Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010
Metro de Lisboa

O Metro do Porto, com o qual estou sempre a gozar, confesso, seguirá hoje noite dentro a tendência de todas as grandes cidades Europeias. Funcionará para servir todos aqueles que escolhem a cidade para gozar a passagem de ano. Tal não é de espantar. De espantar é o facto de o Metro de Lisboa fazer o seu normal horário. Nunca tive respeito pelas suas greves nem pelas suas reivindicações. Acho gritante que não se dêem ao trabalho de servir quem escolhe Lisboa e arredores para se divertir. Todos os dias oiço os números dos mortos na estrada. O transporte público ajuda. O Metro fechado não serve de nada. Isto irrita-me. Muito.

 

 

 

 



uma psicose de jfd às 19:35
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MMX d.C.


 

 

12 de Janeiro | 16:53 - terramoto no Haiti, com intensidade de 7,3 na Escala de Richter, com epicentro a 25km da capital Port-au-Prince. 230 mil vidas ceifadas, 300 mil feridos, milhão e meio de desalojados.

 

20 de Fevereiro - enxurradas na ilha da Madeira (choveu mais nesta manhã que no mês inteiro). 50 mortos, 500 desalojados.

 

7 de Março - Uma criança de 12 anos atira-se ao Rio Tua, presumivelmente vítima de Bullying. Levou a um debate nacional e o país acordou para esta realidade.

 

26 de Março - Eleições Directas para os órgãos nacionais do PSD. Pedro Passos Coelho é eleito Presidente do PSD com 61,1% dos votos, derrotanto Paulo Rangel (34,5%), Aguiar Branco (3,5%) e Castanheira Barros (0,9%).

 

14 de Abril - Vulcão Eyjafjallajökull, na Islância, paralisa a Europa devido à gigantesca nuvem de fumo. Em 6 dias, 80 mil vôos foram cancelados, 7 milhões de pessoas foram afectados e os prejuízos da aviação calculados em 1260 mihões de euros.

 

20 de Abril - Um enorme derrame de petróleo no Golfo do México, na plataforma de extração de pretóleo Deepwater Horizon da BP, resultou no pior desastre ecológico de sempre nos EUA.

 

Processo Face Oculta - Uma investigação aos negócios de um sucateiro, Manuel Godinho, levou a uma suspeita de rede de corrupção que envolvia o Primeiro-Ministro, situação inédita em Portugal, porque nunca antes um Primeiro-Ministro tinha sido suspeito de um crime, crime este "Atentado ao Estado de Direito". As escutas feitas, envolvendo também Armando Vara, Administrador do BCP, levaram à suspeita de um plano governamental de controlo de órgãos de comunicação social, com especial interesse na TVI, e calar algumas vozes "incómodas" para o Governo. Envolveu uma providência cautelar contra o jornal Sol, uma comissão parlamentar eventual para discutir esta situação, o envolvimento da PT.

 

9 de Maio - Benfica campeão nacional de futebol (:P)

 

11 a 14 de Maio - Visita do Papa Bento XVI a Portugal. Revitalizou a imagem da Santa Sé e do Papa depois dos escândalos de pedofilia. Revitalizou a mensagem de Fátima e mostrou a uma imagem diferente de um Papa "pouco" amado pelos Portugueses.

 

7 de Junho - entrada em vigor da nova Lei sobre o Casamento, que deixa de excluir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

 

Junho - Tentativa da Telefónica em comprar à PT a Vivo, sendo impedida pelo uso da Golden Share do Governo, em sentido contrário à vontade maioritária dos accionistas: 73,9%.

 

12 de Junho - Celebraram-se os 25 anos da assinatura do Tratado de Adesão de Portugal à CEE.

 

18 de Junho - falece José Saramago, galardoado com o prémio Nobel da Literatura.

 

Primeiro semestre do ano - assistiu-se à formulação de 3 PEC's adivinhando-se o pior - um défice e uma dívida externa descontrolados, tendo de haver cortes na despesa e subida de impostos.

 

11 de Julho - Espanha vence o primeiro Mundial de Futebol realizado em África, na África do Sul, ao som das vuvuzelas e da Waka Waka da Shakira e eliminando um Portugal algo moribundo, só grande frente à Coreia do Norte.

 

3 de Setembro - o maior e mais longo julgamento do nosso país. Ao fim de 461 sessões e quase mil testemunhas ouvidas finalmente terminou o caso Casa Pia. Carlos Silvino (aka Bibi), Carlos Cruz, Manuel Abrantes, Jorge Ritto, Ferreira Dinis e Hugo Marçal foram condenados.

 

5 de Outubro - Celebrou-se o Centenário da República Portuguesa.

 

5 de Outubro - foi inaugurado o Centro de Investigação da Fundação Champalimaud, em Belém. Alberga 400 cientistas de todo o mundo dedicados à investigação do cancro e das neurociências.

 

11 de Outubro - Portugal é eleito como Membro Não Permanente do Conselho de Segurança da ONU.

 

13 de Outubro - a 22 de Agosto, 33 mineiros do Chile ficam soterrados, sendo libertados neste dia! O mundo inteiro acompanhou esta história com um final feliz!

 

19 e 20 de Novembro - Em Lisboa, esteve em cima da mesa o futuro da NATO, numa cimeira com a aprovação do novo conceito estratégico, que decidiu num marco histórico aceitar a Rússia. Discutiu-se o futuro do Afganistão, numa invasão que dura desde 2001.

 

24 de Novembro - desde 1988 que uma Greve Geral não congregava a CGTP e a UGT, tudo contra as medidas de austeridade do Governo - corte de salários da Função Pública e o aumento do IVA.

 

A acrescentar:

 

A bancarrota da Islândia

 

A entrada do FMI na Irlanda

 

O início da era do fim dos segredos: Wikileaks

 

 

O saldo de 2010 para Portugal não é positivo! Apesar das dificuldades que  se adivinham para 2011, esperemos que tenhamos aprendido bem a lição... para que não se volte a repetir! Isto sim seria uma verdadeira resolução de ano novo!

 

Esta não é uma lista exaustiva dos grandes momentos de 2010, de certeza que não referi outros tantos!

 

Mas qual terá sido o momento que identifica para Portugal e/ou para o mundo o ano de 2010?

 

Que outros momentos marcaram este ano?

 

 

P.S.(D) - Já agora um Bom 2011, melhor que 2010 ;-)



uma psicose de Paulo Pinheiro às 18:50
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O exemplo do estado

O prazo médio de pagamento das entidades do Estado que demoravam mais de três meses a pagar aos fornecedores passou para 197,25 dias no terceiro trimestre, mais 13 dias do que no segundo trimestre. Nestas condições estão actualmente 28 entidades.

Acrescente-se que as empresas a quem o Estado deve pagam o IVA desses serviços muito antes de receberem... Ou seja, prestam o serviço ou vendem um bem ao Estado, pagam ao Estado o impostos sobre o que ainda não receberam e mais de meio ano depois recebem!!!! Assim é difícil resistir... Em vez de linhas de crédito, programas de incentivos, etc etc, o Estado podia comportar-se como uma pessoa de bem e saldar as suas dividas atempadamente, conforme exige aos montantes devidos a si!

 

 



uma psicose de Rui Cepeda às 18:30
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Um bom ano...

... ou, pelo menos, um ano em que o Governo não anuncie quase 200 medidas de austeridade.



uma psicose de nunodc às 10:38
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Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010
Morreu a cara pública da anorexia...

Problemas com o peso todos temos. Extremos tocam-nos quase sempre. Há que pensar, reflectir e equacionar correctamente o papel da saúde pública num flagelo que é a questão do peso da população. Quer a mais ou de menos, o problema é real e está às nossas portas...

Tinha 28 anos e não resistiu a uma pneumonia com os seus parcos 40 kilogramas.

 

 

 

 



uma psicose de jfd às 20:52
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"Revolutionary Road"

 

 

Ontem assisti e comentei o debate entre Manuel Alegre e Cavaco Silva no Minuto a minuto (blog da Sic).

No final do debate recebi uma chamada de um velho conhecido meu. Dava-me os parabéns pelo meu candidato e por tudo me estar a correr bem, mas afirmou que ia claramente votar no seu candidato revolucionário.

Meia atordoada com a resposta, afinal de contas a sua costela laranja sempre o tinha levado a votar no PSD, perguntei-lhe o que quereria ele dizer com revolucionário.

 

Ele respondeu-me que Alegre sempre tinha sido um dissidente, uma voz da verdade, da impassividade. Um político diferente que não engolia sapos e não um carneiro de ideologia ou propaganda política.

Muito calmamente, sem tentar demonstrar desrespeito pelo candidato ou pelo meu interlocutor, perguntei-lhe se o seu patrão o continuaria a empregar, caso ele andasse a difamar a empresa e a passar informações à concorrência. Ele não percebeu a minha metáfora portanto decidi explicá-la: como é que Alegre conseguia o apoio de um Partido como o PS, onde as vozes dissidentes são desvalorizadas e afastadas, quando ao longo dos anos de governação socrática sempre desrespeitou e criticou em força as tomadas de posição do Governo? Como é que alguém como ele podia apontar o dedo a Cavaco ao ter "apoiantes" manchados pelo caso BPN, ou acusar Cavaco de permitir a destruição do Estado Social, quando Alegre, o próprio Alegre, é apoiado por aqueles que directamente deixaram/levaram o Estado (Social) chegar a ruínas tais que a sua destruição é praticamente impossível de travar?

 

Do outro lado da linha, silêncio.

 

Decidi ir mais longe. Perguntei-lhe se o novo modelo de desenvolvimento do candidato revolucionário, apoiado pela Esquerda, seria um projecto semelhante ao dos grandes revolucionários de Esquerda como Castro, Estaline ou Mao-Tsé. Se a miséria deveria passar a constituir a maioria, ao invés da (actual, esperemos) minoria?

 

A chamada acabou ali. Se fiz o meu conhecido pensar no seu voto, não sei ao certo. Mas estou certa que me relembrei das razões pelas quais a Esquerda não me convence. A Revolução, quando o caminho tem como sentido obrigatório a esquerda nunca poderá trazer a solução que precisamos para o nosso país. E um candidato que de crítico e resistente passa a instrumento de um partido, não é a solução para o Presidente da República neutro e responsável que precisamos.



uma psicose de Essi Silva às 17:17
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"Em 1985 com Cavaco fui speechwriter, segurança, motorista. Fui de tudo um pouco"

 

"...O que conheci nesse ano do então Ministro das Finanças levou-me a apoiá-lo, logo em 1981, como sucessor de Francisco Sá Carneiro - contra a candidatura de Francisco Pinto Balsemão. Defendi em muitos Conselhos Nacionais que Cavaco tinha muitas características de verdadeiro líder. Fui censurado, quase ridicularizado, acusado de tudo e mais alguma coisa. Diziam-me que não, que Cavaco nunca havia de liderar nada. Como diziam de Sá Carneiro...

 

...Os visionários de sempre opuseram-se e só acreditaram, quais "São Tomés" da política, depois de ele ganhar. Hoje em dia, andam lá quase todos. São todos "cavaquistas" de sempre. Só que, na altura, desprezavam-no..."

 

Pedro Santana Lopes, in Sol



uma psicose de Diogo Agostinho às 14:35
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Sai um Coelho da cartola

 

Esta imagem de uma reportagem do telejornal da RTP fala da vontade de José Manuel Coelho em ser candidato a Presidente da República.

 

Pois é! E agora que a vontade passou a certeza? E agora o que deve fazer a RTP perante mais uma candidatura? Eu de facto, não entendi, como se fazem debates para as presidenciais a um mês de distância, em época de férias, de recato em família. Mas agora entra mais um candidato em acção e merece a mesma atenção, por parte da RTP que todos os restantes candidatos.



uma psicose de Diogo Agostinho às 13:36
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A Subsidiariedade à Alemã

 

 

Os herbanários estão agora sob o olho da UE.

A União Europeia passou legislação ultra-regulatória que põe em perigo produtos homeopáticos, medicina tradicional chinesa e uma grande parte da economia rural de muitos países da UE.

A legislação não deriva de qualquer problema de saúde que tenha sido comprovado mas sim de puro excesso de zelo legislativo.

 

Eurodeputados Portugueses como Maria Graça Carvalho, Ilda Figueiredo ou António Fernando Correia De Campos fizeram questão de introduzir alterações mas esta legislação é ainda assim, mais um típico caso de desnecessária regulamentação que apenas resultará num crescimento da economia paralela por toda a Europa numa altura em que o controlo fiscal é mais necessário que nunca.

 

É uma medida que faria sentido em muitos estados do norte da Europa aonde estes produtos não têm grande tradição mas que não leva em conta a realidade sobretudo da Europa meridional.

 

Há já uma petição contra (http://www.causes.com/causes/529778) e um grupo de eurodeputados está já organizado para se opor a esta legislação.


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uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:17
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Cavaco mais Alegre

Ontem Cavaco entrou a matar.

Depois de ter sido saco de pancada do candidato da cassete, ontem decidiu-se por estar ao ataque num registo calmo mas seguro.

Alegre, que se posicionou dois degraus acima dos restantes candidatos passou por um senhor um tanto ou quanto incomodado, tendo tido apenas uma explosão que deixou Cavaco sem palavras.

De resto, foi secante e sem nada de novo. Aliás, de novo teve o que hoje todos apontam como o grande ataque de Cavaco à gestão da CGD do BPN. Eu achei estranho e não entendi a invocação do Horta Osório. Mas certamente não terá vindo do nada.

Fora isso, foi interessante ver como Alegre e Cavaco jogaram ao jogo da vitimização e dos ataques políticos versus ataques pessoais. Lembraram-me conversinhas da treta que por vezes se aturam por aqui e por ali. Em política as pessoas atacam-se! Criticam. Ponto! Grow up already.

Para variar, o povo lixou-se de alto para o momento, como podem ver pela imagem que respeitosamente pedi emprestada à marktest; pelo menos chegaram ao top5, o que de si já é um feito! ;)

Eu por mim continuo por saber quem são estes GRANDES jornalistas da nossa praça que são tidos como grandes entrevistadores mas que deixam que estas secas continuem a acontecer e que certos assuntos passem pelos pingos da chuva como se nada de importante se tratasse. Estamos mesmo muito mal servidos. Falta, como já disse paixão e espectáculo.

Dizia ontem Alberto João Jardim que se passa algo com a esquerda que está concertada a deixar Cavaco ter este avanço por forma a que ela venha a tomar caminho lá mais para a frente... E eu acredito que isso seja bem capaz. Como? Se algum dos candidatos da esquerda de repente ganhar vida e apelar ao povinho, Tio Cavaco, a coisa fica difícil...



uma psicose de jfd às 11:51
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Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010
Jonas e a Ensitel

 

Este é um caso bem conhecido na blogosfera e no twitter... A história de um consumidor insatisfeito com uma empresa que lhe presta um mau serviço. A história começa igual a tantas outras mas transforma-se num pesadelo judicial... Tudo estaria conforme o país de que todos padecemos... Sim, nós padecemos de um país...

 

O problema é que a empresa, desde 2009, virou chacota nacional nas redes sociais... E não gostou que a cliente insatisfeita, que combate judicialmente, opinasse no seu blog sobre o serviço que lhe foi prestado. É este o problema da empresa, - com o processo judicial pode bem! - a liberdade com que a cliente falou e expôs o caso no seu blog. E por isso tenta, judicialmente, calar a cliente.

 

Sendo o Psicolaranja um lugar de liberdade e de palavra, não pode deixar de se solidarizar com quem todos os dias exerce a liberdade da palavra na primeira pessoa, e vê esse exercício ameaçado por uma empresa. Mal irá este país, no dia em que não pudermos formar opinião acerca de uma empresa ou marca, em função dos serviços que nos presta... Acima de tudo, o que parece esquizofrénico em toda esta questão, é que se trata de uma empresa que trabalha no ramo das telecomunicações... Que bela forma de comunicar a marca...

 

 

 

 



uma psicose de Rui C Pinto às 15:02
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Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010
o meu Natal...

Eu adoro o Natal! Não haverá nenhuma outra data ou tradição que personifique melhor o conceito de família, paz e tranquilidade. E isto basta para justificar a data. Assim, apesar do meu Natal ser vivido aquém da questão religiosa, vivo confortado e agradecido à doutrina cristã por me proporcionar este dia.

 

Por outro lado, o Natal é o catalisador perfeito para a caridade. E esta revolta-me! A caridade é tão desprezível quanto a própria indigência, porque partilham a mesma génese: a miséria humana. Abomino a caridade porque é resultado do conforto de uma sociedade que vê na indigência uma fatalidade e não um problema. O acto de caridade, na sua génese católica, remete mais à expiação do emissor que à necessidade do receptor. Por isso a caridade me causa uma tremenda aflição. Porque é a melhor forma de nos reconciliarmos com a pobreza extrema, porque é a melhor forma de renunciarmos ao seu combate.

 

O Natal é tempo de família e de solidariedade. Solidariedade não é caridade! A primeira tenta unir as pessoas pelo sentimento de fraternidade, compreensão e combate aos problemas vistos como comuns; a segunda institucionaliza as diferenças sociais como fatais, e tenta dignificar aos olhos de quem dá a indigência de quem vive. Uma sociedade que verga à caridade, é uma sociedade estratificada nas suas desigualdades. Este sentimento é tão simples de descrever quanto a experiência de quem passa na rua por um sem abrigo: há os que pensam "Coitado! Pobre infeliz...", e há os que pensam "Que lhe terá acontecido?".

 

Há que combater a pobreza extrema, porque ela não é fatal.

 

 



uma psicose de Rui C Pinto às 14:47
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I'm in Love with Friedrich Hayek

CC por Ricardo Campelo de Magalhães. Obrigado ;)

 

 

 

 



uma psicose de jfd às 12:54
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Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010
Descubra as... semelhanças :P

 



uma psicose de jfd às 20:42
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2016 está aí...

 

Após esta empolgante pré-campanha para as presidenciais, eu diria que a grande questão centra-se em...2016.

 

Guterres deu uma entrevista à Revista Única deste fim-de-semana. Um fim-de-semana que, apenas por percepção, digo que será um de maior tiragem do Expresso. O que nos disse Guterres? Que não o estimula o cargo de Presidente da República. Ora, fica-lhe bem pois claro, que não o estimule agora. Se o estimulasse para quê esperar mais 5 anos e não avançar agora? Pois, mas nós aqui registamos a falta de estímulo. E registaremos até...2016. Altura de nova ronda eleitoral para Belém, só com potenciais moradores novos.

 

Continuamos no pântano mas riscamos (será para acreditar?) desde já um dos potenciais inquilinos Belém 2016.



uma psicose de Diogo Agostinho às 16:55
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Domingo, 26 de Dezembro de 2010
Entre a espada e a parede, o mundo é Rosa!

"Olho para trás com enorme tranquilidade"

 

António Guterres, Natal 2010, RevistaÚnica 23/12

 

 

 

 

(...)Com o fantasma do FMI a pairar, o primeiro-ministro avisou que "os portugueses sabem que não sou de desistir nem sou de me deixar vencer pelas dificuldades". "Pelo contrário. É nestes momentos que mais sinto a energia interior e o sentido de dever para apelar à mobilização dos portugueses."(...)

 

José Sócrates, Natal 2010

 

 

 

 



uma psicose de jfd às 14:08
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Sábado, 25 de Dezembro de 2010
Coisas que deixam o JFD de boca aberta (5)

Será legal?

Talvez.

Moral?

Não me parece...

É esperta esta empresa de nome Sonae :P

 

 

 

Porto, 25 dez (Lusa) -- A Popota e a Leopoldina, que já angariaram mais de cinco milhões de euros, são acusadas de fazer solidariedade com o dinheiro dos outros e a Sonae admite deduzir donativos das campanhas respeitando a Lei do Mecenato.

Uma denúncia a circular na Internet acusa a Sonae de "fazer caridade com o dinheiro dos outros", referindo que os donativos das campanhas de solidariedade da Modelo (Popota), do Continente (Leopoldina) e da Worten (Arredonda) são deduzidos em impostos pela empresa, que admite fazê-lo nos casos em que há desenvolvimento de produto.

Contactada pela Lusa, a Sonae esclareceu que "o tratamento fiscal das campanhas desenvolvidas pela Sonae é exatamente o que consta na lei, variando consoante a iniciativa", sendo que "quando uma empresa é um mero intermediário no apoio os montantes doados não são deduzidos em sede de imposto".



uma psicose de jfd às 21:18
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Sexta-feira, 24 de Dezembro de 2010
E, porque estamos no Natal...

 

 

 

...algo que trouxe uma gargalhada:

 

"Um alegado membro da máfia siciliana foi apanhado de surpresa ao ser detido, hoje, em Catânia, Itália, por um polícia disfarçado de Pai Natal, enquanto extorquia dinheiro a um comerciante."

 

 

Boas Festas!



uma psicose de nunodc às 09:45
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Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010
Jogo arriscado.

A JSD acusou o Governo de gastar «5,3 mil milhões de euros» do Estado com o Banco Português de Negócios que poderiam ter servido, por exemplo, para apoiar 450 mil investigadores.

 

Acho muito bem, também tenho sérias dificuldades em compreender esses números.


O problema com ser a JSD a voltar a falar do assunto é que arriscam-se a comentários como:

"Será que esta seita de larápios da JSD ainda não acordaram da m**** que fizeram os colegas deles. Impressionante esta corje."

 

"Penso que os "jovens do psd" deviam pensar antes de falar!
Oliveira Costa, Dias Loureiro e outros são todos do PSD!

Olhem os telhados de vidros!!!!! E vidro fininho como o caraças!!!"

 

"É perguntar ao padrinho, que foi o que deu cobertura a este bando de mafiosos do BPN, por sinal todos do psd."

 

"Olha quem fala...
então são os seus correligionários, os craques que fizeram isto...!!!"

 

"Por esse prisma,a Irlanda que é um país com apenas 4 milhões de habitantes e teve de injectar 30 biliões nos bancos,poderia apoiar todos os habitantes do país em investigação e ainda poderia enviar dinheiro para Portugal que seria suficiente para comprar juizo para todos os meninos imbecis da JSD."

 

"A JSD deve indagar o seu partido PSD, nomeadamente o sr Silva,pelo que aconteceu naquele banco cavaquistão...."

 

 

É impossível que o PSD saia ileso, quando se toca na ferida BPN, devido a todas as suas ligações com o banco.

Quando é a própria estrutura que traz o assunto para a ribalta, atacando o governo.. tal é, no mínimo, difícil de compreender.



uma psicose de nunodc às 13:53
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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010
Para todos, claro!


uma psicose de jfd às 21:11
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Change you can believe in!

Demorou... Mas já está!

 

 

No longer will tens of thousands of Americans in uniform be asked to live a lie, or look over their shoulder in order to serve the country that they love

Presidente Obama, hoje 



uma psicose de jfd às 19:37
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Democratas na América (2)


uma psicose de jfd às 19:35
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WTF?!

 

Quantas pessoas terão reagido com um "WTF?!" perante a divugação de tantos documentos confidenciais pela Wikileaks?!

 

Curiosamente é com "WTF" - a "Wikileaks Task Force"- que a CIA irá investigar em que medida é que a divulgação desses documentos secretos americanos irá afectar as suas relações externas.

 

Ainda bem que não estamos no dia 1 de Abril, senão ninguém acreditava na escolha deste nome por parte da CIA...



uma psicose de Catarina Rocha Ferreira às 17:02
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Morno, morninho...

Ontem o debate aqueceu!

Cavaco teve à pega um comuna assanhado e bem preparado. Pronto para o desautorizar e para o irritar. Sempre tratando-o por "Candidato Cavaco Silva" ter-lhe-á dado aquilo que se diz por terras do Tio Sam a run for his money.

Foi interessante tão somente pelo facto de que ambos espevitaram, pois a conversa foi velha, mais do mesmo e convenhamos nada perspectivará grandes mudanças na sociedade Portuguesa no pós-eleições Presidenciais.

Talvez este debate tenha aberto as verdadeiras hostilidades para os próximos e a coisa passe do morno para o "a ferver". E o que ganhamos com isso? Ganhamos todos. O debate político tem de ser acesso e com paixão. Tem de ter garra e tem de cativar. Tem de ter golpes e jogadas. Tem de ter teatro e apelar ao povo. A política não é futebol? Claro que não. É espectáculo? Não. Devem ser os debates? Talvez. Ocupar prime time para trocar argumentos como se se estivesse a falar para os pares é tão simplesmente não ter noção de onde se está nem para quem se está a falar e mais ainda é perder dinheiro. Que canal em seu estado normal quererá um debate destes de futuro? O tempo útil que cada candidato falou, consta ter sido de 10 minutos.... Para quê? Tiraram-se uns sound bytes, escreveram-se uns posts e há umas manchetes por aí. O que ganhou Portugal?

Foi mediado pela tonta de serviço na TVI, esse canal de grandes audiências mas que perdeu muito ao dedicar tempo a este flop publicitário que é um debate presidencial às portas do Natal. Como podem verificar na figura que acompanha a posta, há coisas mais interessantes no top5 da noite de ontem.

Este país tem realmente aquilo que merece!

Mas mais interessante ainda será imaginar quanta direita ontem não estaria interiormente satisfeita com a performance do candidato da esquerda...

 

www.mediamonitor.pt



uma psicose de jfd às 11:49
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”Raro, Legal e Seguro"

 

Dizia-se isso, em 2007, aquando da liberalização do aborto.

 

Hoje:

- 53 abortos por dia (uma subida dos 36 em 2007) - 19 572 por ano;

- falhou-se a estabilização esperada após 3 anos;

- faltam os programas de prevenção/acompanhamento;

- 354 reincidências em 2008/2009;

 

O que acontece às reincidentes? Absolutamente nada.

Métodos contraceptivos grátis, toda a informação disponível, etc, etc, e continuam a verificar-se estas tendências.

 

Nós continuamos a pagar por isso, também. Feliz Natal.



uma psicose de nunodc às 08:14
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Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010
Eu estou com os monárquicos!

Eu simpatizo com a causa monárquica, ainda que nunca aqui o tenha revelado. Há, em mim, um fulgor por títulos nobiliárquicos! Ainda que não tenha decidido qual o que melhor se me adequa!

 

Porém, há algumas condições prévias que gostaria de ver atendidas antes de ir para a rua lutar pelo sonho monárquico! Antes de mais, e aquela que possivelmente mais condiciona todos quantos querem gritar vivas ao Rei: quem é que vai ser eleito Rei? Vamos fazer uma eleição régia e depois o que ganhar fica para aí a gerar dinastia? Tem que ganhar com maioria? Vai a uma segunda volta? É preciso fazer as coisas com cabeça! É que o D. Duarte... Benzó Deus! Se até acredito no argumento de que numa monarquia o processo de sucessão garante um chefe de estado preparado e educado para o cargo, não me parece que a escolha do primeiro tenha por base um principio profundamente injusto de que o pai do tio do primo do avô foi em tempos rei... Especialmente num país onde descendemos todos, uns mais outros menos, do grande Afonso Henriques.

 

Segunda condição prévia: todo o português deve ter direito, uma vez instaurada a Monarquia, a um título nobiliárquico! Isto para evitar conflitos futuros, que já se sabe que o português tem tendência para a inveja.

 

Terceira e última condição: o Rei tem de ser laico! Não há cá missas nem rezas a apontar pra Meca. O Rei não deve professar nenhuma religião.

 

Salvaguardadas as condições, Viva o Rei, a Rainha e os Príncipes e as Princesas e todos nós, Duques de Portugal.



uma psicose de Rui C Pinto às 13:52
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"El Gran Hermano al revés", El País

"Hasta ayer el poder controlaba y sabía lo que hacían los ciudadanos. Con Wikileaks se ha subvertido esa relación, somos todos los que controlamos el poder mundial, es la transparencia total. Pero el poder también necesita confidencialidad". Palabra de Umberto Eco, uno de los grandes teóricos de la comunicación contemporánea. Su reciente artículo en Libération, en el que afirmaba que "las revelaciones de Wikileaks marcarán en el futuro la forma de transmisión de información confidencial", ha sumado argumentos a un debate apasionante, lleno de implicaciones sobre el cambiante papel de la prensa, la calidad de las democracias en la era de Internet, la creciente exposición de las mentiras de la política al escrutinio del público y la incipiente rebelión en la granja cibernética.

 

Não é verdade que se vive, na rede, uma relação de igualdade entre cidadão e as Instituições que o governam? Como se mede a relação entre ambos no mundo virtual? E quem regula essa relação? A Internet é anárquica?



uma psicose de Rui C Pinto às 10:47
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Tolerância, séc. XXI.

 

"Um aluno muçulmano denunciou o professor por este ter dito a palavra "presunto" durante a aula. O rapaz, que estuda no Instituto Menéndez Tolosa, em Cádiz, sentiu-se ofendido e contou o sucedido aos pais, que logo se dirigiram à polícia para fazer uma denúncia."

 

Eu até gostava de dizer algo mais do que "que estupidez" mas, honestamente, não consigo.



uma psicose de nunodc às 09:50
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Afinal não há cagões! Só há é parvos e tansos!

* coisas que me irritam e me deixam com raiva de quem era suposto proteger o consumidor mas não o faz...

Quero ver quanto tempo demora isto a chegar a Portugal :P

 

 

Ever been around a bunch of old Jewish women playing cards? One way or another the conversation will eventually lead to a discussion about bowel movements..SWEAR...My friend Pearl will go into a stupor if she holds a royal flush in her hands and HAS to immediately tell us about her constipation.

Remember Jamie Lee Curtis telling us if we eat Dannon yogurt, we will s**t regularly? That our digestion would be smoother and we'd be less likely to get sick?? Well, turns out it was all mostly BS.

The Federal Trade Commission had been looking into it, and determined that Dannon was seriously exaggerating what the "probiotic" bacteria in Activia could do. Under both state and federal law, products can only advertise themselves as health cures if they're actual drugs...so...you can't advertise a food as a cure. (Tell that to the acai morons.)

The FTC also couldn't find legitimate scientific research or proof of Dannon's claims. (Cuz after watching years of "Bewitched" reruns, you know they make these claims up by pullin them outa their asses.)

They sued Dannon. Dannon settled, and will pay $21 MILLION to 39 states. Looks like Dannon had a bowel movement, and it wasn't cuz of their yogurt.

(...)



uma psicose de jfd às 00:37
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Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010
Bruno: Até já!

À atenção do utente: onde se ouve Guiné deve ouvir-se Bruno e onde se ouve Portugal deve ouvir-se Psicolaranja.

 



uma psicose de Rui C Pinto às 20:29
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Obrigado Por Tudo!!!

Era uma vez um gato maltês louco por fantasias, uma velhinha simpática, Sócrates e três corruptos igualmente presos, que viajavam num triciclo a pedal (carro da judiciária). Iam com pressa para ir ao pitoresco Porto Covo. Em busca do rouxinol nas redondezas tropeçaram numa pedra e atrasaram o enxerto de botox. Espetaram-se e morreram! O país deles, outrora um lugar muito calmo e sereno, entrou em festa! Passou-lhe a mão e ele estremeceu debaixo dos lençóis. E lembrou-se do tempo perdido mas não devemos voltar…

 

Até Sempre Psico!!!

 

 



uma psicose de Bruno Ribeiro às 12:15
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Cultura vs. Tradição

Existe uma linha ténue que distingue Cultura de Tradição. Esta diferença justifica uma séria reflexão, sobretudo quando dá origem a aceso debate quanto à subsidiariedade e financiamento da Cultura.

 

Actualmente, há a pretensão de tornar a cultura um bem sustentado do lado da procura. Porém, este método poderá ser aplicado apenas às expressões artísticas tradicionais. A Cultura é, por definição, toda a expressão artística que confronta a sociedade com os seus preconceitos, medos, desafios e limitações. O objectivo da Cultura tem de ser a projecção de uma sociedade no futuro, e não, o perpetuar das suas heranças culturais que se exprimem na tradição. Esta pequena (grande) diferença torna as expressões tradicionais sustentáveis economicamente, na medida em que resultam de uma manifestação de soberania das classes vigentes num determinado espaço social. Isto justifica, por exemplo, que por esse país fora, nos meses de Verão, se perpetuem milhares de romarias, procissões religiosas ou festas populares, sustentadas economicamente pela via do donativo das populações.

Porém, dificilmente se consegue financiar a Cultura sem recurso ao subsídio, na medida em que a Cultura não é conciliadora com o perpetuar das forças sociais vigentes. Por esta mesma razão, a Cultura não responde a mecanismos de procura, antes deve ser fomentada pela criação de hábitos desde a infância. Poderá questionar-se a necessidade da Cultura em tempos de crise.

 

É fundamental, sobretudo em períodos de crise económica, que se fomente o pensamento criativo e inovador e se procure confrontar a sociedade com os seus fantasmas, por forma a criar-se um potencial de criação gerador de futuro. Uma sociedade que sucumbe ao jugo da tradição é incapaz de se projectar no futuro. Por esta razão, é fundamental manter uma verba orçamental destinada ao subsídio de actividades culturais, quer na forma de projectos, quer na forma de instituições que desenvolvam essas mesmas actividades.

 

 

 



uma psicose de Rui C Pinto às 11:20
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Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010
Saída de Encarnação

Carlos Encarnação queixa-se do desprezo a que, defende, a cidade de Coimbra tem sido votada

 

Soube hoje que Carlos Encarnação vai renunciar ao cargo de Presidente da Câmara Municipal de Coimbra. Aponta as razões para o cansaço que este Governo lhe tem provocado na gestão da sua cidade. Fala que não tem vida, nem saúde para aturar estes tipos.

 

Compreendo a dificuldade de lidar com estes "governantes de beira da estrada". Porém, um mandato é para cumprir. Ora, o Governo há um ano atrás era o mesmo. Esta atitude de sair a dois/três anos do fim de mandato para abrir espaço e protagonismo para o futuro sucessor é uma má prática. Não considero correcto perante os eleitores eleger uma equipa, um Presidente e este antes de acabar a sua missão sair e dizer adeus. Ou existem motivos realmente fortes ou não concordo.

 

Respeito muito o senhor Presidente da Câmara de Coimbra, espero e desejo-lhe muita saúde. Não espero encontrá-lo em mais nenhum cargo, pois quem não tem saúde para presidir à sua cidade, certamente não terá para mais cargos executivos. E espero também que não comece a saga das saídas de Presidentes por esse país fora...Os Partidos que o fazem não merecem ser reeleitos depois.



uma psicose de Diogo Agostinho às 20:49
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Entre marido e mulher, é imperativo meter a colher!

 

 

Todo o mundo ocidental se choca com as execuções de mulheres em países islâmicos por delitos tão absurdos quanto os métodos aplicados... Todos nós comungamos de um sentimento de reprovação, todos nos solidarizamos para com as vítimas. Porém, as vítimas também vivem em entre nós. Quando uma mulher morre vítima de violência doméstica, em Lisboa ou Teerão, a dimensão da violência de que é alvo é a mesma, muda somente a forma e a percepção da legitimidade dessa mesma violência.

 

Por isso eu pergunto, quando vamos chocar-nos com os números? Em Portugal morreram, em 2009, 16 mulheres vítimas de violência doméstica. Em Espanha morreram 56 (e este ano esse número já foi excedido). Na Rússia, morre uma mulher a cada hora, e no Brasil morre uma a cada duas horas.

 

Podemos viver com velhas máximas do ido país dos brandos costumes, como essa sobejamente conhecida "Entre marido e mulher, não se mete a colher".

 



uma psicose de Rui C Pinto às 14:34
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Debates Presidenciais

Manuel Alegre e Defensor Moura (António Cotrim/Lusa)

 

Será só de mim ou estes debates para as Presidenciais estão a passar um pouco ao lado das pessoas? Será porque ainda não apareceu Cavaco nos debates? Ou porque realmente está tudo resolvido?



uma psicose de Diogo Agostinho às 11:01
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O país vai perder o comboio...

 

 

 

 

 

 

O governo prepara-se para extinguir mais 450Km de ferrovia, repartidos por uma série de troços regionais de Norte a Sul. É mais uma machadada na ferrovia portuguesa e mais um sinal da falta de estratégia que este governo tem para o sector.

 

Continua a aposta na rodovia e o desinvestimento da ferrovia, enquanto o país - nos seus desígnios ambientais e de coesão e sustentabilidade territorial - pede o contrário.

A CP será desmembrada nas suas unidades de serviço, à cabeça com os mais lucrativos, os serviços suburbanos de Lisboa e Porto. A ineficiência de uma empresa que funciona dividida em diversas unidades acaba por ditar o futuro do sector.

 

É certo que a ferrovia só seria economicamente viável em regiões do interior se houvesse um franco investimento não só no restauro das vias de circulação, como na renovação do material circulante. Mas devemos perguntar-nos se esse não é um investimento que garante eficiência económica e coesão territorial. Especialmente num tempo em que se discute um projecto de alta velocidade... No meu entender, é urgente um plano ferroviário nacional que deveria ter, à cabeça, o desígnio de interligar as capitais de distrito do país. É uma aposta no futuro!



uma psicose de Rui C Pinto às 10:07
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Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010
CicloPeS

 

Continuo sem perceber porque é que o meu dinheiro é queimado com canais como a RTPN e com programas como o "Directo ao Assunto". Não percebo, por exemplo, porque é que uma televisão pública se sente na obrigação de ocupar a grelha da tvcabo, porque é que o faz com um canal de notícias para o qual sobeja concorrência e porque é que paga consideráveis somas a comentadores desportivos e políticos pela sagrada palavra das "opiniões".

 

Continuo, ainda, sem saber porque é que a televisão pública, onde, em tese, o jacobinismo desmedido impede (ou deve impedir) que haja facções privilegiadas, insiste em, no dito programa de comentário político, apostar numa tripla onde a esquerda é maioritária (Emídio Rangel e Joana Amaral Dias vs. o "liberal" Carlos Abreu Amorim). Qual o critério? Concorrência directa à maioria de direita da "Quadratura do Círculo", espelho dos resultados das eleições legislativas? Não sabemos e continuaremos a não saber.

 

 

O que sei hoje é que compreendo muito melhor a malta de esquerda. Olho para Emídio Rangel e para o seu "comentário" absolutamente ciclópico, que nem sequer esconde o caderno de encargos que leva para o programa, e compreendo que, por muito que queiram, a ideologia e os princípios socialistas não deixam margem de manobra. Vale sempre mais o todo do que o indivíduo, vale sempre mais o partido do que a razão. Valha-nos esse "serviço público".



uma psicose de João Marques às 19:35
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16 de Dezembro de 2001

Foi há 9 anos que assisti a uma das maiores e melhores vitórias do PSD. Foi há 9 anos que o tão bem falante, como banana Guterres saíu a nadar pelo pântano fora.

 

Foi há 9 anos que vi a pedante Edite Estrela perder Sintra, que vi Coimbra virar a página de trapalhadas, que vi Cascais qual Judas dizer sim a Capucho. Que vi os interesses instalados perderem em Faro, contra tudo e contra todos. Que vi um Rei deposto, qual Gomes que se passeia por Lisboa nos Ministérios a voltar ao seu Porto, levar com um Rio que nunca mais se equilibrou.

Foi há 9 anos, que vi a família Soares desesperada, e enorme coligação Socialista mais Comunas, qual tralha Sampaísta em Lisboa ser arredada e nem com ajudas de Portas lá ficaram. Foram corridos! E bem corridos! Lisboa voltava a ser feliz!

Foi há 9 anos que vi as sondagens errarem claramente. Qual Jornal Expresso a dar vitória a Gomes e Soares na véspera das eleições. Foi há 9 anos que o país deu um cartão encarnado a Guterres e todos os seus boys Coelhones, Ferros, Sócraticos, de Assis ou Vitorinos. Foi há 9 anos que Anabela Neves numa histeria bradava aos ceús pela demissão do Toneca.

 

Nascia há 9 anos uma janela de oportunidade enorme.

Como o tempo passa.



uma psicose de Diogo Agostinho às 16:36
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O Paradoxo de Rangel e a Univocidade da Soberania de Vestefália

 

 

Paulo Rangel é de longe um dos mais interessantes oradores e pensadores do PSD. Quem já ouviu os seus discursos sabe-o e o eurodeputado voltou a demonstrá-lo na última edição da Universidade Europa do PSD.

 

No entanto, do meu ponto de vista, o pensamento de Rangel incorre num paradoxo ao conciliar uma abordagem científica da política com uma forte convicção no federalismo europeísta; os dois não são compatíveis.

 

Quem assistiu à sua aula na Universidade de Verão de 2009 lembrar-se-á decerto de o ouvir contra-argumentar contra os politico-moralistas Marques Mendes e Paula Teixeira da Cruz, ao proclamar contra as ofensivas apologistas da ética na política destes últimos: ‘à ética o que é da ética, à política o que é da política’. Rangel entende a ciência política numa perspectiva científica e nesta tradição impõe-se a máxima de Maquiavel ‘a política não se relaciona com a moral’. Caso contrário, os imperativos morais de cada um – sendo sagrados – entrariam em colisão e arrastariam os actores políticos para debates morais, os quais não são passíveis de compromisso. Isto não é o mesmo que dizer que os políticos devem violar a lei, mas simplesmente que a deontologia que rege a política deve ser tão objectiva e ‘laica’ quanto a lei que emanando do direito, se aplica aos cidadãos.

 

Ora, no passado fim-de-semana no Estoril, Rangel afirmou apaixonadamente a morte do Estado soberano. O conceito de soberania é segundo ele, um conceito do século XVII e desactualizado nos dias (globalizados) de hoje. Por isto, ele contra-põe que o federalismo seria o melhor modo de assegurar os interesses dos estados pequenos como Portugal pois dar-lhes-ia uma ‘constituição’ com pesos e contra-pesos legais que lhes permitiria resistir aos impulsos hegemónicos de ‘directórios’ dirigidos por países como a Alemanha, os quais num contexto insuficientemente integrado são permitidos em conferências bilaterais, decidir os destinos de toda a União. Assim ele justifica a razão político-científica de se incrementar ainda mais a integração Europeia, até ao extremo do federalismo completo.

 

Talvez ele se inspire no Ítalo-nacionalismo do Florentino Maquiavel mas pessoalmente não vejo como pelo mesmo critério se possa argumentar ser Europeu mas não Espanhol. Baseando-nos em critérios ultra-tecnicistas, porque não esquecer 900 anos de esforço pela independência contra os nuestros hermanos e aderir ao Reino ibérico? Não vejo sobretudo como alguém possa querer defender o ‘interesse nacional’ português – expressão eminentemente vestefaliana – sem querer inerentemente defender a soberania e independência do Estado Português.

 

Na verdade, a Paz de Vestefália não foi o remate da soberania, foi sim o seu início: os estados são cada vez mais soberanos e não menos. Nos tempos de D. Afonso Henriques, nem sequer havia um nacionalismo Português (o próprio Rei tinha territórios em Espanha). Vestefália trouxe a soberania à Europa ao estipular que doravante questões normativas seriam foro privado dos Estados. Pois bem, se a experiência da UE – como todos reconhecem – é conseguir sobretudo incrementar o normativo (leis, valores constitucionais) mas falhar no estratégico (política externa coordenada, defesa comum), então é lógico que alguém que defende a abordagem científica da política seja particularmente zeloso da salvaguarda de uma separação entre a política e a moral, e que sobretudo não atribua primazia à moral em detrimento do político/estratégico.

 

Hoje o Estado exerce mais controlo que nunca sobre o seu território e população. Muitos entre os quais o Dr. Rangel até dizem que exerce demasiado controlo. Controlo alfandegário, administração económica, empresas públicas para a gestão da energia, água, etc. O Estado é hoje mais imprescindível que nunca. O nacionalismo é tão gerador de coesão hoje como nunca foi antes. A autoridade executiva não se restringe à colecta de impostos e questões de guerra e paz. Como então justificar que uma organização primariamente normativa se sobreponha à comunidade política nacional? Como fazê-lo invocando que a perda da soberania daria azo a mais influência Portuguesa? Como conciliar tal doutrina com o princípio da subsidiariedade, quando o nacionalismo dos estados e a sua coesão normativa é hoje mais forte que nunca e dispensa complementos ‘continentais’? Por analogia, um regionalista não deveria ser fã de macro-estruturas unitárias...

 

Mais ainda, as federações têm historicamente dois destinos: a centralização ou a desagregação. Mas a soberania de Vestefália permitiu à Europa uma gestão racional dos seus diferendos e favoreceu um equilíbrio de poderes que permitiu a projecção da influência de vários dos seus estados para o mundo.

 

A minha admiração por Paulo Rangel mantém-se mas nesta questão serei um Europeísta mais tradicional e menos revolucionário.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 11:46
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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010
WikiCables by ElPais

 

El primer ministro portugués dio luz verde a la "repatriación de combatientes enemigos" desde la cárcel de Guantánamo a través de la base aérea de Lajes, bajo el criterio de caso por caso. La decisión nunca se hizo pública

 

http://www.elpais.com/documentossecretos/mapa-cables-wikileaks/

 

UPS! Lá estou eu com o meu mau feitio! Esqueci-me que este é mais um daqueles assuntos que apenas à esquerda pertence... Deus nos livre que sujemos as mãos. E Socas e Amado ficam tão bem acompanhados, assim como terão ficado Governos anteriores... E a pensar que tudo por causa de um gut feeling :P



uma psicose de jfd às 22:36
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