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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Só na América!

Rui C Pinto, 08.11.11

O estado norte americano do Mississippi prepara-se para votar em referendo se o embrião é um ser humano. O debate sobre o aborto entra invariavelmente no domínio do esotérico. Ao ponto de se perguntarem as coisas mais inauditas ao povo. 

 

Agora, uma mui douta população vai votar se o embrião é um ser humano. Uma mesma douta população (de um dos estados mais conservadores dos US) que se mobiliza com a mesma paixão para descriminar os seres humanos em função da sua orientação sexual. É, de facto, uma sociedade madura que não só define o ser humano como ainda o cataloga de acordo com as suas características fenotípicas. God save America!

 

Para responder à questão que lhes é colocada em referendo, os eleitores deveriam responder primeiro à pergunta: o que é um ser humano? Porque perguntar se o embrião é um ser humano? O embrião é o estágio após a fecundação até à fase de diferenciação orgânica. Isto é, após a fecundação do ovócito pelo espermatozóide os seus núcleos fundem-se e dão orivem ao ovo. A partir do momento em que o ovo entra em divisão mitótica dá origem ao embrião até que atinge a deferenciação por volta das oito semanas e onde é então chamado de feto. Ora, do ovo até ao feto há, no fundo, série de replicações da mesma célula (ovo). Porque raio se considera que o embrião é um ser humano e se põe de lado o ovo? O ovo é tão humano quanto o embrião. Será para manter a legalidade da pílula do dia seguinte? 

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