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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

O Perigo do Monopólio Esquerdista da Rua

Miguel Nunes Silva, 25.09.12

Por populismo, por ignorância, por preconceito, por endoutrinação e propaganda, Portugal está decidido a comportar-se de forma autista perante a crise outrora oculta, hoje presente e sempre latente.

 

 

Até agora a direita tem-se contentado em produzir opinião nos media e nas redes sociais mas à medida que os protestos aumentam seria importante que houvesse uma presença de moderados nas ruas de Portugal. 

 

A triste realidade de países com fraca participação cívica e sociedade civil é a primazia dos que gritam mais alto, por mais ignóbil que seja o grito:

 

Que diz o PCP quando confrontado com a ausência de dinheiro - grandes fortunas e bancos incluídos - para mais investimento público?: "AVANTE CAMARADA , AVANTE; junta a tua à nossa voz!"

 

Que diz o PS quando confrontado com a ausência de dinheiro - grandes fortunas e bancos incluídos - para mais investimento público?: "As medidas de austeridade falharam" (Não adianta perguntar que sugerem em alternativa ou porque nos meteram na crise no passado)

 

E que clama 'eloquentemente o povo' nas ruas?: "GATUNOS!!!"

 

Hannah Arendt fazia a importante distinção entre 'povo' e 'populaça': aquilo que vemos nas ruas não é o povo mas sim a populaça. São as mesmas pessoas que fazem figuras tristes fruto da sua ignorância nos telejornais quando interpeladas futilmente pelos media ou que telefonam para os programas diários da manhã e da tarde para darem a sua erudita opinião.

Estas pessoas não são representativas da população nem sequer das classes mais desfavorecidas. Estas pessoas são o rebanho que papagueia aquilo que ouve e o que os media lhes apresentam. Guiam-se pela mentalidade de gado, pela 'sabedoria popular' e pelos memes da moda.

 

Infelizmente é nesta ralé que a esquerda confia para minar a política de austeridade e para voltar ao poder.

 

A direita está ausente das ruas e este facto impede que as críticas à austeridade tenham um contraditório. O resultado será ou o regresso da mesma esquerda que faliu o país ou a emergência da direita populista de centro e/ou de extremos xenófobos.

A mesma direita e centro que civicamente têm intervindo a partir de casa têm agora que se mobilizar para trazer para a rua a mesma sensatez de debate que têm demonstrado de forma responsável até aqui.
 

Não, não é preciso gritar slogans demogógicos e ignorantes. Mas é preciso comparecer; é o futuro do país que está em causa.

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