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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

José Vieira de Carvalho - 75 anos

Pedro Miguel Carvalho, 19.04.13

 

 

 

Não poderia deixar passar esta data sem fazer referência aquela que é uma das minhas referências políticas. Faria ontem 75 anos, não fosse o destino, José Vieira de Carvalho.

 

Para todos aqueles que são de fora da Maia e do Porto, provavelmente conhecerão pior a sua obra, ou quem sabe até nem saberão quem foi José Vieira de Carvalho.

 

Poderia aqui dizer que o Professor José Vieira de Carvalho foi uma série de coisas, mas apenas digo que foi o desenhador da Maia, o autarca referência, um dos autarcas de maior visão que me possa recordar.

 

Quando ninguém falava de parques de Ciência e Tecnologia, José Vieira de Carvalho, fruto de um problema criado pela deslocalização da Texas Instruments, coloca o tema na agenda e nasce assim o Tecmaia- Parque de Ciência e Tecnologia da Maia. As Zonas Industriais da Maia, o parque habitacional, as infra-estruturas desportivas, as escolas, o apoio social, o desenho do metro do Porto tal como o conhecemos, o Instituto Superior da Maia, etc. Tudo isto são provas da sua visão.

 

José Vieira de Carvalho deixou uma difícil missão para quem se seguia. Fazer ainda mais e melhor, e Bragança Fernandese as suas equipas assim o fizeram.

 

Infelizmente não conheci o Homem por detrás da história em vida e a única memória que tenho de José Vieira de Carvalho, é a do dia da sua morte.

 

Enquanto dirigente da JSD Maia, tive a oportunidade de ano passado, em cumprimento do nosso Plano Anual de Actividades, levar a efeito as I Jornadas José Vieira de Carvalho. Estas Jornadas foram acima de tudo um excelente momento para eu, enquanto organizador, estudar mais sobre a sua vida e obra e durante meses conversar com pessoas que com ele lidaram directamente.

 

Fruto deste trabalho, termino com um pequeno texto, retirado de uma entrevista que José Vieira de Carvalho deu no início do ano de 2002, poucos meses antes do seu falecimento:

 

" Aprendi com os meus sessenta anos que "longos dias têm cem anos". O tempo é uma coisa que caminha lentamente e vai esclarecendo as posturas de cada um. A minha é esta: eu sei essencialmente, trabalhar. Preocupo-me pouco com o resto. Sempre dei à Maia tudo o que tinha para dar. Vivo para servir esta Terra, a minha Terra. Vivo para servir esta Gente, a minha Gente. Não sei ser de outra maneira."

 

 

Posto isto, apenas digo, que os grandes Homens nunca morrem.

 

 

 

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