Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
Não há explicação

A dimensão da imbecilicade que pulula no Partido Republicano norte americano é absolutamente inacreditável. Um vídeo vale certamente por mil palavras. Este vale por um milhão. O que não surpreende é que, à luz da ideologia aqui enunciada por Santorum, a Universidade norte americana seja democrata... 



uma psicose de Rui C Pinto às 17:58
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14 comentários:
De Ricardo Campelo de Magalhães a 29 de Janeiro de 2012 às 12:26
Rui,
Eu não concordo com o Santorum por outros motivos, mas nisto ele tem razão.
Mas se tu não vês isso (ou sequer percebes o que ele quer dizer), então não vou ser eu que por este meio te vou fazer entender...


De Rui C Pinto a 29 de Janeiro de 2012 às 15:06
Ricardo, vou retirar de cima da mesa a própria definição de doutrinação, que pode ser rapidamente confundida com o ensino. Se consideramos que qualquer forma de ensino é uma forma de doutrinação, a única solução seria voltar às cavernas...

Por isso pergunto-te o que entendes por "Indoctrination" na universidade norte-americana. São as ideias secularistas? É a rejeição do criacionismo? É a profusão do tema da sustentabilidade?

Peço-te que me expliques sucintamente em 4 ou 5 pontos de que modo se materializa a doutrinação dos jovens adultos na universidade.

E depois de expor esses 4 ou 5 pontos, explica-me como é que um indivíduo que subordina toda a sua ideologia política à sua fé acusa outras instituições de doutrinação... É que no meu tempo, "doutrina" era a catequese...


De jfd a 30 de Janeiro de 2012 às 13:52
Vou-me rir com a resposta.
Que sem a ler, já sei qual é.
LOL


De Guilherme Diaz-Bérrio a 30 de Janeiro de 2012 às 15:53
Erm, Campelo... a sério... too much "tea party kool aid" faz mal à saúde mental.

Indoctrination? Há bias nas faculdades? Yep. É normal, há faculdades que subscrevem escolas de pensamento e outras faculdades que não as subscrevem. Escolas legitimas com algum pendor cientifico acrescente-se.

Agora, dizer que é tudo Democrata? A sério? Stanford, Chicago, Carnegie Mellon são Dems? Ou sempre foram maquinas de fazer republicanos com o seu pensamento economico-politico de "fresh water"?

Sim, Harvard e MIT são hotbeds democratas. É um balance normal. E acrescento, saudável

Em portugal tens o mesmo:
O feudo keynesiano é a minha alma mater (ISEG), enquanto que a Nova e a UCP são os bastiões liberais.

(E não, em nenhuma delas se ensina a escola austriaca... presumo que seja por isso que consideres indoctrination? ;))

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De Ricardo Campelo de Magalhães a 30 de Janeiro de 2012 às 17:03
Gui, a sério: quando eu disse que ele tinha razão, impliquei que a grande maioria, não necessariamente TODAS sem excepção.
Além disso, sabes a minha opinião sobre a diferença entre o "establishment" Republicano e Democrata. De ti, espero que percebas essa questão ;)

Quanto a Portugal, tendo ouvido falar alguns professores da Católica... não sei, se aquilo são Liberais...
Mas o que eu acho mais grave é que em cadeiras como Política Económica, Macroeconomia, ou Economia Pública assume-se de imediato que mais Estado é a solução, e nunca é apresentada (já nem digo defendida) uma solução não-intervencionista. Friedman é apresentado no seu pior (pol. monetária), nunca pelo que diz em matéria orçamental, Hayek não é referido e Smith é só o avô que introduziu o conceito de Vantagens Absolutas. O grave é que a crítica Liberal ao estado nem é apresentada na licenciatura da FEP, que é considerada forte em Teoria Económica. Nem quando o curso tinha 5 anos.
E mesmo em História do Pensamento Económico, a Escola Austríaca era referida numa aula como Relíquia do passado e algo "que não vale a pena estudar", pois certamente não sairá no teste.

Sim, seria saudável haver um balanço. Seria...

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De Guilherme Diaz-Bérrio a 30 de Janeiro de 2012 às 17:07
Campelo, para ti Schumpeter é um perigoso socialista... se calhar estás um bocadinho no extremo, acantonado no campo austríaco. Hayek tinha (e tem) bons pontos, mas não é o evangelho.

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De Ricardo Campelo de Magalhães a 30 de Janeiro de 2012 às 17:14
Estás a falar do presidente da Econometric Society antes do Maynard, certo? ;)

http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Presidents_of_the_Econometric_Society

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De Guilherme Diaz-Bérrio a 30 de Janeiro de 2012 às 17:19
Sim, esse mesmo.

Fundador da Econometria com Ragnar Frisch (esse sim, um Socialista Hardcore), pai da "destruição criativa", um dos fundadores da escola austriaca e depois "ostracizado" por essa mesma escola por, além do seu gosto por precisão cientifica no pensamento, sugerir que há um paradoxo entre Democracia e Capitalismo dificil de resolver. O que hoje chamamos de "captura regulatoria" (ou em tuga, como a Goldman Sachs tem bastantes secretários de estado do tesouro nos seu alumni).

Um perigoso socialista, esse Schumpeter ;)

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De Ricardo Campelo de Magalhães a 30 de Janeiro de 2012 às 17:27
O que tu chamas de "precisão cientifica no pensamento", eu chamaria de "matematização excessiva".
Ela cria matemática tão bonita, que só é pena ser inútil: coloca toda a ênfase em medir os fenómenos, só que mede fenómenos errados ou irrelevantes e logo tira conclusões erróneas ou irrelevantes. ;)

Mas o contributo da Destruição Criativa foi sem dúvida valioso. Foi pena perder-se. Como o Greenspan. ;)

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De Ricardo Campelo de Magalhães a 30 de Janeiro de 2012 às 17:28
Rigoroso era o outro, o que dava importância à lógica subjacente ao que dizia. E estudava o problema de forma lógica antes de começar a medir tudo e mais alguma coisa =)

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De Guilherme Diaz-Bérrio a 30 de Janeiro de 2012 às 17:33
Ela cria matemática tão bonita, que só é pena ser inútil: coloca toda a ênfase em medir os fenómenos, só que mede fenómenos errados ou irrelevantes e logo tira conclusões erróneas ou irrelevantes.

Nem sem por onde começar com este comentário. Pelo menos sem ofender...

Porque lógica não é matemática... claro.

Saber os limites da matemática, usa-la com descrição, mas favor não largar o bebé com a água do banho. Precisas de matemática para pensar direito (tal como filosofia, essa ciência perdida).

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De Ricardo Campelo de Magalhães a 30 de Janeiro de 2012 às 17:34
Ah, os tempos em que eu pensava assim... =)

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De Guilherme Diaz-Bérrio a 30 de Janeiro de 2012 às 17:36
*sigh* Depois viraste fan do Tea Party e da Praxeologia e viste a luz?

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De Ricardo Campelo de Magalhães a 30 de Janeiro de 2012 às 17:09
Rui,
Creio que pela resposta ao Gui já te respondi.

Uma nota só para dizer que a importância que tu dás ao criacionismo é enternecedor. Eu nunca puxei esse tema e não sei porquê essa tua fixação com ele.
Quanto à sustentabilidade, acho fundamental, se bem que provavelmente as acções que eu tomaria seriam consideravelmente diferentes.
Estás muito longe de me compreender, mas tem de ser aos poucos =)

Jorge,
Espero que tenhas gostado da resposta.


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