Terça-feira, 21 de Maio de 2013
Mudar o país ou mudar de país?

 "Mudar o país ou mudar de país" era o mote do programa Prós e Contras de ontem.

 

Um jovem de 16 anos, de seu nome Martim, foi convidado pela produção para falar da marca de roupa que ele próprio criou.

 

Num acto verdadeiramente empreendedor, uma espécia de senhora, alegadamente doutorada, insurgiu dizendo se o Martim sabia onde as suas camisolas eram feitas, se não viriam da China, onde se trabalha por uma malga de arroz. 

 

Martim prontamente respondeu que a sua roupa era feita numa fábrica portuguesa, por operários portugueses.

 

Não satisfeita, de novo a Sra. Doutora questionou se essas pessoas não estariam a ganhar o ordenado mínimo, com ar repugnante.

 

Martim, novamente de forma eficaz respondeu que pelo menos não estavam desempregadas.

 

A plateia aplaudiu, e a Sra. Doutora ficou calada.

 

O empreendedorismo não vem nos livros nem em teses de doutoramento, o empreendedorismo está dentro de cada um independentemente da idade.


Os empreendedores merecem ser respeitados. E este jovem merecia tê-lo sido naquele momento.

 

À pergunta feita em título "Mudar o país ou mudar de país?", duas soluções:


Para o Martim: Mudar o país.

Para a Doutora Raquel Varela: Mudar de país, e rápido, juntamente com a sua tese de doutoramento.



uma psicose de Pedro Miguel Carvalho às 16:18
link directo | psicomentar

19 comentários:
De Hugo a 21 de Maio de 2013 às 18:59
Pedro:

Concordo contigo sobre a arrogância de alguns doutorados (temos um muito arrogante sentado no ministério das Finanças).

(parafraseando) Mas penso sim que alguns empreendedores deviam abandonar a sua arrogância e a mania de que são seres superiores, só porque fizeram mais dinheiro e geram emprego (o valor do salário é absolutamente irrelevante porque o que importa é que "o trabalho liberta").


De Guillaume Tell a 21 de Maio de 2013 às 19:51
"Portugal, felizmente, não era um país neo-liberal e o estado financiou quase toda a minha educação (incluindo doutoramento)"

Ou se calhar se Portugal fosse um país LIBERAL (pará com esses "neo" se faz favor, ) há mais tempo a acumulação de riqueza teria já sido suficiente para permitir aos teus pais irem para a Faculdade.

Ou então terias ido para uma das numerosas instituições privadas que teriam emergido entretanto, visto que não haveria tantas barreiras por ultrapassar. Porventura a propina teria sido mais barata e nem que não arranjasse uma bolsa ou que os teus pais não a conseguissem pagar, arranjarias um crédito que pagarias por tí próprio, em vez de fazer pagar indirectamente os teus paises e amigos do bairro como foi o caso.


"é mais fácil ser-se empreendedor quando se tem paizinhos ricos do que quando não se tem."

Hugo, TUDO é mais fácil quando se têm pais ricos! Tú e eu o sabemos melhor que qualquer um, bem viste a diferença de nível que havia com os copinhos de leite. Pois claro, com professores particulares, leccionações particulares, biblotecas privadas enormes, idas frequentes a museus, galerias de arte etc. Mas olha uma pessoa com esforço, sacríficio e trabalho chega lá também, quiçá mais longe até. O problema não é o ponto de partida, é nos proibirem especificamente de fazermos certas coisas.


"Também gostaria de pensar também que enquanto investigador tenho algum valor para a humanidade e para o país, mas deduzo que para liberais como tu apenas actividades que gerem lucro é que são importantes, sendo tudo o resto perfeitamente acessório."

Deduzes mal. Para mim qualquer um é livre de fazer o que quiser (desde que não beliscar os direitos naturais dos outros já se sabe), só não aceito que obriguem uns a pagar para os outros.

Queres ser investigador? OK se for numa instituição privada que não é subsidiada e não beneficia de um regime de excepção. Agora se ninguém quiser pagar pelas tuas pesquisas só te restam duas soluções; mudas algo no teu trabalho ou então arrangas um biscate para continuar a investigar, mas não obrigues os outros a te sustentarem. Gostarias que pegassem metade do teu ordenado para pagar o meu trator?


"o puto parece já ter aquela atitude tão típica do patrãozinho tuga do "Eh, ao menos dou-lhes trabalho, ainda querem aumentos de salário... era o que mais faltava". Mas oxalá que não."

Não acredito que seja alguém assim, mas se fôr não irá a lado nenhum. Bestas assim ou vivem com dificuldades financeiras (em geral os ca*** não são bem vistos pela clientela e costumam ser de tal forma teimosos que não se conseguem adaptar às mudanças) ou então aguentam-se porque o Estado dá-lhes apoio.

E já que andas com estereótipos, achas que o trabalhador tuga é muito melhor? "Eh pá o patrão também ganha muito porquê hei de estragar o c*** para ele?"


De Guillaume Tell a 21 de Maio de 2013 às 19:52
E devido a essa educação é extremamente improvável que eu (e muitos como eu) venha a depender do RSI ou aceite isso como uma forma de vida.


De Guillaume Tell a 21 de Maio de 2013 às 20:07
"aqueles empreendedores que “andaram a cansar-se se para depois para pagar uma brutalidade de impostos pagaram a minha educação”

Os teus pais, os teus tios, os teus primos, os teus amigos, eu toda à gente pagou parte do teu curso Hugo. Todos pagámos impostos a um momento o outro e tú beneficiaste deles se calhar mais do que eles. Eles não foram para a Universidade e não trabalharam necessariamente no Estado ou à sua sombra.


"E devido a essa educação é extremamente improvável que eu (e muitos como eu) venha a depender do RSI ou aceite isso como uma forma de vida."

Se calhar não, mas se calhar também vais arranjar um trabalhinho na Função Pública, num Observatório, na Carris ou na Galp, tudo empregos que dependem in fine não da troca voluntária mas sim do roubo institucionalizado. Ou seja a viver do suor do sector privado não protegido.


"educação e saúde pagas pelo estado"

Mas qual Estado? São os políticos que paguam directamente aquilo tudo? Os funcionários públicos não ganham nada para permitir aos outros de usufruir de esses serviços? O Estado não paga nada, rouba o teu pai, a tua mãe, o teu vizinho, o teu amigo, a tua namorada para permitir a uns beneficiar de algo.


"prefiro ver isto aplicado ao país todo beneficiando toda a gente do que abrir uma escola privada que só me beneficiaria a mim e a meia dúzia de putos-bem que pudessem lá estudar."

Pois é, não te importas de ser Ministro da Educação mas director da tua própria escola já te arrefece. Compreendo, no primeiro caso nem que faças asneiras ainda são capazes de te arranjar um trabalhinho numa empresa do regime, no segundo podes perder tudo ;)


"Erh, esta gente TEM ido à falência. É uma das grandes causas da crise económica. O mercado tratou disso."

O mercado ou o Estado? Até parece que o BPI, a EDP, a Fomentinvest e afins foram à falência. Ainda mamam muito! Foram à falência aqueles que sustentam a Corte!




De Hugo a 21 de Maio de 2013 às 23:29
Liberal, libertário, neo-liberal, em suma, pessoas que entendem que a liberdade é apenas um conceito político e não involve uma componente material, que “freedom” é sinónimo de “liberty” e não engloba o conceito de “freedom of want”, ou que vivem na utopia de que o mercado-livre pode gerar uma sociedade de abundância eterna… a imagem especular do marxismo, portanto.

É verdade, li partes daquele link que mandaste. Achei uma completa distopia, não me sentia tão mal desde que li o 1984 do Orwell. Depois descobri que alguém tinha mesmo escrito um romance de sci-fi distópico com base naquelas ideias, chama-se “Jennifer Government” por Max Barry.

Se Portugal fosse um país liberal com instituições privadas e tal, propinas baratas (aliás, as propinas nas universidades públicas Americanas, por exemplo, são baratíssimas, o mercado e a concorrência faz mesmo baixar os preços, LOL) eu não faria parte da “clientela” do Estado, faria parte da “clientela” dum banco que me cobraria juros por aquilo que considero ser um direito humano (a educação). Ou faria parte da “clientela” de instituições caridosas como a Igreja Católica que pagaria os meus estudos desde que eu me tornasse padre ou algo assim, como acontecia no saudosamente liberal século XIX. Mal por mal prefiro usufruir dos benefícios da cidadania que incluem ter os amigos do bairro e todos os outros Portugueses a pagarem-me os estudos de forma anónima e cívica, com o dever que eu tenho de depois com os meus impostos pagar a educação dos filhos dos amigos do bairro e etc, do que ficar dependente de caridade ou dum banco e iniciar a minha vida profissional com o peso duma dívida para pagar aos agiotas. Ou obrigar os meus pais a terem 3 ou 4 empregos, a não terem tempo para nada e a andarem a Prozak para me poderem pagar os estudos. Mas são gostos.

O problema é o ponto de partida! Não podes dizer que uma corrida é justa quando alguns começam a uns escassos metros da linha de chegada. Podes alegar que o que interessa é que haja uma corrida e alguém no pódio e que de vez em quando surge um mega atleta que mesmo começando cá atrás consegue vencer aos que começam a meio. Mas há um argumento de justiça que apela à esmagadora maioria dos seres humanos que sugere que competir quando o ponto de partida não é o mesmo é um problema. Assim como a ideia de que todos devem ganhar o mesmo salário e não ter propriedade privada (aka comunismo) também é intuitivamente injusta.

Obrigar uns a pagar pelos outros. Todos dependemos uns dos outros, isto é algo que acho que liberais/libertários/neo-liberais não entendem. Parecem putos mimados que acham que podem fazer o que querem no recreio da escola, desde que não roubem nada aos outros nem façam bullying, acham que nunca tem que ceder ao que os outros meninos querem brincar e depois não percebem porque é que acabam a brincar sozinhos e ninguém fala com eles. Considera uma empresa e esta onda moderna do “empreendedor como herói existencial”. Uma empresa é o seu fundador, aquele que entra com o capital e a ideia, mas são os trabalhadores também, são as pessoas que compram os produtos, é toda uma sociedade que existe e permite que essa empresa prospere. É preciso dar algo em troca. E gerar empregos e vender produtos não chega, isso é um meio, não devia ser um fim. O que me parece é que o liberalismo tenta adequar às pessoas á economia, em vez de pensar em como adequar a economia às pessoas (um erro que o marxismo cometeu também, como é óbvio).


De Hugo a 21 de Maio de 2013 às 23:29
Guillaume, o que tu não percebes com a tua defesa do mercado, e isto a propósito de ser investigador, é que uma vastíssima percentagem das descobertas cientificas não tem qualquer valor económico e jamais seriam financiadas por privados! Mesmo no público eu lembro-me há uns anos atrás, para ter financiamento tinhas que 1) ter uma questão cientifica interessante e importante; 2) apresentar um projecto credível para responder a essa questão; 3) Orçamentar o projecto de forma a ser exequível, claro. Hoje em dia ou te propões descobrir a cura para o cancro em 3 dias, descobrir uma fonte de energia que transforma merda em petróleo, que vais produzir um super-mega-hiper-computador quântico ou um super-mega-nano-material ou NINGUÉM te financia. Até o sector público espera retorno da investigação cientifica. Isto porque assim como puseram gestores nos hospitais, e escolas, e etc, puseram gestores com uma lógica de mercado a decidir questões de financiamento científico. Esquecem-se é que para descobrir um medicamento para o cancro são precisos prai 100 outros projectos que abriram caminho; para produzir um nano-material com aplicações industriais são precisos 100 trabalhos de química fundamental que serve para nada, e por aí fora. O mercado não é capaz de manter a ciência a funcionar, e se não fôr o estado a pagar estes projectos de “blue-sky research” o progresso pára. Claro que haverá uma ou outra fundação ou instituição privada que financia ciência fundamental, mas não é suficiente. Jamais um privado financiaria a minha linha de investigação em genética populacional de plantas; ou história ( a menos que houvesse compartidas parvas como produzir uma série histórica com actrizes mamalhudas, algo que “vendesse”). Por isso é que no programa eleitoral do PSD, nas ultimas eleições, para a ciência, quando dizia que o objectivo era cortar nos pós-doutoramentos e deixar o mercado absorver os doutorados e fazer o esforço de investigação TODOS os investigadores (incluindo alguns do PSD) levaram as mãos à cabeça e disseram “Isto só pode ter sido escrito por um gajo qualquer com um MBA ou alguém de Direito, não há outra explicação!”. E a ciência é um exemplo. O estado tem de financiar estas coisas, o próprio mercado e as empresas privadas beneficiam com isso. E a única forma de o fazer (assumindo que nacionalizar a economia é uma ideia parva, e é) é com impostos. Lamento, mas o mercado por mais livre e por mais empreendedores que tenhamos não vai trazer uma cornucópica de abundância e progresso onde toda a gente é feliz e rejubilante, e acreditar nisso é como acreditar que uma ditadura do proletariado pode trazer uma sociedade justa e sem pobreza.

Guillaume, é isso. Os meus pais, tios, primos, vizinhos, etc, pagaram os meus estudos. Eu dependo deles. Chama-se a isso cidadania. O que tu propões é um “cada um por si” e eu (ou os meus pais) que se desenrascassem para me pagar os estudos. E se não conseguissem, e se eu não conseguisse? Achas que numa sociedade liberal os bons seriam sempre financiados, que o mérito seria sempre recompensado? Que não haveria corrupção, interesses, o objectivo do lucro a ultrapassar uma decisão racional? Parece-me bastante utópico. Além disso eles beneficiam do facto de 1) eu sou mais capaz de ser produtivo numa economia de conhecimento do que se não tivesse estudado; 2) o facto de ter estudado fez de mim melhor pessoa, mais cívico, mais instruído, mais atento, etc, do que se não o tivesse feito… não menosprezes estas coisas! Não menosprezes o valor da educação para o progresso social e económico dum país e para a manutenção dum sistema político democrático com as liberdades que ambos apreciamos e muito. Mas estas liberdades, como tudo na vida, não são de graça. Pagamo-las com os nossos impostos, e quanto a mim é um preço bem pequeno. Como alguém disse “o estado é o preço a pagar pela civlização”.

Já agora não me importava nada que me tirassem metade do meu salário para pagar o teu tractor se tu fores um agricultor competente e com gosto no que faz e que vai dar de comer a muita gente.


De Hugo a 21 de Maio de 2013 às 23:30
Eu acho que uma pessoa educada, com boa educação, ganha independência e não lhe agrada trabalhar na função pública. Eu não gostava. Mas tem de haver um sector privado que atraia o talento, não te parece? Parece-te legítimo uma empresa pagar um salário mínimo a um engenheiro? Parece-te legítimo que os bancos não concedam crédito com facilidade a um grupo de engenheiros recém-formados que queiram abrir uma empresa de alta tecnologia alegando que “é muito arriscado” mas dêem crédito à habitação a qualquer trolha? Aliás lembro-me perfeitamente em Inglaterra em 2008, no inicio da crise, o Guardian (que até é de esquerda) com uma paragona que dizia algo assim “Crise económica é tão grave que vários jovens licenciados estão a considerar trabalhar para a função pública”. Porquê esta diferença de atitude? Porque o sector privado em Inglaterra absorve licenciados. Em Portugal, alas, um puto que desenhe roupas aos 16 anos ou outro que sugere que se venda pipocas para pagar estudos são modelo de empreendedorismo. Alguém que dê o litro para estudar e produzir algo de inovador, se dependeu do estado, é um parasita.

Guillaume, uma vez mais, e excluindo o caso de Portugal onde a corrupção é considerável e a má gestão gritante, por principio, os impostos a que tu chamas “roubo” ou chamo “dever cívico”, e isso será sempre o nosso pomo de discórdia, mas é na boa ;)

Percebeste mal, eu não me importava nada de ser director da minha escola desde que não tivesse como objectivo o lucro, se fosse por exemplo uma escola “crowd-funded” e gratuita era na pura. Não morro de amores pelo estado, entenda-se. Não discordo do principio do Sá Carneiro de que o estado não deve desempenhar funções que podem ser melhor desempenhadas por cidadãos ou instituições privadas. Mas quando o privado não actua (e há imensos casos assim, a ciência foi um deles, mas podia falar do ambiente, da habitação, etc) então deve ser o estado. Além disso eu entendo que educação e saúde são direitos humanos ao mesmo nível do não poder ser torturado, detido pelo estado, liberdade de expressão e pensamento, etc. Para mim ter uma escola privada seria como vender o direito a liberdade de expressão, ou ter uma empresa que vende seguros contra tortura, ou algo assim. A menos, claro, que ninguém, mas absolutamente ninguém fosse impedido de estudar lá por razões económicas. Além disso eu acredito que é bom que miúdos ricos estudem na mesma escola que miúdos pobres, malta de esquerda com malta de direita, pretos e brancos, cristão e muçulmanos, etc. Escolas elitistas dificilmente formam bons seres humanos.

O teu estereótipo do trabalhador tuga tem um fundo de verdade (lá está, falta educação). Mas garanto-te que numa empresa em que as contas são transparentes e os lucros quando aparecem sejam distribuídos em aumentos salariais (mesmo que pequenos) ninguém vai andar na malandragem.

Totalmente de acordo contigo que os bancos deviam ter ido à falência em vez de serem segurados pelos nossos impostos. Só que pesando os benefícios do estado em colmatar o que o mercado não consegue prover à população e a distorção do mercado e redução da qualidade de vida dos cidadãos que a má acção do estado provoca, lamento, mas ainda prefiro o primeiro.


De Anónimo a 23 de Maio de 2013 às 00:33
Hugo,
Estás a ser um pouco injusto porque:
a) é o mercado que lhe diz se tem es


De Essi Silva a 23 de Maio de 2013 às 00:40
(Dizia eu)
a) é o mercado que diz se tem espaço para a roupa dele ou não (aparentemente sim)
b) ele não descurou os estudos (segundo o mesmo, continua na escola)
c) ter um canudo não é tudo (e tu que moras no mundo nórdico sabes que um canalizador bem formado é tão importante como um dr de qualquer coisa, nós cá é que valorizamos demais pessoas com graus académicos - muitas vezes tirados às três pancadas)
d) ninguém advoga o empreendedorismo em função de um grau académico


Comentar post

Notícias
Psico-Social

Psico-Destaques
Psicóticos
Arquivo

Leituras
tags
Subscrever feeds
Disclaimer
1- As declarações aqui pres-tadas são da exclusiva respon-sabilidade do respectivo autor.
2 - O Psicolaranja não se responsabiliza pelas declarações de terceiros produzidas neste espaço de debate.
3 - Quaisquer declarações produzidas que constituam ou possam constituir crime de qualquer natureza ou que, por qualquer motivo, possam ser consideradas ofensivas ao bom nome ou integridade de alguém pertencente ou não a este Blog são da exclusiva responsabilida-de de quem as produz, reser-vando-se o Conselho Editorial do Psicolaranja o direito de eliminar o comentário no caso de tais declarações se traduzirem por si só ou por indiciação, na prática de um ilícito criminal ou de outra natureza.