Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
Just Nuke it!

Nunca fui uma ávida defensora do nuclear e sempre tive as minhas dúvidas, mas ontem revi um pouco os meus prós e contras sobre a matéria.

Isto porque vi este senhor a referir os prós e contras.

 

 

Sim, é verdade que Patrick Monteiro de Barros é um daqueles lobos-maus do mundo, que magnatas como são, comem os capuchinhos-vermelhos inocentes desta vida e ganha dinheiro à custa dos inocentes. Mas ele refere coisas com muito sentido.

 

Sim, eu venho de outro país com centrais nucleares há muito.

E sim, pode existir acidentes e é pouco ecológico. Mas quem é que nós estamos a tentar enganar: se uma central nuclear espanhola tiver fugas, nós levamos o banhinho e os ventos radioactivos na mesma...

Pois é, nós temos energias renováveis. Porque não as aproveitar na mesma mas ter um plano B, para quando não chove e está um solzinho fantástico em Dezembro digno de uns banhos na praia (o que aconteceu comigo), que não implique importar energia à parva de nuestros hermanos era útil.

 

Portugal tem definitivamente de repensar as suas opções. Exportar sim. Mais e melhor. E tornar-se competitivo.

Se formos pobres em algo, não é em recursos (humanos, materiais, naturais). É na capacidade de os aproveitar.

 

E pensem bem: quando tivermos a nossa primeira central nuclear, podemos mandar um fogo de artifício como presente para os alemães.

 

By the way, espero que os americanos não nos peçam para prometer que as nossas centrais nucleares são para a paz, como o fizeram quando construímos aquele óptimo reactor às portas de Lisboa (que tem sido extremamente útil para a formação física e desenvolvimento de isótopos para usos médicos).

 

O Nuclear é uma opção com prós e contras. Mais do que nunca, tem de voltar à ribalta como uma opção, para que a crise de hoje não se repita depois de amanhã.



uma psicose de Essi Silva às 15:24
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7 comentários:
De ogrilofalante a 24 de Janeiro de 2012 às 19:13
O cavalheiro já fez as contas de quanto iria receber do estado pela construção de uma central nuclear. Esta gente só investe debaixo do guarda-chuva do estado. Não arriscam por conta própria. São os patos -bravos que temos.


De k. a 25 de Janeiro de 2012 às 10:15
Não foi a empresa desse senhor que foi à falência ontem?

Pois, é como diz o grilo, precisa de dinheiro do "papá"


De ogrilofalante a 26 de Janeiro de 2012 às 14:09
Se mais depressa Patrick Monteiro de Barros dava a entrevista, mais depressa se sabia da falência das suas empresas.
Como diria o Sérgio Godinho: "Isto anda tudo ligado"


De Essi Silva a 26 de Janeiro de 2012 às 17:50
Antes de mais, um bom professor meu ensinou-me uma golden rule para a vida "não há almoços grátis".

Portanto temos que deixar de ver sempre os empresários que temos como papões.
Acho sempre piada as vozes que soam em relação à Jerónimo Martins, esquecendo-se da "colossal" Sonae e as malandrices desta última...
Aliás, o português sempre teve um trauma muito grande com a figura do empresário...é sempre mau e aproveita-se sempre dos pobres e oprimidos usando os contactos privilegiados com os governos para esmagar a formiguinha popular.


De ogrilofalante a 27 de Janeiro de 2012 às 11:30
Cara Essi , você deve estar farta de saber o tipo de empresários que temos. Poucos empresários e muitos patrões.
Trabalhei durante muitos anos em multinacionais e sempre tive melhores salários e regalias sociais que nas empresas portuguesas. Todos sabemos que isso não se deve aos nossos bonitos olhos mas sim a uma (relativa) redistribuição dos lucros a quem produz riqueza e faz crescer a empresa. A produtividade nessas empresas é superior à media nacional pois aí existe organização profissional e não a improvisação e desenrascanço à portuguesa. Em poucas palavra: temos poucos empresários e muitos patrões. Enquanto uns reconhecem quem produz a riqueza e a redistribui, outros, os patrões burros- pagam o mínimo que a lei obriga, quando não menos que isso, " metendo ao bolso" toda a riqueza produzido pelos seus funcionários.
Teríamos pano para mangas para falar sobre esta mentalidade dos patos-bravos mas talvez fosse muito fastidioso pois todos sabemos a massa de que esta gente é feita.


De Ricardo Campelo de Magalhães a 29 de Janeiro de 2012 às 12:40
Desde que não peça 1 cêntimo ao Estado e esteja disposto a pagar aos locais a quem prejudicar com a construção das suas instalações, tudo bem.


De ogrilofalante a 29 de Janeiro de 2012 às 19:53
O que ele deve querer é uma parceria "publico/privada". Os lucros para ele, os prejuízos para o estado.É muito bem bolado.


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