Terça-feira, 3 de Outubro de 2006
Anciãos para uns, velhos para nós!
Um artigo de Marta Rocha

Ontem comemorou-se o Dia Internacional do Idoso e uma notícia deixou-me triste: A Solidão "escondida" de 34 mil idosos em Lisboa.
34 mil!!!


uma psicose de Paulo Colaço às 22:43
editado por Essi Silva em 20/12/2012 às 11:52
link directo | psicomentar

10 comentários:
De Paulo Colaço a 4 de Outubro de 2006 às 03:42
A solidão é um tema que se aborda sempre com um nó na garganta.
É injusto chegar a uma idade em que estamos tão indefesos, quiçá carentes, e nao ter ninguém em casa para nos dizer bom dia ou que nos tire a temperatura quando nos sentimos febris.

Ao ler o teu texto, Marta, lembro relatos da minha amiga Ana Rita Cavaco, antiga dirigente da JSD e hoje responsável de enfermagem por visitas a domicílio.

Dizia ela que muitos (mesmo muitos) dos doentes que ela visitava consideravam a equipa de enfermagem a sua única família.

É triste...


De xana a 4 de Outubro de 2006 às 11:08
Existe uma enorme diferença entre estar só e ser solitário. E acredito que mesmo os solitários, nestas idades, não gostam de sentir a solidão. A família não é uma instituição perfeita, e muitas vezes existe menos solidariedade entre familiares do que entre desconhecidos.
Como eu digo, a família não se escolhe, é a que nos calha.


De Sara Brito a 4 de Outubro de 2006 às 17:21
Penso que de uma demonstração pessoal se consegue ver o peso de tal palavra. Entre amigos e nas chamadas conversas de café, a dada altura, colocou-se a questão: "tens medo de morrer?", ao que muitos responderam: "tenho mais medo da solidão"...


De Goreti a 4 de Outubro de 2006 às 19:04
Realmente a solidão é algo assustador, principalmente quando se tratam de pessoas que já têm uma longa vida para contar e necessitam do merecido descanso.

Temos de criar apoios para os nossos velhinhos (é um termo que uso com muito carinho)e não nos esquecermos que mesmo na juventude custa estar só...imaginemos o que custa a quem tem uma longa história para nos contar...


De Sara Brito a 4 de Outubro de 2006 às 21:17
Gostava também de elogiar a fotografia escolhida, pois gostei de ver o "meu" Cristo Rei de braços abertos à causa... é um presságio de bom caminho...
Bons trabalhos :)


De PF a 4 de Outubro de 2006 às 21:29
É verdade!!!
Ás vezes penso...e como será com os meus pais?!...
Desejo profundamente que eles cheguem à velhice e com um sorriso nos lábios, saude e amor para confortar os seus coraçoes...

Tratam-se muito mal as pessoas velhinhas no nosso mundo!


De José Baptista a 5 de Outubro de 2006 às 00:24
Esta ideia de como será a velhice dos meus pais preocupa-me constantemente! Primeiro porque estou sempre preocupado com quem faz parte de mim e se já hoje em dia estou em Lisboa e falo com eles duas vezes por dia e têm idade e saúde, imagino como será um futuro em que nem eu nem o meu irmão possamos estar perto deles? O isolamento do nosso povo é algo que nos ultrapassa em muito! Parabéns por te teres lembrado desta temática!


De Marta a 6 de Outubro de 2006 às 05:33
Adoro a minha avó! Uma grande parte do que sou, devo-o a ela e não podia ficar indiferente a esta notícia. Não podia porque, como tu José, também tenho medo pelos meus pais e se queremos mudar alguma coisa é agora, antes de eles precisarem.


De Tânia a 7 de Outubro de 2006 às 16:38
A solidão entre os idosos é cada vez mais notável, embora eles estejam idosos não estão inúteis... Agora só resta a sociedade entender que antes de nós estão eles, e que se hoje somos o que somos, é somente a eles que devemos! Todos temos uma função, eles têm a do passado, nós a do futuro.


De Rita Nave Pedro a 9 de Outubro de 2006 às 21:37
Infelizmente, a cultura portuguesa não é uma cultura familiar. A evolução da nossa sociedade trouxe-nos de uma situação em que tínhamos famílias tentaculares para as tão comuns famílias pequenas, em que temos os pais e um ou dois filhos no máximo. Esta situação torna-se ainda mais visível nas grandes cidades, onde a evolução tem sempre um palco mais mediático. Eu diria mesmo que, como em muitas outras coisas no nosso país, o problema da solidão começa por ser um problema estrutural. No entanto, não podemos deixar de reflectir nas nossas atitudes e pensarmos que a falta de cuidado com os mais velhos é resultado do grande egoísmo que vamos cultivando e da vida, sempre demasiado ocupada para darmos atenção aos outros. No fundo, podíamos viver todos bem, mas não sabemos simplesmente viver em família.


Comentar post

Notícias
Psico-Social

Psico-Destaques
Psicóticos
Arquivo

Leituras
tags
Subscrever feeds
Disclaimer
1- As declarações aqui pres-tadas são da exclusiva respon-sabilidade do respectivo autor.
2 - O Psicolaranja não se responsabiliza pelas declarações de terceiros produzidas neste espaço de debate.
3 - Quaisquer declarações produzidas que constituam ou possam constituir crime de qualquer natureza ou que, por qualquer motivo, possam ser consideradas ofensivas ao bom nome ou integridade de alguém pertencente ou não a este Blog são da exclusiva responsabilida-de de quem as produz, reser-vando-se o Conselho Editorial do Psicolaranja o direito de eliminar o comentário no caso de tais declarações se traduzirem por si só ou por indiciação, na prática de um ilícito criminal ou de outra natureza.