Terça-feira, 27 de Agosto de 2013
Lisboa, Chiado e os Incêndios
Só me posso rir com as últimas notícias relativas à campanha de António Costa e às minuciosidades de alguma gente mesquinha que por aqui anda.

Primeiro no que toca à grande celebração do Incêndio no Chiado - não foi uma festa, o incêndio foi uma tragédia e deveria ser retratado como tal. Da forma como ACosta fala, parece que foi o único responsável pelo Chiado pós incêndio. Com tanta coisa que o nosso candidato a mais um mandato poderia celebrar, decide fazer de uma Baixa em destroços em plena época turística uma grande conquista e dum incêndio devastador, um momento histórico.

Depois, pior foi ter concentrado os Bombeiros de Lisboa num simulacro, quando estariam a servir muito melhor a cidade, ajudando os seus colegas de outras regiões a salvar vidas e a salvar a nossa terra de ficar negra. E ainda por cima, António Costa sai-se com a bela constatação que Lisboa hoje resistiria melhor a um incêndio. Até acredito que se analisarmos as tecnologias e equipamentos hoje ao dispor, a conclusão poderá ser a mesma. Mas não nos esqueçamos que a capital está cheia de edifícios devolutos, então na zona da Baixa, que há 25 anos era mais habitada que hoje.

E para rematar, houve quem criticasse o reconhecimento feito por Cavaco Silva a António Borges, referindo que os pobres dos bombeiros que partiram nesta época não tiveram direito a tais honras. O que não corresponde à verdade, tendo em conta que o Presidente contactou as famílias para dar os seus pêsames.

De facto, acho curioso que os portugueses só prestem atenção a estas questões na altura dos incêndios e quando o mal já se deu. Quantos portugueses prestam homenagem aos bombeiros das suas regiões com donativos? Com honras durante o ano? É que parece que os bombeiros só têm valor quando estamos no verão e o espaço de cada um é ameaçado. Pois.

uma psicose de Essi Silva às 14:41
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7 comentários:
De k. a 29 de Agosto de 2013 às 14:32
Um simulacro é por definição, algo preparado, uma simulação que não é feita na hora, nem no dia. É planeada com meses de antecipação - logo é no minimo injusto que afirmes:

"Depois, pior foi ter concentrado os Bombeiros de Lisboa num simulacro, quando estariam a servir muito melhor a cidade, ajudando os seus colegas de outras regiões a salvar vidas e a salvar a nossa terra de ficar negra"



Mas pronto, é a vida - ou melhor, a vida austera que obriga a cortes tanto na prevenção como no combate aos incendios. Tambem, esses bombeiros são uns meros funcionários publicos que apenas desperdiçam o dinheiro que o estado nos rouba...

E não me parece que em caso de real necessidade, os bombeiros fizessem um simulacro.


E se o Presidente contactou as familias dos bombeiros em privado, tambem o devia ter feito em publico, dado que cada bombeiro não é menos que o Antonio Borges. De qualquer forma, ninguem gosta do Cavaco, portanto estes deslizes são exponenciados.


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De Essi Silva a 30 de Agosto de 2013 às 17:11
K., não sei se me percebeste: se o simulacro foi planeado com antecedência (o que é obvio) faria mais sentido reagendar o mesmo para que os bombeiros ao servico da cidade de Lisboa pudessem deslocar-se e ajudar os colegas, possivelmente menos preparados e equipados, nos fogos trágicos que devastam as nossas terras.

A culpa não é dos bombeiros per se, mas sim de quem os chefia e de quem lhes dá ordens para estarem numa simulação no Chiado em vez de estarem no Caramulo, por exemplo.

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De ogrilofalante a 29 de Agosto de 2013 às 20:55
"houve quem criticasse o reconhecimento feito por Cavaco Silva a António Borges, referindo que os pobres dos bombeiros"

Uns morreram dando a sua vida em defesa dos cidadãos servindo a Pátria .
Borges morreu de doença! Talvez, a única coisa que ele pode ter dado á Pátria, poderá ter sido ao serviço das Forças Armadas. E não sei se cumpriu serviço militar!
Não é do conhecimento geral qualquer serviço relevante que ele tenha prestado em benefício da sua Pátria ou dos seus concidadãos.
Mais uma vez Cavaco não é o presidente de todos os portugueses mas sim daqueles que lhe estão próximos politica e ideologicamente.

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De Essi Silva a 30 de Agosto de 2013 às 17:16
Quer isso dizer que Alfredo Keil não serviu a pátria? Ou que Camões nunca seria merecedor de honras?

Na minha opinião, Borges serviu o país como académico e pela prestação que deu como consultor em várias alturas da sua vida. Mas ao que parece, pensar vale 0.

Já agora, algum de vós contribui para associações de bombeiros?

E cumpriram ambos Serviço militar?

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De ogrilofalante a 30 de Agosto de 2013 às 17:26
Continuo a dizer que é do desconhecimento da esmagadora maioria dos portugueses o contributo dado ao país por António Borges!
Sou associado de uma Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários.
Cumpri serviço militar na Força Aérea durante oito anos e estive no chamado antigamente "Ultramar" em Angola mais propriamente no Negage, Toto, S, Salvador do Congo e Luanda. Nunca tive 1cm de terra ou outro qualquer valor em Angola. No entanto estive lá para defender interesses que não eram meus! Não regateei defender aquilo que diziam ser parte da minha Pátria.

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De Essi Silva a 30 de Agosto de 2013 às 17:36
Pode ser do desconhecimento de grande maioria dos portugueses, mas não quer dizer que não existam.

Da mesma maneira que infelizmente se começar a perguntar por aí quem foi Alfredo Keil, é possível que muita gente não saiba.

E fez muito bem em servir a pátria. Já agora, é contra ou a favor do serviço militar obrigatório?

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De ogrilofalante a 30 de Agosto de 2013 às 17:41
Durante algum tempo fui defensor do serviço militar profissional. Hoje, tenho opinião diferente e entendo que o serviço militar deveria ser misto como até há alguns anos atrás.


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