Quinta-feira, 1 de Maio de 2008
É a vez do futuro!!!
Pedro Passos Coelho é candidato a Presidente do Partido Social Democrata.
Assisti à apresentação da sua candidatura. Foi uma apresentação sóbria, com uma mensagem convicta. Assenta em valores que me fizeram acreditar na mensagem de esperança, renovação e de futuro.
Não menosprezando o grande passado do nosso mui amado partido, centrou-se no que aí vem. As suas declarações estão amplamente divulgadas, e já foram debatidas por todos os pundits do costume. Os dados estão lançados!
Eu apoio o PPC. E apoio porque gostei de ouvir o seguinte:

"Sou um reformista e sou um liberal, não sou de direita nem sou de esquerda, acredito nas pessoas e na sua iniciativa e acredito que são as empresas que criam riqueza, que criam emprego e que criam valor, não é o Estado que cria riqueza e que cria valor"

Explicando...

”Sou um liberal; sou um homem que acredita na democracia liberal. Sou um reformista porque sou contra o imobilismo. Sou solidário; acredito que a sociedade não pode ser uma selva com a lei do mais forte"

Sobre o Estado...

”(...)tem um papel regulador essencial e insubstituível na produção de bens públicos: aquilo que nenhum privado oferece e que no entanto é necessário para toda a gente, é para isso que existe o Estado".

Sobre a Autoridade...

Defendo que o exercício do poder democrático deve ser claro e determinado na defesa do no bem comum. Rejeito, sem hesitar, todo e qualquer autoritarismo»

E para mim, a cereja em cima do bolo...

” Quero uma liberdade responsável, onde cada um possa viver com a consequência das suas decisões. Esta candidatura vai falar de liberdade, com liberdade.

PPC acredita também na meritocracia, acredita que um Governo se compõe com os melhores, com os que detêm as ideias, com os que se preocupam.

Tudo isto, para mim, é parte da Visão que antecede a Estratégia que deverá delinear um programa de um novo PSD; Um Partido virado para o reformismo, para o liberalismo humanista com consciência social, tudo muito bem e realisticamente doseado.

Como poderia eu, não estar em linha com este pensamento?
Segue o meu voto de confiança e que não seja defraudado. Os Líderes existem, porque os militantes existem :P E que esta campanha tenha isto sempre presente!

Para as outras candidaturas desejo as maiores felicidades, e que continuem a dignificar o grande partido que nos une!

E como já (bem) disse anteriormente;

Para mim, é tempo de dar lugar aos novos. Novas ideias, novos pontos de vista, novas formas de pensar e viver o PSD.
Por mais que me custe deixar de votar em A ou B. Sempre os terei no lugar especial que merecem. Mas agora, com licença; É a vez do futuro.
Tenho dito!


uma psicose de jfd às 00:45
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116 comentários:
De Vítor Palmilha a 1 de Maio de 2008 às 01:21
Idéias, valores, futuro, tudo aquilo que Manuela não representa e Passos nos dá!

Grande Abraço Jorge!


De Paulo Colaço a 1 de Maio de 2008 às 02:37
Boa intervenção. Interessantes sound bytes.

Pedro Passos Coelho anda a ensaiar este discurso há muito anos e agora vem a terreiro com ele.

Boa sorte a PPC.
Eu estou com a Dra. Manuela Ferreira Leite. Motivos? Credibilidade, união estabilidade.
São os valores que neste momento nos faltam.

Bons discursos e bons sound bytes encontraremos em todas as candidaturas, mas nem todas estão aptas a satisfazer a nossa absoluta necessidade de tranquilidade.

E, caro Palmilha, dizeres que a Dra. Manuela Ferreira Leite não representa valores é um tiro de pólvora seca :)
Quanto a ideias e futuro, cada um qualifica as ideias de boas ou más, e vê futuro onde bem entende, mas no que toca a valores, creio que os de MFL são indesmentíveis.


De Nélson Faria a 1 de Maio de 2008 às 08:44
O Vítor decerto estava demasiado entusiasmado quando insinua que Manuela não representa nem Ideias nem Valores. O Futuro seria discutível.

Eu não vejo Futuro numa candidatura que nos dá uma tónica diferente mas que ninguém conhece;

não vejo Futuro num candidato que apareceu há dois meses e quer governar o País;

não vejo Futuro num discurso liberal que ainda não foi devidamente testado (será discurso ou aparência de discurso?);

não vejo Futuro num liberal apoiado por tantos que renegam esse caminho (eu sei quem voçês são: há muito que levanto a bandeira do discurso liberal em Lisboa ;);

não vejo Futuro numa candidatura de ruptura que tão cedo se rendeu aos tiques do Passado e à lógica da estrutura.

Mas vejo um caminho certo e seguro para o PSD que levará a que nos encontremos e que determine, desde a primeira hora, que este é um Partido de poder e pronto a governar;

Vejo, não só uma, mas várias pessoa prontas a dar a cara pelo Partido e a levantar-nos do chão;

Vejo um percurso coerente, estável, sabedor, respeitador e responsável para o nosso Partido e o nosso País.

Esta não é a altura para experiências novas... é o tempo do PSD, é o tempo de Manuela Ferreira Leite.

P.S. E se lerem bem o post, vêm que o discurso não é tão novo assim no nosso Partido: há é uma tónica diferente com que muito me identifico. Não é a altura para Pedro Passos Coelho, que não deixa de ser um líder que não dá as garantias que Portugal espera de nós, mas espero que a tónica marque positivamente a campanha.

P.S.S. A melhor das sortes para todos os meus amigos que apoiam Pedro Passos Coelho. Que ouçam bem o discurso e o aprendam é o melhor favor que fazem ao Partido. ;)


De Nélson Faria a 1 de Maio de 2008 às 09:27
Algo que facilmente subscrevo escrito por Bruno Alves n'O Insurgente:

Eu simpatizo com as ideias que Passos Coelho tem apresentado. Mas não lhe passo um cheque em branco. Passos Coelho tem de mostrar que está a falar a sério. E, mesmo mostrando que fala a sério, tem de mostrar que tem consciência das condições em que pode levar a cabo a promoção dessas ideias, e quais as condições que serão nefastas para o projecto que diz querer promover: essas ideias não servirão de nada de Passos Coelho não tiver consciência do lugar do partido na sociedade e da forma como este poderá servir de meio de implementação dessas ideias na prática governativa.


De Nélson Faria a 1 de Maio de 2008 às 11:06
A campanha ainda não começou e já se sentiu necessidade de criticar gratuitamente Manuela Ferreira Leite.

Miral Amaral e Passos Coelho criticam política financeira de Ferreira Leite

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1327425&idCanal=23

A política era de MFL ou de um Governo PSD? E apoiámos ou não esse governo? E apóiamos ou não essa política? E acreditamos ou não que era o caminho certo?

É feio, e não é bonito. ;)

Que futuro haverá em quem despreza o passado? Que novo rumo é este que segue as velhas tácticas da maledicência em vez da afirmação pela positiva? Será que é este o futuro: rosto novo, velhos hábitos?


De jfd a 1 de Maio de 2008 às 11:31
Nelson Faria,
Não podemos viver apenas de gordas! ;)

Repare-se que a meio da notícia se lê:
(...)
Por sua vez, Passos Coelho criticou “a obsessão do défice que existe desde 2002”, considerando que está “a destruir a economia, as empresas e o emprego” e que se anda “há sensivelmente sete anos a tentar resolver o problema com medidas temporárias, provisórias”.

“Temos de parar um pouco neste caminho, que não pode ser imputado estritamente ao PS, nós também já cometemos esse erro”, sustentou.

Segundo Passos Coelho, é preciso “baixar a receita em função da reforma do Estado”, o que “realmente não foi feito” até ao momento.(...)

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1327425&canal=12

Vivamos o momento de olhos postos no Futuro. E não o passado, pla sua simples existência!


De Nélson Faria a 1 de Maio de 2008 às 11:39
E então JFD?

Quem despreza o passado não merece o futuro. O artigo existe por uma razão e é esta a mensagem que se quer passar.

Ou se tem uma linha ou se critica por conveniência... e a crítica por conveniência é a coisa mais PASSadista que há. ;)


De Luís Nogueira a 1 de Maio de 2008 às 12:38
Respeito muito esta candidatura de PPC, apesar de neste momento me sentir mais impelido a votar noutra...

Considero que as propostas de PCC são válidas e credíveis. No entanto pecam por não trazerem novidades verdadeiramente reformistas à "arena política".

Quero com isto dizer, que as ideias apresentadas sobre o Estado, a Autoridade, a Liberdade responsavel, a própria méritocracia, apesar de serem propostas com as quais concordo a 100%, não trazem nada de novo, pois estas já foram apresentadas num passado não muito recente. Mas infelizmente não foram aplicadas...

Aliás, basta ler os post e os comments aqui no Psico, para vermos que todos nós, já há muito tempo que partilhamos da larga maioria destas posições.

Mas há algo que me deixa preocupado no discurso de PPC. Quando este diz que "não sou de direita nem sou de esquerda", dá a entender que uma futura governação sua, será de certo modo hibrida. O que para mim, poderá significar uma falta de rumo, uma total deriva ideológica com consequências sérias no programa a apresentar...


De Luís Nogueira a 1 de Maio de 2008 às 12:40
Errata: "Considero que as propostas de PPC são válidas e credíveis."


De jfd a 1 de Maio de 2008 às 13:01
Né,
Existe uma linha e a critica é assumida. Ponto final.

Não sou um fã de Mira Amaral. Como podem atestar todos os meus colegas de turma :) Sou um fã de Manuela Ferreira Leite.

Eu compreendo que seja dificil compreender a coexistência do que acabei de dizer, com o apoio que afirmei.

Mal se sai da zona de conforto do que sempre foi, e dos dogmas sagrados do PSD, lá vêm as bandeiras do costume.

Isso não, por favor!

Luís,
No que toca ao final do teu comentário, recomendo a leitura do post do Paulo Gorjão em http://ofuturoeagora.blogs.sapo.pt/8028.html ...
Mas aproveito para colocar aqui a quote que ele utiliza, de uma entrevista do maior dinamizador da campanha (e pessoa que eu admiro) que tu apoias (o destaque a bold é meu);

«O que se mistura num mesmo político são tradições de esquerda e direita muito diferentes. A esquerda/direita como instrumento é muito pobre. Posso dizer que algumas ideias que defendo têm uma tradição à direita e outras têm uma tradição à esquerda. Sou capaz de identificar as tradições. Mas não interessa ter uma posição sistemática, organizar todas as minhas ideias em função da tradição da esquerda ou da tradição da direita. Hoje há distinções mais importantes do que a da esquerda/direita. São de outra natureza. Por exemplo: é mais importante a liberdade individual ou a segurança colectiva?» Pacheco Pereira (DE, 24.8.2007).


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