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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Eu acredito!

Margarida Balseiro Lopes, 03.05.08
A edição deste sábado do Expresso traz uma entrevista com a candidata que eu espero que venha a ser a próxima Presidente do PSD. Deixo aqui alguns excertos. Eu acredito que é possível ganhar 2009.

O que é que a distingue dos outros candidatos?
Eu não gostaria de fazer comparações com as outras candidaturas. Sou candidata com um objectivo muito concreto, que é credibilizar o PSD. O partido deixou de ser ouvido e deixou de ter crédito, e sem isso não é possível apresentarmo-nos a eleições dizendo que as vamos ganhar. Se não aparece um candidato que a opinião pública olhe como alguém com credibilidade para ser primeiro-ministro, o PSD não recupera. As diferenças entre os candidatos estão basicamente aqui: qual o que melhor potencia a possibilidade de a opinião pública o olhar como futuro PM.

E qual é?
Os militantes dirão.

Sendo que um deles, Santana Lopes, já foi PM.
Os portugueses dirão se mudaram a sua opinião desde as últimas eleições.

Falta-lhe energia para este combate?
Não sinto nenhuma diferença entre a força que sinto hoje e a que sentia há dez anos. Cheira-me que ainda vou ver alguns mais cansados do que eu.

Já confessou ter dúvidas sobre se é possível ganhar eleições sem promessas simpáticas. Vai abdicar dos seus princípios?
Seria a primeira vez na minha vida que abdicaria de princípios ou deixaria de dizer o que penso. Tenho uma longa vida política, centenas de horas de negociação com sindicatos, afrontamentos tremendos em vários sectores, pessoas que não gostam nada de mim, mas não vai encontrar uma única pessoa que diga que alguma vez a enganei. Essa é uma diferença entre mim e o eng. Sócrates. Ninguém olha para mim a pensar que eu minto e muitas pessoas olham para o eng. Sócrates com a certeza de que ele lhes mente.

Santana Lopes também veio demarcar-se da sua política económica, acusando-a de ter paralisado a economia, sem resultados.
A ideia de que a recessão que se sentiu na altura em termos de crescimento económico tinha a ver com a política orçamental, já quase não tem economistas que a defendam. Além disso, quem acha que uma política é susceptível de dar resultados ao fim de um ano e meio não está dentro do que são os efeitos da política económica. Eu quando saí do Ministério deixei Portugal sem processos em Bruxelas e todos os diplomas da reforma da administração pública estavam discutidos com os sindicatos e aprovados na AR. Fiz a reforma do património e estabeleci as bases para a evolução da receita fiscal, a grande bandeira de hoje. Sinto que o que fizemos era necessário.

Já tem na cabeça um nome para a câmara de Lisboa?
Não, esses são os segundos passos. Vale de pouco arranjar grandes nomes se não tivermos recuperado a imagem do partido.

Admitiria voltar a sentar-se à mesa do conselho de ministros com Paulo Portas?
Eu sentei-me à mesa do conselho de ministros com o dr. Paulo Portas e nunca senti vontade de me levantar.

Tem a trabalhar consigo alguma agência de comunicação?
Não tenho, nem terei.

Quanto pensa gastar na campanha?
O mínimo possível. Não vou ter cartazes, não vou ter almoços, não vou ter jantares.

Passos Coelho tem cartazes muito apelativos.
Quando se tem dinheiro é assim...

Podemos terminar a entrevista com meia dúzia de perguntas-relâmpago?
Não, não pode. Recuso terminantemente. Numa entrevista séria não se pode acabar com perguntas de algibeira. Isto não é um concurso para ganhar prémios no fim."

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