Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008
Reflexão para o dia seguinte...
Hoje há eleições na Distrital de Lisboa da JSD.
Já não sou jota. Tenho amigos dos dois lados da barricada.
Todos têm o mesmo combustível, o gosto pela Jota, o gosto pelo PSD, pelo País.
Têm sido dias difíceis por muitas secções e na cabeça de muitos delegados.
Há muito jogo, cacique, interesse, falta de transparência.
O jogo político agrada-me. É interessante. Mas tem regras. Tem um código de conduta. Há honra, há moral, há barreiras que não se atravessam. Pelo menos para alguns.
No meio disto tudo, que não se percam aqueles que verdadeiramente lutam e estão pelos seus ideais. Que são justos e honestos nas suas crenças e em quem apoiam, e que têm todos um objectivo comum; um maior e melhor Partido.
A eleição já não vale apenas pela eleição. Vale pelos apoios que estão de cada lado. Por quem dinamiza candidaturas, por quem financia, por quem é o master pupetter. Pelos danos colaterais que se pretender obter...
 
Será que eleições directas, resolveriam esta promiscuidade que acompanha sempre um processo destes, evitando que se coloquem na margem todo um potencial de militantes jota? A jota é a mina de ouro do PSD. Sempre digo "Jota és, PSD serás!".

: expectante
: hino da jota

uma psicose de jfd às 12:19
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68 comentários:
De Rui Cordeiro a 15 de Setembro de 2008 às 13:24
Amigo Jorge. Em primeiro lugar as minhas saudações. Uma vez mais um texto politicamente interessante mas politicamente desinteressado. Apenas por seres tu resolvi, hoje, pela primeira vez, escrever no teu, vosso, blog. A tua fibra é a nossa fibra. Gostamos da jota pela jota. E do partido pelo partido. Temos estado sempre "na luta" mas muitas são as pessoas que não compreendem o nosso espirito. Somos do PSD como podiamos ser do Belem (eu sou :) ). Podemos perder mas achamos sempre que somos o melhor partido do mundo. Nunca abordamos os jogadores da outra equipa à revelia das direcções. Jogamos limpo. Falta de humildade??? Não sei. Consciência tranquila? Sem dúvida. Hoje disputa-se a liderança da JSD de Lisboa. Não posso dizer que não desejo a victória do Bruno. Fui seu 1.º Vice durante 4 anos. Militantes da minha secção são candidatos a vários órgãos. Mas acima de tudo apoio-o porque acredito na sua liderança. É uma liderança da jota para a jota. Não é de dentro para fora e muito menos de fora para dentro. Quanto ao Paulo e à sua equipa cada coisa no seu tempo. Ao Paulo tive oportunidade para felicitar quando soube da sua candidatura. Tal como o fiz quando a Joana foi candidata à Jurisdiçao de 1.ª Instância. Mas digo hoje o que lhe disse à data. Não percebo como pode haver uma candidatura de quem nunca teceu uma critica. Não percebo uma candidatura de quem disse no Bruno se rever para a Nacional da JSD mas que agora diz não servir para a JSD Distrital. E acima de tudo não consigo perceber o porquê de certos comportamentos para quem com ele foi frontal (apesar de não o apoiar). Muito poderia dizer mas não voa aborreço mais. Até porque a letra é tão pequena que quase não consigo ler o que escrevo. Lamento se algum erro encontrarem. Mas só de ortografia. Porque alguns sabem do que estou a falar. A todos os candidatos uma boa contenda. Já não posso votar pois a idade não o permite. Mas acredito que o melhor irá sair vencedor. A JSD Lisboa precisa que seja "os jotas " a liderar e não um qualquer diréctorio político. Que a JSD continue nas mãos da JSD.Parabéns aos Psicos e grato pela oportunidade de aqui expressar a minha opinião.

Rui Cordeiro (militante da Secção F do PSD de Lisboa)


De Paulo Colaço a 15 de Setembro de 2008 às 14:30
Olá Rui Cordeiro,
em nome do Psico, boas-vindas às nossas caixas de comentários.
No Chá Preto dei a minha opinião. No Psico não a darei, tal como não o fez o Jorge, outro dos psicóticos que não estão na JSD.

À JSD de Lisboa desejo as maiores felicidades, se possível acompanhada de trabalho.

Quanto à dica da letra, agradeço e vou tentar alterar isso. Eu próprio já me estava a passar mas achava que era problema meu.


De Alexandre BC a 15 de Setembro de 2008 às 14:54
Caro Jorge e caros psicos,

estas eleições em Lisboa irão demonstrar o estado da JSD. todos sabemos que não são as diferentes ideias das candidaturas que serão sufragadas, nem mesmo os próprios candidatos. em disputa estará algum poder e mais poder. a derrota de bruno ventura será uma vitória do centralismo democrático. a vitória de bruno ventura trará uma ligeirissima dor de cabeça ao centralismo democrático, que facilmente passará lá para o final de Novembro.

a ver vamos se a JSD sai vencedora...


De jfd a 15 de Setembro de 2008 às 14:57
Obrigado Rui, volta sempre!

Quanto a opinião, a minha é bem clara e bem expressa.
Falta honra, camaradagem, honestidade e seriedade no jogo político. E está a começar muito cedo.
Mas não é em todos. E quem fica à margem das jogatinas de quem se julga muito importante, sente-se encurralado ; ou somos iguais ou para sempre calados.

É isto que tem que mudar.
Transparência.
Jota dos militantes, pelos militantes e para os militantes.
Eleições pelos militantes.


Não sou da jota? Pois não, mas há quem pense como eu, aliás, até me plantaram a semente.
E só peço a quem fez isso, que não se deixe perder nos jogos de poder que se lhe rodeiam e seja fiel a si próprio, como deveremos ser todos.
Mesmo que nos sintamos solitários nas nossas posições, a força virá das nossas convições.

E mais uma vez, a meta é o PSD. Maior e melhor.


De Paulo Colaço a 15 de Setembro de 2008 às 15:08
Jorge, não sei se pensaste o contrário mas eu apenas estava a dizer que, tal como tu, não ia entrar na menção a nomes.
No Psico, claro.


De João Annes a 15 de Setembro de 2008 às 15:20
Nada melhor que um grande combate na JSD Lisboa para motivar o meu primeiro comentário no psicolaranja.

Em primeiro lugar, em relação à questão das directas para a JSD, tudo ainda é muito difuso na hora de pesar a liberdade que se dá aos militantes de conhecerem melhor as ideias das candidaturas e os candidatos, dá outro fogo e é mais representativa pois não se baseia no peso teórico das secções mas sim na sua dinâmica e mobilização.

Eu sou CONTRA as directas na JSD, em prejuízo próprio pois a minha secção tem dado mostras de grande mobilização, e na avaliação das mobilizações recentes nas secções que apoiam as duas candidaturas distritais, a vitória do Paulo Pereira, em cenário de directas, estaria, a meu ver, assegurada.

Sou contra não por ideologia, nem por cálculo partidário, mas sim porque sou a favor de condições de igualdade, logo temo os efeitos da logística de um processo de directas.
A JSD de Lisboa tem 7990 militantes, que deveriam, numa lógica de directas, ser contactados por telefone, receber uma carta das candidaturas com um programa eleitoral, e talvez 2/3 sms´s.
É preciso ter participado em campanhas do género para se ter verdadeira noção dos custos de coisas simples como as que enumerei acima, e pergunto-me eu, onde irão os jovens candidatos buscar o dinheiro?
Respondo eu, ao PARTIDO!
Concluo por isso que, a não ser que se enquadre legalmente mecanismos de financiamento das campanhas, vamos condenar a JSD à dependência financeira e política de elementos do partido com recursos financeiros, o que pode não chocar alguns habituados a ser assalariados dos mesmos, mas que se parece mais com a Juventude Socialista de sempre do que com a Juventude Social Democrata que conheço e adoro.

Em relação ao comentário do Rui Cordeiro e à eleição de Lisboa, deixo aqui umas notas.

Rui, Tenho que concordar com algumas coisas que disseste, pois realmente temos métodos e conceitos diferentes no que toca à concepção dos mandatos e das liberdades.
Ao contrário de vós, nós não achamos que os conselheiros distritais eleitos pela secção X ou Z estão para as comissões políticas como os jogadores de futebol estão para as direcções ou baronatos, principalmente quando estas últimas se compõem de elementos que não pertencem à jota.
Lamento se só concebemos contactar e negociar com militantes da JSD, conselheiros distritais, e mostrar-mos a nossa visão para o Distrito, o nosso programa eleitoral, as nossas ideias para o futuro e a nossa equipa.

Lamento ainda mais que a candidatura que apoias não tenha apresentado qualquer ideia ou programa aos militantes e conselheiros distritais, tentando reduzir a uma mera competição de nomes e números um acto político tão importante como uma eleição no Distrito de Lisboa, a um ano de eleições públicas.

Termino comentando uma citação tua com que concordo especialmente Rui:
"A JSD Lisboa precisa que seja "os jotas " a liderar e não um qualquer directório político"

Devias reflectir sobre esta frase, lembrar-te que já não és militante da JSD, que já lá vai o tempo em que os conselheiros distritais mais não eram do que números numa qualquer folha de excel com que se negociavam lugares nas mais variadas listas.
Os jovens de hoje, que tu já não compreendes, querem mais, querem ideias, política, actividades de voluntariado e solidariedade, querem formação, querem espaço para falarem e exporem as suas ideias, querem poder ouvir todos e exprimir as suas opiniões sem serem saneados.

Nós Já temos as ideias, as linhas políticas definidas e a equipa. Logo veremos se temos os votos, porque se tivermos mais como esperamos Rui, anda mais será como antes em Lisboa, e até tu vais perceber isso.

VIVA A JUVENTUDE SOCIAL DEMOCRATA!

João Annes

Presidente da Mesa da JSD Algés/Carnaxide


De Diogo Agostinho a 15 de Setembro de 2008 às 15:21
Excelente Post. Excelente tema.

Hoje, dia de eleições parece-me claro que não se chega a um dia positivo. Apenas uns iluminados(eu incluído) irão decidir o próximo Presidente da Distrital de Lisboa.

Digo iluminados, porque sinto que o jogo de bastidores, de cacique, de lugares existe porque não estamos perante uma eleição em que os candidatos a Presidente não são eleitos por todos os militantes da JSD de Lisboa.

Defendo, um sistema de directas nestes casos. Se o argumento de que para a JSD Nacional é díficil, então em Lisboa e no seu distrito visitar as várias secções e falar aos seus militantes deveria ser um exercício obrigatório. Não são assim tantas, e sobretudo a decisão de quem vai liderar Lisboa não se deve resumir a Conselheiros Distritais ou a Presidentes de Secção.

Espero contudo que as eleições hoje fomentem um bom clima e que seja um processo com elevação.


De Hugo Sampaio a 15 de Setembro de 2008 às 15:59
Caros Amigos e Companheiros:

Com o Conselho Distrital Eleitoral da JSD Lisboa a poucas horas de iniciar não podia deixar de expressar a minha opinião.
Porque defendo uma JSD na linha da frente do combate político, com causas, valores, bandeiras, uma JSD a representar verdadeiramente a Juventude, a ser o porta -voz das preocupações, anseios, problemas, porque acredito numa JSD acutilante, a marcar a agenda política apoio inequivocamente a candidatura do Paulo Pereira à Comissão Política Distrital.
Conheço o Paulo Pereira assim com vários elementos que constituem a equipa e afirmo claramente que são militantes empenhados,dedicados, sérios, credíveis que dão o melhor de si em nome da JSD.
É tempo de decidir!
A escolha é fácil!
Lisboa tem de mudar!
Lisboa vai mesmo mudar!

Viva a JSD!
Viva Portugal!
Viva Lisboa!

Grande Abraço, João Annes.



De xana a 15 de Setembro de 2008 às 16:24
Aqui encontramos o que está mal na JSD, e na política dos jovens.

O post do Jorge motivou imediatamente a vinda de alguns ilustres para comentarem. Marcar posição, talvez. Eu torço o nariz ao constatar que o psico com o tempo de existência que tem e com as actividades que já desenvolveu, apenas "mereça" o comentário de alguns quando fala em eleições na distrital...

Poderia não dizer isto, mas como diz o Tiago Dias, alguém me tirou o óleo dos travões da língua e paciência.
São estas pessoas que afastam aqueles que estão na política de forma desinteressada, e como diz o Jorge, fazem sentir aqueles que não entram nas jogadas, encurralados.

A política da JSD é cada vez menos para os jovens. A não ser que queiramos assumir essa ideia como sendo para os jovens que têm cargos na JSD.

Talvez me tenha afastado por tudo isto, ainda que não pudesse estar em melhor secção para viver a política de forma saudável, a secção B.

Talvez um dia...


De jfd a 15 de Setembro de 2008 às 16:40
Por muitas vezes é utilizado o argumento do financiamento para se manter o feudo dos poucos que votam em representação de muitos.
Pois que se avancem propostas para colmatar essas fraquezas. E então, a partir daí qual será o problema? Qual será o impedimento?

Será mais difícil controlar o jogo? Serão mais difíceis os golpes de última hora que tanto deram a ganhar em Lisboa nas últimas semanas a quem os soube levar avante?

Será uma falácia pensar que as directas serão realmente mais justas?
Olhe-se para quem está contra as directas e para quem está a favor. Quais são os interesses, motivos, e justificações....

Pois Xana. Acho bem que dês na cabeça aos ilustres que nunca cá põe os coutos.
Sejam o meu estimado Rui Cordeiro que me trouxe para a política, ou outros profissionais do cacique.

Quanto à conversa das secções, ganhará sempre a frase “ A minha é a melhor!” :)

PS – Hugo e Xana e sobre as directas, alguma coisa a opinar?



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