Domingo, 15 de Abril de 2012
O Bloco de Direita

Na senda dos últimos dois posts do Ricardo, imbuí-me do espírito libertário de luta contra a limitação e castração das liberdades. Estas coisas contagiam. 

 

Recordei-me, imediatamente, do recente debate em Portugal sobre a adopção de crianças por casais homossexuais que acompanhou a votação na Assembleia da República. Durante várias semanas vi defender o superior interesse da criança contra o nefasto ambiente de uma família diferente... Neste assunto, a bitola do Bloco de Direita (de futuro refiro-me ao Bloco de Direita como um agregado à la Bloco de Esquerda de povo de direita que se mobiliza em torno de causas), prende-se com a necessidade de regulação. Já no que toca a evitar que as crianças sofram o efeito nocivo dos hábitos auto-destrutivos dos papás, o estado que se mantenha longe disso que os pais lá sabem o que é melhor para os filhos! 

 

A moral desta história é muito simples e toda a gente a conhece. A sociedade é um emaranhado de grupos que pretendem fazer valer os seus interesses sobre os demais, através do Estado. E, neste sentido, o Bloco de Direita não é diferente do Bloco de Esquerda.



uma psicose de Rui C Pinto às 19:25
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23 comentários:
De ogrilofalante a 16 de Abril de 2012 às 10:11
Clap, clap,clap!


De Guillaume Tell a 17 de Abril de 2012 às 10:12
Humm... Seguindo o teu raciocíno estarás de acordo que pessoas solteiras possam adoptar crianças?

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De Rui C Pinto a 18 de Abril de 2012 às 21:51
Humm... Não percebo, Tell. As pessoas solteiras podem adoptar crianças em Portugal e estou obviamente de acordo com isso.

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De Bruno Duarte a 17 de Abril de 2012 às 10:29
E como contrariar isto ?

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/alimentacao-comida-bebida-agencia-financeira/1341361-1730.html

A Ministra da Agricultura ja avisou, ha muito trabalhinho! Nao ha e quem queira!

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De Rui C Pinto a 18 de Abril de 2012 às 21:46
Bruno,

Convido-te a tomares a iniciativa... Eu, por mim, dispenso a agricultura.

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De Bruno Duarte a 18 de Abril de 2012 às 10:32
E que tal falar do precedente que a medida abaixa provoca?

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=551701


De Guillaume Tell a 18 de Abril de 2012 às 22:01
Muito bem portanto és a favor da liberdade total em termos de adopção nesse caso. Qualquer pessoa pode adoptar quem quiser.

Agora outra pregunta: és a favor que os adoptados recusem ser adoptados, ou dito de outra forma, que tenham a liberdade para escolherem o seus pais adoptivos?

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De Rui C Pinto a 18 de Abril de 2012 às 22:21
Não, não sou a favor de que qualquer pessoa possa adoptar quem quiser. Sou, isso sim, a favor de não se negar a ninguém a candidatura à adopção.

Existem parâmetros, tanto quanto sei muito rígidos, que o candidato a adoptar deve cumprir. Há indivíduos solteiros que certamente reúnem mais condições para adoptar uma criança que muitos casais. Nesse sentido, parece-me de elementar lógica que seja dada a esse indivíduo a possibilidade de o fazer.

Dito isto, não estou aqui a defender nenhuma balbúrdia no processo de adopção. Solteiros, juntos, casados, divorciados, viúvos que tenham condições e amor para adoptar bem hajam, há muita criança a precisar de um lar.

A resposta à tua segunda pergunta é muito óbvia. Naturalmente, nenhuma criança é adoptada contra a sua vontade. Existe um período de adaptação (a não ser nas idades em que a criança ainda não tem como exprimir a sua insatisfação, naturalmente) durante o qual muitas crianças não se adaptam aos pais adoptivos, bem como pais adoptivos que não se adaptam às crianças. E nessas circunstâncias o processo de adopção não acontece.

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De Guillaume Tell a 19 de Abril de 2012 às 21:04
De facto é uma posição muito coerente e justificável. Mas apesar de ser coerente e justifável, além de ser liberal, não me revejo nela como te responderei que não é assim tão liberal (digo liberal por eu próprio me considerar assim, e portanto se quiser ser coerente com o que digo devo ser em qualquer altura... liberal):

Eu sou contra a adopção por parte de casais homosexuais. Mais, sou contra adopção por parte de pessoas solteiras e sou mesmo a favor que se restriga ainda mais a adopção aos casais heterosexuais. Porquê?

1) A adopção é um "substituto" à infertilidade. Nesse caso solteiros e homosexuais não devem poder adoptar porque não têm um "défice de fertilidade e de procriação", não têm simplesemente a capacidade, pelo seu “estatuto” (e insisto nisso), de se reproduizirem, mesmo sendo fertéis.

2) A adopção é uma maneira de garantir uma família a um criança, a adopção é o direito a se ter uma família, e não o direito a ter um filho. Nesse caso a não ser que se trate de alguém que viu a sua família violentemente destruída (morte dos pais, detenção…) a criança deve ir para outros parentes, e só em caso de impossibilidade por parte deles é que deve ser adoptada por outros.

3) Uma família é sempre um pai e uma mãe. Só não é assim por causa de factores “extraodinários” (divórcio, morte de um parente) portanto uma criança tem de ser direccionada para pares que satisfasem essa condição. Podiam retorquir que “ah e por exemplo, se os pais divorciarem e a mãe se tornar entretanto homosexual, segundo esse raciocíno a criança não poderia viver mais com a mãe”. Esse caso não importa para o assunto porque a criança foi fruta de uma relação entre duas pessoas, que queriam ter um filho. O facto é que houve desejo ao início da parte dos pais de fazerem (e tinham as condições para isso) uma criança e de se ocuparem dela. Um homosexual e um solteiro, de pelos seus “estatutos”, são incapazes de fazerem crianças.

4) A adopção deve ser limitada ao máximo no sentido em que quem reunir as condições para poder adoptar deve se concentrar em primeiro lugar sobre o “mercado” nacional, e somente se não houver nada de disponível na estrutura etária requirida (e digo bem disponível; se por exemplo eles quiserem uma criança de 1 ano e só houver crianças com idades ligeiramente superiores, tipo 2 anos, ou aceitam o que “houver” ou não terão nada, sendo proihibidas de irem adoptar ao estrangeiro).

Estamos, no caso de casais homosexuais e solteiros, em situações de impossibilidade de adquirir uma “propriedade” é certo, mas ao permitirmos a adopção a qualquer um estamos também a violar a “propriedade” de outro (a criança) sem que tenha havido uma retribuição suficiente para a adquirir.

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De Rui C Pinto a 20 de Abril de 2012 às 00:52
A "adopção" não é substituto nenhum à infertilidade. A adopção é uma resposta ao direito à família da criança.

"Uma família é sempre um pai e uma mãe."

Não, não é.

"A adopção deve ser limitada ao máximo"

Não, não deve. Ela deve ser rigorosa e cautelosa, nunca limitada por questões de "mercado". Estamos, só por acaso, a falar de um "mercado" de pessoas...

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De Guillaume Tell a 20 de Abril de 2012 às 10:01
E esse direito à família pressupõe que uma definição da família, e uma família é um pai e uma mãe. Não pode haver crianças se não houver pai e mãe, por isso uma criança se é adoptada tem que ter ambos e não ser privada de um dos dois.

A adopção não é nenhum direito a ter uma criança, portanto quem decidir tem de se contentar com o que há e não andar a tirar crianças de outros países só porque lhe apetece. Aquelas crianças já viram as suas famílias implodirem, não devem de seguida serem tratadas como "animais de estimação" dos mais ricos.


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De Rui C Pinto a 20 de Abril de 2012 às 20:38
De facto, o direito à família pressupõe uma definição de família. No meu entender a definição de família não é decretada de acordo com um dado modelo (o tal que preconizas), a definição de família muda todos os dias, com a realidade da vida das pessoas que está longe (muitíssimo longe) da família "tradicional".

Quanto ao teu argumento:

"Não pode haver crianças se não houver pai e mãe, por isso uma criança se é adoptada tem que ter ambos e não ser privada de um dos dois."

Para além de uma coisa não ter nada que ver com a outra, estás muito errado. As crianças são geradas, como qualquer outro animal, por dois progenitores, que irão, ou não (muitas vezes e por variados motivos), desempenhar os seus papéis de pai e mãe. O papel de mãe e pai é um papel construído em sociedade e está a anos luz do acto biológico da fecundação.

Traduzindo para o teu raciocínio: Não pode haver crianças se não houver um homem a fecundar uma mulher, mas uma criança cujos progenitores não desempenham a função de pais, pode ser adoptada para não ser privada do afecto, conforto e protecção de um lar."

Muito simples.

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De Ricardo Campelo de Magalhães a 21 de Abril de 2012 às 00:29
Eu acho que deves ser a favor do direito aos homens de engravidar!
Quem disse que só as mulheres podem engravidar? Quem incutiu essa limitação mesquinha e retrógada na nossa sociedade?
A posição progressista deverá ser homens grávidos quanto antes.

E já agora, poligamia (com adopção autorizada pelo Estado, claro). Quem és tu para impor que seja só um homem e uma mulher ou 2 homens ou 2 mulheres? O casal (perdão, a unidade familiar, para não ferir susceptibilidades) deverá poder ser constituído por n homens e n mulheres.

E claro a Igreja Católica Portuguesa deve ser forçada a aceitar estas práticas...

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De Rui C Pinto a 22 de Abril de 2012 às 21:01
Ricardo, calma. Procurares argumentar pelo absurdo apenas dá a sensação de falta de melhores argumentos.

Não tenho qualquer objecção à poligamia, tanto quanto seja praticada por adultos em livre vontade. Afinal de contas, nós já admitimos em sociedade o casamento mais desprovido de racionalidade que é o de homens e mulheres adultos com entidades abstractas, como é o caso de padres e freiras da Igreja Católica. Haverá casamento mais desprovido de razoabilidade no que toca ao velhinho mito do casamento para a procriação e proliferação da espécie?

De facto, eu não sou ninguém para impor "standards", e por isso mesmo não os imponho.

Dito isto, a Igreja Católica que promove o casamento dos seus trabalhadores com uma entidade abstracta, não me parece que tenha grande legitimidade para repudiar o casamento entre humanos conscientes e livres...

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De Guillaume Tell a 21 de Abril de 2012 às 16:41
Independentemente das famílias mudarem ou não é necessário haver uma definição do que ela é, e essa definição não pode ser establecida e mudada em função dos (supostos) ventos, deve ser estável, ser suficientemente larga para não se reduzir a uma minoria particular e deve ter fronteiras claras para evitar equívocos. E essa definição tem de ser feita justamente em sociedade, e se houver gente que não se reconheça na definição geral deverá ter todo o direito de seguir a sua via (de momento que não prejudique outros, claro), tendo por única restrição ser impedida de se reclamar proprietário dos direitos e deveres que implica o estatuto definido.


"As crianças são geradas, como qualquer outro animal, por dois progenitores,"
Disseste antes que uma coisa não tem nada a ver com outra, então porquê que retomas parte de o meu discurso? Eu disse que para se ter direito à adopção uma criança tem de se ser capaz formalemente de à conceber (a não ser que se trate de um caso extremo; exemplo, os pais morreram e a criança é adoptada por uma parente solteiro), ora se tú reconheces que as crianças são geradas por dois seres sexualemente diferentes porque raio ão de ter direito a adopção indíviduos que, pelo seu estatuto, são incapazes de as conceber. Quem obrigou aquele gajo a ser solteiro, ou homosexual? Ninguém, mas que assume o facto que ao ter escolhido esse tipo de vida se veja negado certos direitos.
Num caso assim eu poderia bem fazer uma criança a uma míuda, os abandonar sem lhes pagar nada como ajuda, segundo o pretexto que "não me apetece".
Liberdade sem responsabilidade não funciona!

"que irão, ou não (muitas vezes e por variados motivos), desempenhar os seus papéis de pai e mãe."
A responsabilidade dos pais é de educarem, cuidarem e amarem os seus filhos, por isso têm de desempenharem papéis. Agora quem faz o quê, de que forma não me interessa, mas têm de o fazer de maneira a respeitar o que disse alí logo em cima.

"pode ser adoptada para não ser privada do afecto, conforto e protecção de um lar."
Depende por quem e como. Uma criança tem direito à felicidade, ao afecto, ao conforto e a protecção de um lar é certo, mas não se lhe pode impedir qualquer coisa e temos de lhe garantir condições que sejam mais próximas do que deveria originalemente ter (original mas que seja bom, claro).

Toda a gente não tem direito à adopção, há pessoas que escolheram um modo de vida que as excluiu naturalemente de esse direito por isso não têm nenhuma reclamação a ter sobre este propósito. Além disso esta espécie de "libertinagem" não passa de um método inaceitável operado por uma minoria rica, protegida e socialemente irresponsável para satisfazer aos seus caprichos. Eu não conheçou as estatísticas, mas estou convencido até prova do contrário que são sistematicamente os indíviduos mais ricos (enfim... mais é classe média-alta) das nossas sociedades que recorrem à adopção e quando o fazem vão sistematicamente nos países mais pobres. Os habitantes de aqueles países não são animais de estimação!
E esse movimento já vai longe. Nós estamos numa situação totalemente ridícula aonde é mais fácil divorciar e abortar por um simples sim ou não, mas é preciso uma papelada inacreditável para se ter direito a fazer uma tatuagem e onde é mais provável um corrupto escapar ileso que uma víctima não ser condenada por ter ferido um agressor.

Quereis mais liberdade? Então sejam responsáveis!


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De Rui C Pinto a 22 de Abril de 2012 às 21:27
"Independentemente das famílias mudarem ou não é necessário haver uma definição do que ela é, e essa definição não pode ser establecida e mudada em função dos (supostos) ventos, deve ser estável, ser suficientemente larga para não se reduzir a uma minoria particular e deve ter fronteiras claras para evitar equívocos."

As famílias mudam todos os dias. As pessoas vivem hoje em condições muito distintas daquelas em que viviam há 30 anos atrás. As definições não são definições se não definirem a realidade das coisas. É a este ponto que chega o absurdo do teu raciocínio. Pretendes limitar a realidade em função de uma definição teórica. É a rejeição total da política.

"E essa definição tem de ser feita justamente em sociedade, e se houver gente que não se reconheça na definição geral deverá ter todo o direito de seguir a sua via (de momento que não prejudique outros, claro), tendo por única restrição ser impedida de se reclamar proprietário dos direitos e deveres que implica o estatuto definido."

Portanto, o objectivo é muito claro e velhinho como a Sé de Braga. A definição tem de ser feita em sociedade (tradução por miúdos: a definição é feita pela maioria, rejeitando aquilo que é a definição de democracia...), e quem não cumprir os ditames daquela definição, temos muita pena mas está fora do consenso e deve arranjar uma terminologia diferente para aquilo que vive em casa. Sei lá, em vez de família talvez chamar-lhe gaymília ou monomília. Whatever, um nome qualquer que não família.

"Toda a gente não tem direito à adopção, há pessoas que escolheram um modo de vida que as excluiu naturalemente de esse direito por isso não têm nenhuma reclamação a ter sobre este propósito."

Exclui naturalmente?!?!?!?!!? O que é isto? Exclui naturalmente perante que leis?

" Além disso esta espécie de "libertinagem" não passa de um método inaceitável operado por uma minoria rica, protegida e socialemente irresponsável para satisfazer aos seus caprichos. "

Libertinagem?!?!?! Para a minha avó, libertinagem é a minha irmã sair com as amigas à noite com 23 anos de idade. Se queres definir leis em função da libertinagem vais-te enfiar num berbicacho para definir libertinagem. Para mim libertinagem pode ser tu masturbares-te a ver filmes pornográficos, por exemplo... Não vás por aí...

"Nós estamos numa situação totalemente ridícula aonde é mais fácil divorciar e abortar por um simples sim ou não"

Pois... Devia ser muito difícil eu divorciar-me de alguém com quem não quero partilhar o casamento... Devo ser infeliz para todo o sempre e fazer a vida da outra pessoa um inferno que é para aprender a da próxima vez não errar...

"Quereis mais liberdade? Então sejam responsáveis!"

Irresponsável e pouco democrático é querer impor aos outros uma visão do mundo feita à medida da nossa realidade.

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De Guillaume Tell a 21 de Abril de 2012 às 17:17
Ricardo:

"Eu acho que deves ser a favor do direito aos homens de engravidar!
Quem disse que só as mulheres podem engravidar? Quem incutiu essa limitação mesquinha e retrógada na nossa sociedade?
A posição progressista deverá ser homens grávidos quanto antes."
Se eu era provocador diria, em função da tua primeira frase, que és livre de conceber como quiseres a tua vida sexual, mas não o vou fazer :)

Voltando a ser sério: quem és tú para aceitar que os seres humanos se permitam de brincar com a sua própria natureza, e pior ainda, com as dos seus filhos? Por acaso serás também a favor do eugenismo, considerando que é normal eliminar deficientes ao nascimento e que devemos permitir que as pessoas possam mudar o físico e caractéristicas dos seus filhos só porque querem, porque é isso a liberdade e o modernismo? Que raio de mundo totalitário é esse!?

"A posição progressista deverá ser homens grávidos quanto antes"
Que raio de treta! Se és um homem não tens nada que ficar grávido! A natureza é assim feita! Nesse caso porque não hei de poder ser transformado em cadela e depois ter cachorros-homens! Ao ritmo que andam essas inovações inúteis ainda a de ser possível um dia.

"já agora, poligamia (com adopção autorizada pelo Estado, claro). Quem és tu para impor que seja só um homem e uma mulher ou 2 homens ou 2 mulheres?"
Já o disse. Para se poder adoptar temos de ser um casal de um homem e uma mulher. Se depois querem viver e educarem o seu filho dizendo-lhe que o palhaço Krusty e a mulher-barba também devem ser chamados pai e mãe não me interessa, o filho é a """propriedade""" de um só casal, constítuido à origem de um homem e uma mulher, porque um filho é o producto de um homem e uma mulher, nunca de dois homens e duas mulheres, de um homem e duas mulher etc. Só se tem um pai e uma mãe biológico.

Quanto à aceitação da Igreja, todos devemos aceitar as escolhas de vida dos outros na medida em que não afecta a dos outros, no entanto ninguém tem o direito de achar que está desligado de qualquer responsabilidade e que não têm pápeis por cumprir em consequencia. Senão que tal eu parar de ensinar catedrácinamente economia para começar a iniciar uma série de debates livres entre os estudantes, promovendo o espírito de harmonia e respeito ao promover sessões de meditação, argumentando que o meu contrato só me diz de ensinar economia, independentemente do facto de eles aprenderem realemente alguma coisa. Ehh, visto que a Justiça da treta que há, e que se promove pelo o que ouvi, ainda havia de ganhar ao argumentar que a minha liberdade criativa e de ensino foi obstruída por princípios reacionários, alegando além disso que se a garota falou o exame é por causa de esta sociedade burguesa que se serve de o seu sistema de ensino para manter as classes desfavorecidas ao seu lugar.

Os abusos e as derrapagens vêm depressa e, parafraseando um grande defensor da liberdade, não esqueçamos que a diferença entre o socialismo democrático e o estalinismo é apenas uma diferença de grau, cujas bases implicam necessariamente o mesmo tipo de resultado no final dos finais. Ora quem é "liberal sem ser responsável", mesmo sendo-o só num aspecto cria a tentação da via da servidão.


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