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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

O Bloco de Direita

Rui C Pinto, 15.04.12

Na senda dos últimos dois posts do Ricardo, imbuí-me do espírito libertário de luta contra a limitação e castração das liberdades. Estas coisas contagiam. 

 

Recordei-me, imediatamente, do recente debate em Portugal sobre a adopção de crianças por casais homossexuais que acompanhou a votação na Assembleia da República. Durante várias semanas vi defender o superior interesse da criança contra o nefasto ambiente de uma família diferente... Neste assunto, a bitola do Bloco de Direita (de futuro refiro-me ao Bloco de Direita como um agregado à la Bloco de Esquerda de povo de direita que se mobiliza em torno de causas), prende-se com a necessidade de regulação. Já no que toca a evitar que as crianças sofram o efeito nocivo dos hábitos auto-destrutivos dos papás, o estado que se mantenha longe disso que os pais lá sabem o que é melhor para os filhos! 

 

A moral desta história é muito simples e toda a gente a conhece. A sociedade é um emaranhado de grupos que pretendem fazer valer os seus interesses sobre os demais, através do Estado. E, neste sentido, o Bloco de Direita não é diferente do Bloco de Esquerda.

2 comentários

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    Rui C Pinto 22.04.2012

    Ricardo, calma. Procurares argumentar pelo absurdo apenas dá a sensação de falta de melhores argumentos.

    Não tenho qualquer objecção à poligamia, tanto quanto seja praticada por adultos em livre vontade. Afinal de contas, nós já admitimos em sociedade o casamento mais desprovido de racionalidade que é o de homens e mulheres adultos com entidades abstractas, como é o caso de padres e freiras da Igreja Católica. Haverá casamento mais desprovido de razoabilidade no que toca ao velhinho mito do casamento para a procriação e proliferação da espécie?

    De facto, eu não sou ninguém para impor "standards", e por isso mesmo não os imponho.

    Dito isto, a Igreja Católica que promove o casamento dos seus trabalhadores com uma entidade abstracta, não me parece que tenha grande legitimidade para repudiar o casamento entre humanos conscientes e livres...
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