Terça-feira, 29 de Novembro de 2011
A Este nada de novo...

 É oficial: Berlim só salva o Euro depois de mandar nas contas dos Estados.

 

Ou porque é que acham que a Alemanha só salvava os países mesmo na última e foi deixando agudizar a crise até ao ponto máximo?

 

 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 07:30
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17 comentários:
De Rui C Pinto a 29 de Novembro de 2011 às 10:21
Acho que essa é a melhor fotografia que vi da Merkel!!!
MEGA LOL!

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De Ricardo Campelo de Magalhães a 29 de Novembro de 2011 às 17:20
Deve a ser a do bilhete de identidade ;)

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De Bruno Duarte a 29 de Novembro de 2011 às 10:36
Está tudo a pôr-se a jeito para termos problemas bem mais graves!

Governo em Agosto (e bem) defende a poupança! Em Novembro, deixa-se enganar pelos xuxas e deverá aumentar hoje a tributação sobre a poupança! Que nunca mais deverá baixar e fará com que NINGUÉM QUEIRA CÁ PÔR DINHEIRO!

Ninguém pense que esta medida pontual de aparente "justiça" vai poder ser mantida!

infelizmente, o problema dos salários na função pública é conjuntural. Seja em 2012, 2013 ou 2014 vamos inevitavelmente perceber que NÃO HÁ DINHEIRO para pagar salários na função pública!

E ai será pior! Não serão cortes de subsidios, 15/18% do salário anual, será o despedimento de 200/300 mil funcionários públicos!

A teroria de laffer vai passar a Lei de Laffer: http://kontacto.blogspot.com/2011/08/nao-e-despesa-publica-nem-os-impostos.html


De k. a 29 de Novembro de 2011 às 13:20
A bem ou a mal, não se pode exigir liderança da Alemanha, e esperar que esta não exija as coisas à sua vontade

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De Ricardo Campelo de Magalhães a 29 de Novembro de 2011 às 17:24
Concordo inteiramente.

É pena é o Sócrates nos ter deixado nesta posição.
Mas sim, agora que pedimos o dinheiro, temos de aceitar que pelo menos nos peçam para sermos menos esbanjadores...

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De ogrilofalante a 29 de Novembro de 2011 às 15:08
Continuem a comprar aos "boches" os BMW, os Audis, os Mercedes os VW e outras coisas que não sejam essenciais. Porque não andam com Citroen, Peugeot, Seat ou Fiat?
Enquanto a Merkel e o pigmeu tiverem poder, a Europa não sairá desta camisa de onze varas onde está metida.

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De Ricardo Campelo de Magalhães a 29 de Novembro de 2011 às 17:25
A culpa é de quem gastou como se não houvesse amanhã.

E quanto ao Pequeno Napoleão, ele que tenha cuidado porque a França também não tem uma economia muito "pujante"...

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De ogrilofalante a 29 de Novembro de 2011 às 17:30
A Merkel ainda irá levar com os estilhaços da Europa pela sua teimosia e ganancia.

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De Ricardo Campelo de Magalhães a 29 de Novembro de 2011 às 17:35
Todos os políticos sofrem desse problema: querem mais poder.

É por isso que eu sou Liberal.

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De ogrilofalante a 29 de Novembro de 2011 às 18:00
Qual liberalismo? O puro, aquele que cuida das pessoas ou o selvagem que tira aos que têm menos para dar aos que mais têm. É isso que o seu partido esta a quer implantar em Portugal.

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De Ricardo Campelo de Magalhães a 29 de Novembro de 2011 às 22:41
Tira aos que têm menos para dar aos que têm mais?!?

Mas que mania de redistribuição pá!
E que tal não roubar a ninguém e não andar a oferecer para comprar votos a ninguém? Já pensaste nessa hipótese?

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De ogrilofalante a 30 de Novembro de 2011 às 09:35
Só um cego é que não vê! Qualquer português que tenha que assinar um recibo no fim do mês, proporcionalmente, paga mais de impostos que os BES os BPI os Belmiros, os Jerónimos, os Amorins etc. E nem sequer podem incluir a factura dos tampões higiénicos nem as festas de aniversário dos netos como despesas.

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De Guillaume Tell a 29 de Novembro de 2011 às 18:13
"Qual liberalismo? O puro, aquele que cuida das pessoas ou o selvagem que tira aos que têm menos para dar aos que mais têm. É isso que o seu partido esta a quer implantar em Portugal."
Pronto, eu encargo-me disso.

O liberalismo é fundamentalemente a defesa da liberdade negativa, ou seja a criação de condições para que o indívido não seja limitado por outros. É o famoso princípio de “a minha liberdade acaba onde começa a tua”. Se a minha liberdade acaba onde começa a tua, significa que deve haver condições para que esse princípio seja respeitado (acção do Estado, mas também acções contra o Estado que seria tentado de abusar). A partir do momento em que o indívido é protegido da tirania dos outros esta treta dos-capitalistas-nos-vão-explorar-se-o-Estado-os-deixa-fazer acaba, é impossivel acontecer!

Depois há também o caso da liberdade positiva, nomeadamente da importância da Educação e da Saúde que permitem a libertação do indívido, mas se tiver tempo e se me lembrar falarei disso numa outra oportunidade.

Álias se os-capitalistas-que-nos-vão-explorar-se-o-Estado-os-deixa-fazer acaba só é possível porque o Estado intervem em matérias que não lhe diz respeito! Os-capitalistas-exploradores não passam de minorias protegidas pelas intervenções estatais, porque é impossível num sistema de “mercado livre”, onde todos são submetidos à lei da procura e da oferta explorar os outros. Porquê? Porque num sistema VERDADEIRAMENTE LIVRE quem tenta explorar os outros, quem tenta vender productos a um preço excessivo será penalizado pelas regras do mercado, porque os restantes actores vão parar de trabalhar por ele ou comprar os seus productos visto que não há nenhum razão lógica para continuar a confiar nele! Agora como os Estados andam a criar regulamentos excessivos ou a proteger certas categórias é normal que haja gente que explore outros, porque os outros são impedidos de sair e a pressão do mercado não funcionará porque o explorador é PROTEGIDO PELO ESTADO!



De Guillaume Tell a 29 de Novembro de 2011 às 18:17
Mais uma vez, o Estado está aqui para assegurar a protecção da liberdade negativa e a coesão social. Ponto. Isto quer dizer que o Estado tem de proteger os indívidos da coerção dos outros (ou dele próprio). Você sabe muito bem que o conceito de liberdade é extremamente vasto e dificilemente desenhável: num hipótetico mundo onde não houvesse regras o primeiro que impussesse a sua força tiraria a liberdade aos outros, portanto não poderiamos falar de um mundo livre, ou sim num mundo livre só para alguns priveligiados mas eu não chamo isso liberdade. Aí é que está a missão sagrada do Estado; saber deixar os indívidos em paz, e ao mesmo tempo evitar que “se matem entre eles”. É simples, lógico, bom… liberal.

Depois podemos dizer “ah mas sem Educação ou Saúde como um indívido pode ser livre, visto que não pode progredir e, ou, que está na dependência dos outros?”. Ou mesmo no caso de certas situações, como por exemplo o desemprego em que a pessoa não é livre porque não tem condições (trabalho e salário) para viver na sociedade. Efectivamente, aí já entramos no campo da liberdade positiva, ou seja na garantia que os indívidos tenham condições para serem livres. Mas mesmo a garantia da liberdade positiva não necessita obrigatoriamente a presença do Estado: há obviamente a solidariedade familiar, de amizade… mas também é possível o privado garantir essas funções de solidariedade, mesmo que subsidiado pelo Estado. Nesse campo é até necessário que o Estado faça mexer a concorrência; imaginemos que a instituição de caridade A, que recebe dinheiro estatal, começe a apertar excessivamente as ajudas aos desfavorecidos, mas que ao mesmo tempo os seus resultados sejam cada vez mais lucrativos, sem que haja dívida para o justificar. Cabe ao Estado lhe tirar o subsídio.

Sabia por exemplo que a maioria das caixas de pensão (ou seja aquelas que garantem as reformas) na Suiça estão nas mãos do privado? E que obviamente essas caixas englobem a maioria dos reformados e dos trabalhadores (e além disso as caixas de pensões privadas têm taxas de cobertura superior às das públicas e semi públicas, APESAR de não terem dinheiro estatal ou quase nenhum). Está a ver a que resultado eu quero chegar? À um mundo mais competitivo, mais concorrencial, onde houvesse mais liberdade e possibilidades de escolha, em que o privado ajude o Estado a manter os projectos sociais, como dos tornar mais fortes! Mais cooperação, mais responsabilização e menos constrangimentos!

“Conhece-me de algum lado para saber se estou a defender os meus interesses ou se estou a pensar naquilo que considero o interesse do país?”
É verdade, mas você há pouco ando-se a queixar que o Estado usurpava as pessoas duas vezes, por mais impostos e por menos despesa. Depois falou-me, ou deu-me a entender que queria mais despesa. Mas também deu-me a entender que não queria mais impostos… Que conclusão quer que eu tire disso? Que você é um maximisador de interesse, portanto que está a pensar nos seus interesses em primeiro!
Pois é… não é fácil defendermos o interesse global. Como o defender quando vivemos num mundo onde as grandes lógicas de classe desapareceram, e onde os interesses são cada vez mais individualizados, e mais antagónicos?
Vale melhor se dizer que isso é impossível e criar um sistema onde cada um o possa se defender sozinho, e que os eventuais prejúizos imediatos de tal ou tal decisão (porque é impossível não prejudicar alguém, mesmo que seja só em situações particulares) possam ser compensados adequadamente e claro que sejam minímos (já leu o Príncipe de Maquiavel? Aconselho-o é um excelente livro). Olhe que se fez inumeras barbaridades em nome do interesse comum ou nacional.

(Comentários meus feitos num outro blogue há pouco)

Por isso David, se quiseres criticar o Governo vale melhor o criticar por não ser liberal o suficiente. De resto..


De Guillaume Tell a 29 de Novembro de 2011 às 18:53
* se quiser

Desculpa pela eventual falta de respeito.


De Sara a 30 de Novembro de 2011 às 10:16
Desculpe, Guilherme Tell, "liberdade negativa"? Apesar de ter lido o seu comentário com toda a atenção, não posso concordar com um conceito de liberdade negativa. Tem uma noção de que a sociedade é o indivíduo mais os outros que o rodeiam e que cada um se safe. Eu entendo que o conceito correcto é a sociedade com os outros e que todos devem colaborar para o desenvolvimento colectivo. A liberdade tem de ser sempre positiva.


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