Terça-feira, 22 de Novembro de 2011
Empreender

Diariamente somos confrontados com um número tão vasto de notícias sobre a crise que o nosso país atravessa e os seus aspectos negativos que as parcas notícias que vão surgindo aqui e ali sobre casos bem sucedidos de empreendedorismo acabam por passar mais ao menos desapercebidas, motivo pelo qual esta notícia captou a minha atenção:

“Melhor Empresária da Europa é portuguesa

A portuguesa Sandra Correia, 40 anos, presidente executiva da empresa algarvia de cortiça Pelcor, venceu o Troféu de Melhor Empresária da Europa 2011, atribuído pelo Parlamento Europeu e Conselho Europeu das Mulheres Empresárias.”

 

 

Empreender é um conceito que apesar do pouco destaque que tem merecido se mantém mais actual do que nunca. Favorece o crescimento económico e a criação de riqueza, melhora a nossa competitividade, desenvolve o nosso potencial e estimula a criação de empregos. No estimulo à criação de empregos, inclui-se o auto-emprego, o que face ao número de pessoas desempregadas que temos, nomeadamente de jovens desempregados, deverá ser algo interessante a considerar. Não temos falta de talentos, nem de criatividade, o que nos falta é um maior destaque a esta área e uma cultura mais forte de empreendedorismo.

 

“Quando o vento muda de direcção, há quem construa muros e há quem construa moinhos de vento”                                                                                          Provérbio chinês

 



uma psicose de Catarina Rocha Ferreira às 17:15
link directo | psicomentar

20 comentários:
De k. a 22 de Novembro de 2011 às 17:36
Ena pah, vem mesmo a calhar:

http://esquerda-republicana.blogspot.com/2011/11/empreendedorismo-em-portugal-as.html

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De jfd a 22 de Novembro de 2011 às 17:44
Mas que artigozinho de corocócó ó kapa...

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De jfd a 22 de Novembro de 2011 às 17:44
Não acredito que acredites nas conclusões desse blogueiro :P

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De k. a 22 de Novembro de 2011 às 17:49
I find your lack of faith disturbing.


De qualquer modo, acredito: ele tem numeros, que tens tu?

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De Guilherme Diaz-Bérrio a 22 de Novembro de 2011 às 18:00
Pois tem. Não tem é os certos.

Alias, essa pergunta não é nova, e tem tido alguma pesquisa, com uma conclusão:

Empreendorismo correlaciona positivamente com liberdade económica e negativamente com "auto-emprego".

Altas taxas de auto-emprego mostram, e isto tem sido extensivamente estudado tanto nos EUA como na Europa, Mercados de Trabalho disfuncionais que não conseguem alocar trabalhadores de forma eficiente.

E quem está no topo do auto-emprego? Ah pois, os nºs... Portugal e Grécia.

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De jfd a 22 de Novembro de 2011 às 19:47
Embrulha k

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De jfd a 22 de Novembro de 2011 às 19:47
Embrulha k

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De Catarina Rocha Ferreira a 22 de Novembro de 2011 às 18:42
Os números são de 2007 e relativos aos trabalhadores por conta própria, ou seja, englobam qualquer pessoa que trabalha a recibos verdes- o que não é sinónimo de empreendedor, p.ex. os advogados são todos trabalhadores por contra própria, mas isso não faz deles empreendedores.
O conceito de empreendedorismo não pode ser desassociado de inovação, da criação de oportunidades novas...


De Catarina Rocha Ferreira a 22 de Novembro de 2011 às 19:05
Entrepreneurs can change the world - http://youtu.be/2Uyd5S1mZqY


De Guillaume Tell a 22 de Novembro de 2011 às 22:08
Se me posso permitir acresentar;

quanto mais um país fechar as oportunidades de negócios/limitar a acção em mais sectores (= menos liberdade económica ou mais peso do Estado), mais difícilemente se arranja trabalho, ou se entra nas categórias fechadas/protegidas (o que vem a ser a mesma coisa álias). Por isso é normal que em Portugal haja mais "auto-emprego" visto que os sectores livres são menos numerosos e por isso acolhem mais gente, e como os sectores não têm capacidade para acolher tanta massa, as pessoas são obrigadas a criarem o seu próprio emprego.

(Depois há também um nível de qualificação minímo a atingir, qualidade e densidade das infraestructuras, questões culturais que refere a Catarina...)


De ogrilofalante a 23 de Novembro de 2011 às 09:57
Ainda bem que há portugueses de excelência. Acontece que só passaram a existir de há 6 meses a esta parte pois antes não me lembro de terem sido "publicitados" neste blog bons exemplos destes... Até ai , era só o bota abaixo. mudam-se os tempos mudam-se os comentários embora a sargeta continue a cheirar cada vez pior.


De k. a 23 de Novembro de 2011 às 10:08
OK: Quais estudos? Mostrem-me.


Porque separar um "recibo verde" de um "empreendedor" é um bocadinho dificil, não?


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De Guilherme Diaz-Bérrio a 23 de Novembro de 2011 às 10:40
É difícil sim senhor. Exactamente por isso é que o teu "amigo" está a tirar as conclusões erradas.

"Self-Employment Does Not Measure Entrepreneurship", Tino Sanandaji, University of Chicago.

Podes começar por esse estudo, e seguir a bibliografia.

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De Guilherme Diaz-Bérrio a 23 de Novembro de 2011 às 10:41
São 7 paginas de bibliografia, já agora.

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De k. a 23 de Novembro de 2011 às 11:07
Ah! o Sr. Tino de facto faz uma distinção interessante do que é considerado um entrepreneur de um self-employed (auto emprego); Não entra ai com recibos verdes:

"It is sometimes desirable to distinguish entrepreneurs from those who are self-employed. An entrepreneur commercializes a new innovation or idea. An entrepreneur has, or plans to have, a number of employees and strives to expand the business.A self-employed person owns and runs his/her own company, for instance a
restaurant or a law firm, where he/she works"


Portanto, não é inconsistente com outro link que postei - Portugal tem um número elevado de empreendedores (se definidos como empresários e auto empregues, que já agora é como a Catarina os definiu), mas certamente um número baixo de, digamos, inovadores (como o Sr Tino os define).

Não me parece inconsistente - especialmente se verificarmos que o lançamento de um negocio inovador é um grande risco, e vejamos o estado do Capital de Risco em Portugal... o seu ultimo caso de sucesso foi literalmente, os descobrimentos. Existe muito empresário em Portugal, muita gente que arrisca e faz a sua empresa (o que é de louvar): Dai que portugal tenha tantos cafés e restaurantes, não é necessário um grande investimento de capital...


Nahhhhhhhhhhh I am right, you are wrong.


http://home.uchicago.edu/~tino/files/Download/Paper.pdf


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De Guilherme Diaz-Bérrio a 23 de Novembro de 2011 às 11:13
Nop, you're wrong. E é até bastante obvio porquê.

Mas cheira-me que não leste nem o paper todo, nem a bibliografia.

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De Guilherme Diaz-Bérrio a 23 de Novembro de 2011 às 11:15
Cafés e Restaurantes não implicam grandes investimentos de Capital?

That's a new one on me...

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De jfd a 23 de Novembro de 2011 às 11:26
E até fazem todo o sentido... três ou quatro por rua... depois vêm chorar que vão fechar...

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De Bruno Duarte a 23 de Novembro de 2011 às 11:24
Bom post Catarina!

Há que não deixar passar as boas noticias!

Oxalá Portugal consiga baixar os impostos sobre a riqueza no futuro e incentivar que estas pessoas fiquem cá, venham para cá, criem riqueza e emprego em Portugal!

Obrigado Sandra Correia!


De ogrilofalante a 23 de Novembro de 2011 às 19:13
"Oxalá Portugal consiga baixar os impostos sobre a riqueza no futuro e incentivar que estas pessoas fiquem cá, venham para cá, criem riqueza e emprego em Portugal!"

E aumenta-los sobre a pobreza e os pobres serão "exportados" para países onde possam ser menos pobres.
Depois logo se verá quem irá poder produzir riqueza e pagar impostos.


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