channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021


De José Pedro Salgado a 23 de Setembro de 2008 às 08:35
O princípio da separação de poderes devia proibir este tipo de coisas...


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