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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

O papel da igreja

Paulo Colaço, 18.10.06

Um artigo de Sandra Pimentel
 
Há notícias que temos que ler e reler para acreditarmos. Não obstante as convicções religiosas de cada um, o que é facto há-de ser sempre facto, e não vejo como desmenti-lo. Li no Diário de Notícias de hoje a seguinte notícia, relativamente ao referendo ao aborto: “Os bispos portugueses (…) já decidiram que a Igreja vai dar orientações de sentido de voto aos fiéis”. Logo aqui não concordo, mas respeito. O mais extraordinário vem a seguir, declarações do secretário da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Carlos Azevedo: "os fiéis terão uma orientação muito clara sobre qual deverá ser o seu sentido de voto", acrescentando depois que "não se trata de uma campanha política ou de uma questão apenas religiosa. É fundamentalmente uma questão de consciência".
Eu pergunto: se os fiéis terão uma orientação muito clara no sentido de voto naquela que é uma questão de consciência, então a igreja admite aqui, sem margem para outras leituras, que quer orientar a consciência dos seus fiéis.
E ainda dizem que a igreja não representa uma forma (inequívoca!) de manipulação humana…

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