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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Crónicas de um jovem sem futuro (XIV)

Rui C Pinto, 27.01.12

O governo vai por fim a dois feriados e já escolheu o 5 de Outubro e o 1 de Dezembro. Ao Soares custa muito a engolir. Ao PSD parece de enorme consciência. A mim parece-me que perdemos todos o tino. Portugal tem 14 feriados nacionais (contando com o Carnaval). Destes 14 feriados, apenas 5 são civis, os restantes 9 são religiosos. 

 

Vai daí, porque é essencial à produtividade nacional, o governo decide acabar com dois dos cinco feriados civis, 5 de Outubro e 1 de Dezembro. Prefere manter o 10 de Junho, possivelmente porque faz melhor tempo e a malta sempre prefere os feriados no Verão para ir a banhos... Já que aquilo que se celebra a 10 de Junho poder ser celebrado em qualquer outro dia do ano, por exemplo (e porque não) a 1 de Dezembro...

Por outro lado este país laico continuará a ter 7 feriados religiosos que no fundo são celebrados apenas pela parte da população que é católica. Porque? Porque se pode abdicar da clebração da Restauração da Independencia porque hoje já não se coloca a questão da soberania, mas é importante continuar a celebrar o nascimento, morte e ressurreição de Jesus Cristo dois milénios volvidos...

 

Feriados como o dia de todos-os-santos ou o dia de Imaculada Conceição continuarão a merecer honras de feriado, enquanto a data que assinala a reconquista da nossa independência será passada a labutar, que é para todos os dias nos lembrarmos que o custo da independência (quase 400 anos volvidos) é esse mesmo... É trabalhar mais e ganhar menos que os espanhóis... 

 

No dia em que o embaixador alemão em Portugal nos diz que os alemães trabalham muito menos que os portugueses, continuamos a adoptar medidas para que trabalhemos ainda mais. Pobres portugueses a trabalhar noite e dia para que se resolva a crise económica e a falta de competitividade. Um dia, os políticos perceberão que para resolver o problema não é necessário obrigar os portugueses a trabalhar mais mas antes a produzir produtos com mais valor. Esperemos que não leve muito tempo...

2 comentários

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    Rui C Pinto 30.01.2012

    Obrigado pelo comentário, IT.

    Não sou um conhecedor da História, como bem sabe. E o seu comentário acrescenta novas dimensões ao que escrevi.

    O que lhe parece a celebração do solstício de Inverno e do equinócio da Primavera por comparação à celebração de datas civis contemporâneas? Isto é, faz sentido a sua celebração nos dias de hoje? O cristianismo soube perpetuar essas datas sob novas designações, actualmente, o Natal já arrisca chamar-se a "celebração da família". Prevê esta evolução?
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