Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
(give me) Something to believe in

 

"Turn out the light
And what are you left with
Open up my hands
And find out they're empty
Press my face to the ground
I've got to find a reason
Just scratching around
For something to believe in"

 

Chegámos ao ponto sem retorno. Será que não há mais esperança para os portugueses, senão serem governados num clima de constante corrupção?

O mundo está a premiar corruptos e péssimos gestores e nós não somos excepção. Veremos os factos e perceberão o que quero dizer com isto.

 

Facto A: Segundo o Expresso online, a decisão de encerrar as investigações autónomas abertas em Inglaterra em 2007 foi tomada pelo Serious Fraud Office (SFO) e pela Overseas Anti-Corruption Unit. Ainda de acordo com o mesmo jornal, a decisão terá sido tomada ontem e é suscitada pela ausência de elementos suficientes para poderem constituir arguidos em Inglaterra e prosseguir com uma acusação. Deste modo, a bola fica do campo das autoridades portuguesas, que seguramente nada farão para trazer a luz da verdade ao caso no qual se suspeita a envolvência do Primeiro-Ministro José Sócrates.

 

Facto B: António Guterres encontra-se em 64º lugar no ranking da revista "Forbes" relativo às personalidade mais poderosas de todo o mundo. Sim, leram bem. Quem foi responsável por nos empurrar para uma crise económica e para o nosso problema de eleição - "o défice", é o alto comissário das Nações Unidas para os refugiados e é com esse estatuto que surge na 64ª posição. Notem que Durão Barroso não aparece nessa lista...

 

Facto C: Vítor Constâncio poderá ser o próximo vice-presidente do Banco Central Europeu. Pois é, o nosso querido Governador do Banco Português, que fecha os olhos quando o défice aumenta, que esqueceu-se de prestar atenção às discrepâncias assistidas no BCP, poderá emigrar.

 

Facto D: Após alegadas associações do Primeiro-Ministro ao processo Face Oculta, o Supremo Tribunal de Justiça, veio declarar nulidade às escutas feitas a José Sócrates e Armando Vara, um dos principais arguidos no processo. (Sim meus caros, o tal Armando Vara que teve uma pós-graduação em Gestão sem sequer ter uma licenciatura, ou que se licenciou finalmente em Relações Internacionais na Independente três dias antes de se tornar administrador da Caixa Geral de Depósitos). Mas n

ao se preocupem, porque um novo arguido, o sobrinho de Manuel José Godinho só teve de pagar uma caução de 50 mil euros...montante seguramente irrisório para quem está envolvido em negócios da mais alta corrupção no nosso país.

 

Facto E: De acordo com o que é noticiado hoje no Público, o Ministro das Obras Públicas decidiu criar um grupo de trabalho no âmbito da Inspecção-Geral de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, para o combate à corrupção, disse fonte oficial do ministro das Obras Públicas. Estas medidas consistem na constituição de comissões específicas de fiscalização e na elaboração de relatórios destinados a avaliar o eventual envolvimento de funcionários no processo “Face Oculta” e de códigos de conduta.

Enquanto o Ministério Público pede mais autonomia para investigar estes casos sem estar sujeito às várias pressões, o nosso Governo arranja a solução perfeita para dissimular os próximos casos de corrupção que eventualmente possam surgir. Chamem-me má língua, mas um Ministério sob a égide do Governo a estudar possíveis casos de corrupção é algo muito perigoso!

 

 

Por favor, providenciem-me algum argumento que justifique a minha permanência em Portugal. É que a beleza dos homens portugueses e o clima quente já não pegam...

Com um país marcadamente corrupto e com tendências a ficar ainda pior, não é uma boa morada para ninguém. Faz-me lembrar a Venezuela. Toda a gente achava o Chavéz muito querido ao princípio, mas agora que governa um país podre (como o nosso irá ficar) não há vozes dissidentes que valham porque os seus tentáculos são suficientes para asfixiar as dissonâncias.

 

 


: Aqualung - Something to believe in

uma psicose de Essi Silva às 09:23
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Do Pântano para a Ribalta!

ATENÇÃO: o post que se segue é um descarado copy&past do Negocios.pt. Quem se sentir ofendido ou incomodado favor ignorar, passar à frente ou enviar e-mail à gerência. Obrigado.

António Guterres é o único português que consta na lista das pessoas mais poderosas do mundo da revista Forbes, e surge mesmo à frente de Hugo Chavez. Barack Obama, como seria de esperar é o mais poderoso de todos.

A lista da Forbes, das pessoas mais poderosas do mundo conta com 67 personalidades, desde responsáveis governamentais a empresários.

António Guterres, ex-primeiro-ministro português e actual Alto Comissário para os Refugiados das Nações Unidas, surge em 64ª posição, à frente de Hugo Chavez, presidente da Venezuela e que ocupa o último lugar.

A liderar a lista está, como seria de esperar o presidente dos EUA, Barack Obama, seguido pelo presidente da China, Hu Jintao, e pelo primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin.

Na lista ainda nomes como o Papa Benedicto XVI, os presidentes das autoridade monetárias norte-americana e da Zona Euro, Ben Bernanke e Jean-Claude Trichet e Osama bin Laden, entre outros.



uma psicose de jfd às 01:17
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
Pica Pica

 

A Gripe A anda por aí. As temperaturas desceram, o tempo frio e a chuva trazem naturalmente o aumento de pessoas com a doença da moda. Depois do pico de Verão, estamos a assistir a um aumento galopante de pessoas a ficarem doentes. Já todos temos alguém que conhecemos que já tem, já teve ou conhece alguém que apanhou também.

 

Porém, existe uma histeria no que diz respeito às vacinas contra a gripe. Ora, se estão disponíveis, se podem prevenir o que se passa com as pessoas? Vai doer o braço? Fica um pouco sensível depois de levar a pica? Acho de tremenda irresponsabilidade as pessoas que podendo, não avançam para a vacinação. Irresponsabilidade igual a pessoas que com os primeiros índicios, com febre e tosses andam por aí a conviver com todos, como se nada fosse. E são muitos!



uma psicose de Diogo Agostinho às 10:28
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Ice Queen - As rainhas de gelo não existem só nas Crónicas de Narnia...

 

 

 

Estou preocupada com o sistema educativo.

Sou duma geração de facilitismo, admito. A minha vida (profissional e social) será significativamente mais difícil à custa desse pormenor. Mas preocupo-me mais com as gerações vindouras.

O meu professor de Teoria Geral do Negócio Jurídico (essa cadeira estranha da Univ. Católica Portuguesa) ficou chocado por ter de andar aos gritos com colegas meus que são absolutamente indisciplinados, mas o ano que sucede o meu é bem pior. A relação professor - aluno alterou-se drasticamente ao longo dos anos. O que nos remete para a minha preocupação.


Temos uma nova ministra da Educação. Há alguns anos foi convidada pelo externato onde estudei para falar da colecção de livros dos quais é Co-autora - a colecção Uma Aventura. Na altura era miudinha, mas lembro-me de ficar chocada com a frieza que a escritora e professora demonstrou. Para as câmaras era uma pessoa, para o resto era outra. Espero estar enganada, mas Isabel Alçada parece-me ser mais uma Ministra da Educação autista, que só vive no seu mundo. Mas com um detalhe pior: é mais cínica que a sua antecessora.


Hoje, na primeira conferência de imprensa depois de tomar posse como ministra da Educação e após reuniões com organizações sindicais de professores, declarou que não haverá suspensão do actual ciclo avaliativo. E que em relação ao próximo, o Ministério da Educação irá comunicar com as escolas para que “não haja trabalho que não corresponda às necessidades efectivas, que não tenha consequências”.


Por mais que concorde ou discorde do modelo de avaliação dos professores, acontece que quem sai mais prejudicado são os alunos. Os impasses não beneficiam os professores e estes últimos não são máquinas ao ponto de serem objectivos e agirem como se tudo estivesse bem. Das duas uma: ou os professores são sobrecarregados com trabalho ou os alunos passam com mais facilidade para que a avaliação seja melhor. Quantidade acima de qualidade. Assim, por mais licenciados que o país tenha, de nada adianta já que o ensino básico facilita e o secundário também, logo as faculdades que só subsistem financeiramente da quantidade também terão de facilitar.


Para terem noção, metade dos meus professores do secundário reformaram-se, alguns até antecipadamente. A Escola Secundária Rainha D. Leonor está um caos este ano, com professores a entrarem dia sim-dia não. Quem sofre com esta instabilidade são os alunos, cujo programa já é fácil e que é sucessivamente mais facilitado pela falta de "estofo" dos professores para aguentarem a actual situação.


Mais que lutar por um modelo de avaliação de professores, temos de desenvolver um sistema que potencie a qualidade do ensino, a qualidade dos nossos estudantes, a qualidade do nosso Futuro! Isto porque há muito bons professores e outros muito muito maus. E o pior é que o problema está na sua própria formação, carácter e no sistema de ensino que o Governo socialista tem propagandeado - quantidade antes da qualidade!



uma psicose de Essi Silva às 23:56
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Olha quem acredita no Pai Natal!!!!

O ex-ministro do PSD Morais Sarmento considerou no programa ‘Falar Claro, da Rádio Renascença, que as escutas feitas pela Polícia Judiciária ao administrador do Millenium BCP Armando Vara, no âmbito do processo ‘Face Oculta’ podem ser mais graves do que aquelas que foram reveladas até agora e que podem ainda ter implicações noutros processos já abertos.
No mesmo programa, o histórico socialista Vera Jardim sustentou que o envolvimento de membros do PS neste processo não colocam em causa a credibilidade do partido.

 

CM

Interessante esta visão de Vera Jardim. E preocupante a de Morais Sarmento. Ora vejamos, hoje já saem mais notícias de que coisa já chegou ao CDS, dias faltarão para chegar ao PSD, pois sejamos realistas, bandidos estão em todo o lado. A questão é, como vamos lidar com o primeiro e verdadeiro mediático caso de corrupção em Portugal? É que perdeu-se a vergonha!

Até agora foi tudo brincadeira de meninos, e o único condenado por corrupção, ao que que sei, como teve a mão de Sá Fernandes pelo meio não soube a quase nada...

Por mim é prisão com todos e com penas pesadas. E que seja exaustivamente discutido nos media para que todos sejam escandalosamente explorados e colocados em praça pública como os ladrões que são.

Precisamos de purgar em Portugal esta gente que navega e comanda as esferas do poder; do lícito e do ilícito. Precisamos mudar e correr com esta gente que vive à custa de favores e que tem carreiras meteóricas cujo fuel é nada vezes nada elevado a mais nada!

 



uma psicose de jfd às 07:42
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Quem fala assim...diz tudo!

 

 

Conheço Armando Vara e tenho-o em boa consideração. Acho que é um bom profissional. Foi um bom administrador da CGD e está a ser um bom administrador do Millennium BCP.

 

Não! Não é uma frase de José Sócrates a falar do seu amigo Vara. Não. Não é um camarada boy lá do burgo. É sim Martins da Cruz. O senhor que saiu do Governo de Durão depois de...bem depois de todo o profissionalismo que se conheceu!

 

Palavras para quê?



uma psicose de Diogo Agostinho às 17:15
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FAZ-ME LEMBRAR ALGO...O QUE SERÁ?

                                                        

 

Acabei de ler, esta madrugada, um livro recentemente lançado no mercado português e que sugiro pelo seu simbolismo histórico e actualidade - " Os Diários de Ronald Reagan".

 

Reagan é um dos presidentes mais amados pelos norte-americanos. Pela sua coragem cívica (californiano, era actor, começa a sua carreira política com Barry Goldwater e o movimento neo-conservador que então despontava, chegando pouco depois a Governador da Califórnia), pelo seu tremendo e inigualável sentido de humor, pela serenidade e capacidade de decisão. Restaurou a confiança na nação americana, assente nos seus valores culturais, na modernizaçao e capacidade de enfrentar a  ameaça soviética dentro dos limites do razoável, evitando  ctástrofe mundial. Hoje, volvidos vinte anos da queda do muro de Berlim, convém assinalar o contributo de Reagan para terminar com a divisão da Alemanha que era o reflexo da divisão do mundo em dois blocos político-económicos antagónicos: o bloco ocidental e o bloco comunista. Apesar de alguns economistas apontarem a política do reaganomics como uma das causas da crise que vivemos, não podemos deixar de referir o valioso legado que deixou ao mundo: a liberdade.

 

No diário de Reagan, encontramos referências ao nosso país, como a qualificação de Mário Soares como um socilaista anti-comunista e pró-americano ou a perspectiva do então Primeiro-Ministro Francisco Pinto Balsemão sobre o futuro político das ex-colónias portuguesas de África. E tece rasgados elogios ao país, comparando-o à "sua Califórnia".

 

Mas o que mais me prendeu a atenção foi a citação da tirada que teve no debate para as eleições presidenciais de 1984, contra o candidato democrata, Walter Mondale. Este último assentou a sua estratégia eleitoral na sua juventude contraposta à idade que representava o passado de Reagan. Ora, o Presidente Republicano acabou com a questão com esta frase reveladora da sua argúcia política (e tão sensata!): " Não irei fazer da idade um tema desta campanha. Não irei criticar ou explorar para fins eleitorais a juventude e a inexperiência do meu adversário".

 

De repente, esta frase fez-me sair dos Estados Unidos da América da década de 80 para voltar a Portugal de 2009. Aquela frase de Reagan não vos faz lembrar nada? Pista: Partido Social-Democrata, futuras eleições directas. Um candidato que recorre aos seus 40 anos como principal trunfo político. Nos EUA, correu mal. E pressinto que , pela sua fragilidade, em Porugal terá o mesmo caminho... 

 

Então, já descobriram? Pois, é por demais evidente... 



uma psicose de João Lemos Esteves às 15:01
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Loja Jurídica

 

Abriu em 2006 a primeira Loja Jurídica, conceito que em nada difere das normais sociedades de advogados, simplesmente é mais eficaz no que respeita à captação de clientela pois é orientada, pela sua localização, para espaços comerciais.
 
Assim, Loja Jurídica é mesmo só de nome, porque na verdade trata-se de uma sociedade de advogados como todas as outras que conhecemos. A questão que me leva a escrever é o motivo do parecer desfavorável emitido pela Ordem dos Advogados em 2007, que considerava que esta configuração de escritório banalizava o exercício da profissão tornando-a indigna (eventualmente).
 
A este propósito lembro-me de um colega que em tempos esteve em Nova Iorque e ao sair do Metro deparou-se com um cartaz onde se aludia a um medicamento contra a Gripe que havia sido retirado do mercado por conter substâncias nocivas. O desconhecimento dos seus efeitos secundários era a causa do anúncio pois que a sociedade investiu em estudos sobre as mesmas disponibilizando-os a quem tomara esse medicamento para patrocinar acção contra a farmacêutica.
 
Ora, cá em Portugal, onde tal forma de publicidade é proibida pelo EOA, ninguém seria informado sobre a existência desse estudo e não se veria ressarcido pelos efeitos secundários provocados por tal medicamento porque, para proteger a chamada “dignidade” da profissão restringir-se-ia a informação.
 
A profissão de advogado é, cada vez mais, um negócio como qualquer outro e nem por isso é indigno. A falta de dignidade não decorre da publicidade desta actividade tanto quanto pela forma como alguns a exercem. Ou um médico que trabalha na Medis é menos digno que o que trabalha num hospital Público?
 
Facilitar a publicidade dos escritórios de advogados é precisamente melhorar e aumentar a concorrência livre no sector; é informar o público dos seus direitos; é facilitar o acesso à justiça. E nem se pense que a ser assim os Tribunais entupiriam. Primeiro porque esse argumento é administrativo e não jurídico e depois porque a última vez que ouvi tal argumento foi a propósito do art.º 2º nº 4 do Código Penal e já foi revogado precisamente por falta de sustentabilidade do argumento.

 

Tiago Sousa Dias

 



uma psicose de PsicoConvidado às 09:06
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Domingo, 8 de Novembro de 2009
A Igreja Católica é Uma Entidade Positiva no Mundo (?)


 

 

Partes 2, 3, 4 e 5 em baixo:

 

http://www.youtube.com/watch?v=_9EDSKrC8bg

 

http://www.youtube.com/watch?v=kvDz9_5me74

 

http://www.youtube.com/watch?v=U0HnNuVVNAQ

 

http://www.youtube.com/watch?v=Qv8LEejj2rQ

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 22:31
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Sábado, 7 de Novembro de 2009
And Now for Something Completely Different


uma psicose de Paulo Colaço às 03:24
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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
António Costa - Tretómetro

 

Não percebo como ninguém se insurge contra o facciosismo do António Costa na Quadratura. É gritante! Não só se recusa a criticar o PS como ainda por cima tenta fazer passar a ideia de que os outros é que são parciais. A atitude de A.C. é inqualificável!

O pior é que nunca ninguém confronta António Costa com o facto de defender o PS incondicionalmente e de fazer propaganda no programa!

 

  • Treta nº 1 = "o PSD não apresenta alternativas" -  António Costa
  1. O PSD critica o irrealismo do programa, logo quer algo concretizável. A alternativa é o governo falar na dívida externa e não a agravar mais !

 

  • Treta nº 2 = "O Pacheco Pereira foi enlamear o debate na Assembleia da República" - António Costa
  1. Pacheco Pereira apenas chamou à responsabilidade os dirigentes políticos que nomearam para cargos públicos e com base na confiança política, aqueles outros que são agora acusados e suspeitos... Então mas um político não é suposto responsabilizar-se pelas nomeações que faz?! Essa agora....

 

  • Treta nº 3 = "O Pacheco Pereira não quer combater a corrupção" - António Costa
  1. Pois não, por isso é que escreve sobre corrupção há décadas e condena recorrentemente tais práticas no próprio partido. Bestial que diametralmente, António Costa NEGUE que haja corrupção no PS...

 

  • Treta nº 4 = "PachecoPereira tem dois pesos e duas medidas" - António Costa
  1. Antes de mais, isto vindo da personalidade que tem a cara a servir de ilustração à definição de hipocrisia no dicionário... ; Depois, deve ser por isso que grande parte do PSD odeia Pacheco Pereira... ; Finalmente, António Costa, a última crítica que se lhe viu fazer ao PS, foi o reconhecimento do Kosovo ............................... sim, eu ainda me lembro..

 

  • Treta nº 5 = "PachecoPereira disse que o BPN era uma tentativa do PS atacar o PSD" - António Costa
  1. JPP critica sim, o facto de o PS não ter também responsabilizado o Banco de Portugal, e de PSs apelarem à demissão de Dias Loureiro mas não de Lopes da Mota.

 

  • Treta nº 6 = "Foi sob governos PS que foram criados instrumentos contra a corrupção" - António Costa
  1. http://bit.ly/1LJ2Sg  Mas foi o PSD que decidiu privatizar companhias estatais que eram autênticos feudos de boys partidários...


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:51
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Mais uma cabala?

Escutas telefónicas envolvem Sócrates e Vara

 

As conversas telefónicas entre o primeiro-ministro José Sócrates e o antigo vice-presidente do BCP e arguido no processo 'Face Oculta', foram interceptadas nas escutas telefónicas efectuadas pela Polícia Judiciária, avança esta sexta-feira o semanário 'Sol'.

 Uma das conversas interceptadas, de acordo com a publicação, diz respeito à venda da TVI pelos espanhóis da Prisa.

 

Depois da licenciatura, depois dos famosos projectos de engenharia, depois do caso Freeport, depois de tudo o que se disse e do que se escreveu sobre tudo e mais alguma coisa, surge agora a Face Oculta associada a José Sócrates. Posto isto, querem ver que Sócrates é um mártir? Sinceramente, eu não acredito.



uma psicose de Luís Nogueira às 10:20
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Rendimento Social de Exclusão

 

 
Henrique Raposo, in Expresso

"No ano passado, a violência rebentou na Quinta da Fonte. Agora, a Bela Vista é o novo cenário da dita violência. Quando estalam estes focos de caos suburbano, o país inteiro tem a mania de pedir explicações ao ministro da Administração Interna. Onde estão os polícias? Onde está a firmeza policial? Estas preocupações são importantes, mas estão situadas a jusante. A montante, o país esquece-se sempre de pedir explicações a outro ministro, o ministro da Segurança Social. Aquilo que está em causa na Bela Vista é a eficácia das políticas sociais, sobretudo do Rendimento Social de Inserção (RSI). 

Nas Belas Vistas e nas Quintas das Fontes, a solução não passa por mais polícia, mas sim por menos subsídios. As pessoas acomodam-se ao RSI.

Este tipo de subsídio acaba por criar um ambiente de impunidade e de ausência de responsabilidade, que funciona como a antecâmara perfeita para o vandalismo juvenil. Nestes bairros, os filhos comportam-se como vândalos, porque os pais são tratados como crianças pelo Estado. Se calhar, já vai sendo tempo de tratar estas pessoas como adultos. Estas pessoas têm de ser tratadas como cidadãos, e não como cidadãos-crianças. Enquanto tiverem uma mesada assegurada (RSI), estas pessoas precisarão sempre de uma babysitter permanente (polícia em cada rua). Por outras palavras, é preciso acabar com a lógica do 'coitadinho'. 

O percurso dos 'coitadinhos' que vandalizam as Belas Vistas e as Quintas das Fontes é sempre o mesmo. Na escola, o 'coitadinho' bate na professora, mas como é 'coitadinho' nada lhe acontece. Na rua, o 'coitadinho' rouba uma criança 'não-coitadinha', mas como é um 'coitadinho-menor' fica impune. Quando chega a casa, o 'coitadinho-filho' repara que o 'coitadinho-pai' não paga a renda, a luz e a água. Ainda por cima, o 'coitadinho-filho' vê que este comportamento compensa, dado que o 'coitadinho-pai' continua a receber o cheque mensal do RSI. Ora, se as diversas faces do Estado (escola, polícia, município, segurança social, etc.), tratam estas pessoas como crianças durante o dia, então elas vão agir como crianças durante a noite: daí a destruição dos carros dos vizinhos, daí a queima de caixotes do lixo, daí os ataques a bombeiros e polícias - os desportos noctívagos dos cidadãos-crianças

A causa deste vandalismo não é a pobreza per se. O 'pobre' não é um vândalo em potência. A causa desta barbárie suburbana é a falta de uma cultura de responsabilidade. A identidade destes jovens suportados pelo RSI constrói-se em redor do desprezo pelo trabalho. Aquele que trabalha das 9 às 5 só pode ser um 'otário', aos olhos destes gazeteiros. Aliás, "trabalho é p'ra totós" é o slogan que sustenta a identidade dos gangues suburbanos. E o pior é que esta cultura é financiada pelo Estado. A montante desta violência mediática encontramos um silencioso processo de infantilização, que é normalmente mascarado pela expressão 'Rendimento Social de Inserção'. Sucede que esta coisa tem muito pouco de inserção. O RSI é, na verdade, um Rendimento Social de Exclusão.

Existe uma relação entre o RSI e a exclusão social. Os 'piores' vêm sempre de famílias encostadas ao subsídio. Lamento, mas é assim. Não me odeiem por eu dizer isto. Odeiem a realidade, porque eu estou apenas a apontar para um facto. Não acreditam? Então experimentem fazer antropologia suburbana durante quinze dias".

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 08:41
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Vaga pelos ASD!

Atenção! Quem não gosta de noticias sobre o PSD, a questão da liderança e os estragos que a vaga de fundo Marcelista (não desejada) anda a fazer, é só passar à frente!

A leitura NÃO É obrigatória!

 

"Há autarcas que estão a convocar presidentes de câmara para jantares ou almoços para debater a situação interna do PSD, mas os Autarcas Sociais-Democratas (ASD) não se deixam instrumentalizar", avisou ontem Manuel Frexes, presidente da Câmara do Fundão e presidente dos ASD.
Instado pelo CM a revelar quem são os autores desses convites, Frexes nomeou Carlos Pinto, autarca do Fundão e alegado impulsionador da candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa à liderança do PSD. Manuel Frexes adiantou que o convite de Carlos Pinto era para um almoço amanhã na Covilhã e foi dirigido a vários autarcas. Contudo, observou, 'a maior parte dos autarcas não irá para que não seja instrumentalizada'.

Fernando Costa, autarca das Caldas da Rainha, foi convidado, mas declinou por 'incompatibilidade de agenda' e por considerar que as questões da 'vida interna do PSD, no que respeita aos seus autarcas, deve ser colocada em sede própria, nos ASD'. Também Carlos Marta, de Tondela, recusou o convite, sublinhando que 'os autarcas não se devem imiscuir' na disputa pela liderança do PSD. A este propósito, os ASD emitiram ontem um comunicado, onde avisam ser 'absolutamente essencial que os autarcas não se envolvam na contenda eleitoral interna'.

Em declarações ao CM, Carlos Pinto diz-se surpreendido com o comunicado, dado que o almoço 'é de amigos com política à sobremesa'. Negou que seja um almoço de apoio a Marcelo, pois o convite é para 'discutir ideias e projectos e não nomes'. Carlos Pinto diz que almoço se mantém e estão confirmados dezenas de autarcas.

CM



uma psicose de jfd às 06:56
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Com uma energia diferente...

Foi o primeiro discurso de Ferreira Leite na actual legislatura.

 

Começou hoje o primeiro debate da Legislatura, 39 dias depois das eleições e 29 dias depois dos deputados terem tomados posse.

 

Hoje, assistimos ao início da vitimização de Sócrates. Vem aí um Primeiro-Ministro que quer dialogar, mas não sabe dialogar. Irrita-se, responde com uma arrogância que lhe é inerente.

 

Mas, destaco hoje a actuação da Dra. Manuela Ferreira Leite, sobretudo na parte da tarde. Esteve com energia, com capacidade de resposta. Fez-me lembrar a Ministra de Estado e das Finanças dos tempos de Durão Barroso, que encostava o PS às cordas. Vi hoje uma Manuela Ferreira Leite que não esteve na última campanha para as legislativas.



uma psicose de Diogo Agostinho às 17:42
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Funcionários Públicos em Portimão

 

 

De facto, basta existir imaginação, o resto vem de arrasto! O vídeo está qualquer coisa.

 



uma psicose de Diogo Agostinho às 17:38
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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
momento off topic: Se...

 Se és homem para arriscar todos os teus haveres

num lance corajoso alheio ao resultado

e calando em ti mesmo a mágoa de perderes

voltas a palmilhar todo o caminho andado;

Se podes ver por terra as obras que fizeste

vaiadas por malsins, desorientando o povo,

e sem dizer palavra e sem um termo agreste

voltares ao princípio a construir de novo;


Se podes obrigar o coração e os músculos

a renovar o esforço há muito vacilante

quando já no teu corpo afogado em crepúsculos

só existe a vontade a comandar “Avante!”;

Se vivendo entre o povo és virtuoso e nobre

ou vivendo entre os reis conservas a humildade;

Se inimigo ou amigo o poderoso e o pobre

são iguais para ti à luz da eternidade


Se quem conta contigo encontra mais que a conta;

Se podes empregar os sessenta segundos

de um minuto que passa em obra de tal monta

que o minuto se espraie em séculos fecundos,

então, ó Ser Sublime, o mundo inteiro é teu

Já dominaste os reis, os tempos e os espaços;

Mas, inda para além, um novo Sol rompeu,

abrindo um infinito ao rumo dos teus passos;


Pairando numa esfera acima deste plano,

sem recear jamais que os erros te retomem,

quando já nada houver em ti que seja humano

alegra-te, meu filho, então serás um HOMEM.

Rudyard Kipling


:

uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 13:26
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Sim e Sim

O PS, agora pela voz do seu novo líder parlamentar, Francisco Assis, rejeita a ideia de um referendo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Entendo que uma mudança destas na sociedade não pode ter lugar sem uma participação directa da mesma.

Não se trata de criar mais um sinal de trânsito nem de uma alteração ao Regime de Arrendamento Florestal.

É uma mudança profunda na sociedade portuguesa e que a simples menção no programa eleitoral do partido mais votado não é indicador de uma concordância da população.

Eu voto Sim ao referendo e votaria Sim no referendo.

 



uma psicose de Paulo Colaço às 13:09
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Um Governo com medo e a uma só voz

 

"José Sócrates quer levar legislatura até ao fim"

 

"Com certeza, é um Governo preparado para cumprir o mandato dos portugueses, que é um mandato de legislatura e portanto para quatro anos" - Pedro Silva Pereira, Ministro da Presidência.

 

"Todos os governos são para quatro anos. São eleitos para isso" - Helena André, Ministra do Trabalho e da Solidariedade.

 

"Não podemos pensar, com uma crise como aquela que estamos a passar em termos nacionais e internacionais, que podemos partir para este trabalho com outra ideia que não seja a da norma da democracia, ou seja, o cumprimento da legislatura" - Vieira da Silva, Ministro da Economia, Inovação e Desenvolvimento.

 

O Governo socialista de José Sócrates tem medo do quê? De não conseguir governar sem maioria absoluta? Qual é a razão de tantos "recados"? Estaremos perante uma estratégia de vitimização?



uma psicose de Luís Nogueira às 10:18
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Um ano depois...

 

Foi há um ano, que os Estados Unidos da América escolheram Barack Obama como o novo inquilino da Casa Branca.

 

Um ano depois, o político que preconizava a mudança na grande potência mundial vê que de facto, as teias do status quo não são assim tão susceptíveis de mudança.

 

Obama assumiu a Presidência depois de 8 anos de grande tensão e confronto. Hoje, sente-se um enorme degelo de relações entre os EUA e o resto do Mundo. Neste ano, a reforma da saúde foi e é a grande batalha que Obama trava. No que diz respeito às Guerras em que Bush colocou os EUA, a retirada parece estar longe. Outra coisa não seria de esperar. O aumento de tropas no Afeganistão demonstra que naquele território a paz não vai ser fácil sem o envolvimento de mais meios e sobretudo sem apoio de outros países. 

 

Obama foi, de facto, uma lufada de ar fresco, um orador brilhante, um político que tocou nas pessoas. Porém, hoje não podemos dizer que a política norte-americana mudou radicalmente. Existem algumas tentativas de mudança. Espero que não se deslumbre com o título de Nobel.



uma psicose de Diogo Agostinho às 10:10
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Terça-feira, 3 de Novembro de 2009
A Força das Convicções: António Lobo Antunes, a genialidade da escrita, a humildade de vida
 
Amado. Odiado. António Lobo Antunes é um nome incontornável da Literatura Portuguesa.
Há cerca de duas semanas, com o pretexto de falar sobre o seu mais recente livro, “Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar?”, numa altura em que comemora 30 anos de vida literária, António Lobo Antunes concede uma Grande entrevista a Judite de Sousa.
Não é para o novo livro de António Lobo Antunes que chamo a vossa atenção, mas para o Homem. Um Homem que fala se si como poucos fazem. Um Homem que afirma haver pessoas perante a grandeza sente vontade de se ajoelhar, e que o seu interesse último é estar mais próximo do coração da vida.
 “(Judite de Sousa) Já depois da operação, teve de fazer tratamentos no Hospital de Santa Maria.
(António Lobo Antunes) …cruzei-me na sala de espera com um senhor de muita idade que vinha de ambulância do Alentejo para sessões de radioterapia. Um homem muito magro pela doença, um camponês. Mas, como vinha ao hospital e ao médico trazia o melhor fato, um fato que estava cheio de manchas. Não tinha gravata. E quando o chamavam, ele avançava como um príncipe. E naquele colarinho abotoado vi a gravata mais bonita da minha vida.”
O excerto que transcrevo, só o acaso fez com que não o encontrássemos entre as páginas de um livro seu.

 

 



uma psicose de Elsa Picão às 22:22
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Há pessoas com demasiado tempo livre...

A presença de crucifixos nas salas de aula é "uma violação do direito dos pais de educar os seus filhos de acordo com as suas convicções" e "uma violação da liberdade religiosa dos estudantes". Esta foi a deliberação do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em Estrasburgo.

 

Pela primeira vez, numa decisão histórica, o tribunal decidiu sobre a presença de símbolos religiosos nas escolas. A decisão surge na sequência de uma queixa de um cidadão italiano que em 2002 pediu aos dirigentes do Instituto Público, onde o filho estudava, que fossem retirados os crucifixos. Perante a recusa, recorreu - também sem êxito - para os tribunais italianos.

Mas havia qualquer problema em ter crucifixos em algumas salas, tendo em conta toda a nossa herança judaico-cristã..? Não defendo que lá devam estar, mas recorrer ao TEDH devido a tal..? 

É a presença de um  cruxifico que faz com que se viole o "direito dos pais de educar os seus filhos de acordo com as suas convicções" assim como a "liberdade religiosa dos estudantes"..?



uma psicose de nunodc às 16:00
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PsicoEvento em Oeiras

 

É já no próximo dia 19 de Novembro. Para analisarmos a evolução das Políticas de Juventude do nosso País e debatermos o actual estado dessas mesmas políticas hoje em dia.

 

Os nossos oradores foram Secretários de Estado da Juventude em Governos e épocas diferentes.

 

Uma parceria Psicolaranja e JSD/Oeiras!



uma psicose de Diogo Agostinho às 11:15
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Sem surpresas, com transparência

 

Deveriam os partidos anunciar antes das eleições legislativas quem serão os seus principais ministros?



uma psicose de Rui Cepeda às 03:22
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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
Face oculta!?!?

 

  

Anda para aí uma coisa nova de nome Face Oculta...

Tenho tido imenso trabalho, não ando muito ligado, mas fico muito triste de ver que por aqui (também) nada se passa....

Estranho não é??? A que se deverá tanto silêncio??? Ou agora obedecem todos ao segredo de justiça!?!?!?



uma psicose de jfd às 20:46
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Ringue de Ideias do PSD: Macário Correia

 

O PSD tem sofrido, ao longo dos últimos anos, do vírus da opressão das facções que elegeram as querelas intestinas como o rumo pelo qual se regem as suas escolhas políticas. Estas facções, em muitos casos, repelem ponderações éticas e o imprescindível dever de solidariedade e lealdade de quem carrega o fardo de conduzir o PSD a vitórias eleitorais. Premissa primeira, se quisermos construir um projecto político alternativo, credível e que reivindique o melhor dos portugueses, gerando um clima de confiança, ambição e credibilidade temos que inocular definitivamente este vírus, cuja raiz está impregnada em relevantes sectores do PSD.

 

O PSD demitiu-se de discutir, pensar e reflectir o país a uma só voz, alimentou uma cenografia em que sucessivos líderes, ao arrepio da estabilidade institucional exigível, procuravam reinventar a linha de orientação estratégica do partido, esforços que soçobraram perante uma deriva autofágica. Ás oposições no seio do partido compete assegurar o debate construtivo, criterioso e profícuo, com suficiente maturação estratégica, promovendo a coesão e valorizando a unidade no respeito pelos mais elementares deveres de militância. Temos que tentar ultrapassar esta entropia. Furar o casulo a que penosamente nos temos remetido e olhar, com acuidade e perspicácia para Portugal, porque, em 34 anos galgados sobre o 25 de Abril, fomos sempre nós que engendramos a modernização do país, estimulamos os maiores índices de desenvolvimento económico e social, demos um precioso auxílio para sacudir da jurisdição do Estado obrigações que estorvavam as energias da sociedade, a desgastavam e surgiam como um anacronismo, que era agente de atraso e decadência. Superámos, lado a lado com os portugueses, muitos destes obstáculos. Não há razão para o não continuarmos a fazer, até porque o PSD transporta o gérmen do reformismo, inevitável com vista a promover um Estado eficiente e que faça bem aquilo que tem que fazer, ao invés de persistir em querer fazer tudo, o que é um alimento para uma máquina burocrática voraz, pesada, desresponsabilizante e que nunca está saciada com o volume de impostos que reúne.

 

O PS nunca conseguirá reformar o Estado. Na legislatura que ora findou, afora assomos reformistas de perímetro circunscrito, nada de verdadeiramente determinante se fez. Optou-se pelos resultados estatisticamente tratados, em detrimento do combate à medula das questões. Esta, como todas as tarefas árduas e que promovem um país mais justo e equilibrado, com maior escrutínio político e responsabilidade dos decisores, só se consegue pela força do PSD e não com encenações mediáticas que não são mais do que a adesão a uma visão estéril, ilusória e que não liberta o pais da miséria económico-social que o tem afligido, porque não lida com os aspectos fulcrais que devem merecer pronta actuação do governo:

-A Regionalização, para tornar o país mais democrático e melhor estruturar a administração;

-A Justiça, para que se cumpra a igualdade de oportunidades e se penalize quem se aproveita do clima de impunidade vigente;

-A Educação, com disciplina, exigência e alinhado com os vectores de desenvolvimento económico, etc. São estas, entre outras, matérias cruciais que espelham o declínio de Portugal. E, para isso, o PSD, num registo sereno, responsável, empenhando-se na selecção dos seus melhores, pode reflectir sobre um país órfão de liderança política há mais de 15 anos e, para além dos deveres de fiscalização governativa que o recente acto eleitoral nos cedeu, fabricar, passo a passo, com coerência e estabilidade programática, um núcleo estruturante de posições aglutinadoras que constituam o cerne do futuro programa eleitoral do PSD. Primeiro, todavia, temos que endereçar as questões internas, saber, com honestidade intelectual e sensatez democrática, obedecer aos mandatos que os militantes outorgam ás direcções políticas. Sem isso, nada feito. Com isso, teremos visão, perseverança, quadros competentes e qualificados para decifrar as necessidades do país e subscreveremos um catálogo de medidas que sejam a força motriz da mudança, modernidade e desenvolvimento de Portugal.

 

José Macário Correia



uma psicose de PsicoConvidado às 16:43
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Não se esconda...

 

 “Acha que Passos Coelho sai da posição que teve e os apoiantes de Manuela Ferreira Leite dão a mão a Pedro Passos Coelho? Eu não”,

 

Não entendo. Sinceramente, quando alguém acredita que deve ser alternativa, avança! Eu não compreendo, porque raio o Pedro Passos Coelho, o Castanheira de Barros ou o Paulo Rangel devem abdicar em nome de uma única candidatura.

 

Muito se tem falado na falta de debate de ideias. Mas, o debate de ideias, por vezes também assenta no debate de pessoas.

 

Acho que Marcelo Rebelo de Sousa, não se deve esconder. Quem quer liderar o Partido deve-se assumir. Assumir com vontade a candidatura e apresentar um projecto. E estar disponível para o confronto com ideias diferentes.



uma psicose de Diogo Agostinho às 14:16
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O tamanho meus senhores, o tamanho!

 Aqui há uns meses fiz um ponto no meu blog pessoal: um dos problemas fundamentais da banca norte americana, senão o maior, não era a solvência do sistema como um todo mas sim a excessiva concentração do sector.

 

Para se ter noção da dimensão do problema, os EUA tem pouco menos de 10 mil instituições bancárias. Na altura - estavamos em Março de 2009 - este era um dos argumentos para não se nacionalizar e separar bancos de activos "problemáticos": havia bancos a mais, não era possivel seguir o "plano sueco" [A suecia é um case study em como resolver crises bancárias: entrar, separar bancos à força, desfazer posições, voltar a privatizar]. Foi um dos argumentos que sustentou os bailouts dos Sec. Estado do Tesouro Paulson (Republicano - administração Bush) e Geitner (Democrata - administração Obama). 

 

Na altura alguns argumentaram, em vão, que não eram 10 mil bancos que estavam em causa, mas sim 10! Que este "Top10" detinha quase 50 por cento de todos os depósitos bancários, e detinham também a grande parte do risco nos seus balanços. Que era este "Top 10" que estava a ameaçar o sistema. E, o argumento tinha várias conclusões lógicas: a primeira era que o rumo que se estava a seguir (Bush e Obama!) ia exacerbar o problema (tornando bancos grandes ainda maiores) e ia "estrangular" os bancos pequenos saudáveis. Ao ajudar os bancos grandes - grandes em tamanho e contribuições para o Congresso - fez-se a vida mais dificil para a gestão de bancos prudentes: afinal, de que serve ser prudente, quando é uma questão de cara ou coroa? Cara ganha o gestor, Coroa perde o contribuinte. 

 

Duas administrações cairam no mesmo erro. E continuam a persistir nesse erro focando atenção onde ela não é necessária. Um exemplo: Bonus dos gestores. O problema de risco excessivo não veio dai, mas sim do facto de qualquer gestor da Goldman Sachs ou Citigroup sabia o que mercado também sabia: se correr mal, alguém paga a factura! 

 

Senhores, o tamanho importa! E historicamente, isto não é o "capitalismo americano"! Muito pelo contrário. Desde a sua fundação, o povo e a classe política são, ou eram, endemicamente hostis a grandes bancos. É por isso, meus senhores, que os maiores mercados de obrigações do mundo são os americanos: Não havendo grandes bancos, nenhum tinha capacidade para fazer financiamentos grandes sozinho, logo teve de se desenvolver um mercado onde os bancos pudessem dispersar os financiamentos! É por isso que o sistema financeiro americano é tão diferente do europeu: o último é concentrado na Banca, o primeiro é concentrado em mercados descentralizados! Isto só se inverte na década de 80, com o "salvamento do Citigroup e Companhia" na crise de dívida sul americana, salvamento esse promovido por sua excelência, o "Maestro" Greenspan.

 

Moral da história:

Paremos lá os desvios "turisticos". Enquanto não se partir o Top10 - que neste momento é mais Top3, com o Citigroup, Goldman Sachs e JP Morgan a concentrarem a maior parte do risco para o sistema nos seus balanços - não há recuperação sustentável do sistema bancário como um todo. E enquanto não existir esta recuperação, os mercados de crédito não voltaram à sua função normal de intermediação de poupança e consumo. Logo continuaremos a ver uma economia americana (e mundial por arrasto) disfuncional, ligada às maquinas de taxas de juro a zero (que, já agora, estão a financiar uma enorme bolha global ... e não vai ser bonito de a ver rebentar) e "estimulos temporários".

 

O tamanho, em banca, importa!


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uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 11:52
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