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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

16 de Dezembro de 2001

Diogo Agostinho, 16.12.11

 

 

 

Até parece que foi ontem. Noite de Dezembro, as semanas anteriores tinham sido intensas. Os debates a dois, as intervenções inflamadas. Pedia-se cartão amarelo. Cavaco Silva em Loulé, falava de monstro e de cartão amarelo. Tinha chegado a altura.

 

A véspera, o Expresso fazia um número giro! Falhava sondagens de forma escandalosa!

 

Chegado ao dia, o am

biente não era de grande expectativa. As pessoas estavam já alinhadas a pensar que o pântano ia continuar igual. Mas começaram a aparecer os resultados. Sintra, Coimbra, Cascais. Faro, que vitória em Faro contra um tipo que nunca se deveria ter sentado naquela cadeira.

 

Começaram a contagem e até Loulé, a terra do Professor virava. Foi um príncipio. Lá por baixo

: Albufeira e Tavira ta

mbém viravam. Leiria e Pombal. O País mudava. Respirava-se mesmo uma mudança de geração e de mentalidade.

 

Faltavam as duas principais. E que vitórias! Saborosas! Justas! Rui Rio esmagava Fernando Gomes. O Porto virava! Era a vitória histórica. Mas faltava algo à noite. Faltava afastar o eixo Sampaio-Soares que era prejudicial a Lisboa. E virou! Virou com uma enorme vitória. Contra Soares, contra Portas, contra tudo! O PPD-PSD e o seu candidato Santana Lopes viravam Lisboa. Transformavam Lisboa numa cidade mais feliz. E como ficou Lisboa melhor depois da vitória sobre o eixo Sampaio-Soares. Uma vitória até sobre Mário Soares e o seu rídiculo apelo ao voto em dia eleitoral. Sampaio nunca conseguiu perdoar essa derrota. Fazia dele um Presidente banal da Câmara de Lisboa e sobretudo retirava os interesses instalados em Lisboa.

 

Foi o fim do guterrismo. A saída cabisbaixa de um bom homem, mas frouxo politicamente. Sem capacidade de liderança, sem pulso para o País. Dos gritos de desespero de Anabela Neves, da SIC, à mudança para o País. Era a onda para levar Durão Barroso a Primeiro-Ministro.

 

 

 

 

Foi um dia histórico! Fez 10 anos. Como o tempo passa e o que mudou na vida política em Portugal.

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