Domingo, 11 de Fevereiro de 2007
Now what?

É do conhecimento geral, parte do povo português pronunciou-se e manifestou ser a favor da pergunta levada a referendo, ou seja, da despenalização do aborto.

O que importa saber agora, é o que é que vem a seguir? A abstenção superou os 50%, logo o referendo, segundo as palavras do Primeiro Ministro José Sócrates há uns tempos atrás, não seria vinculativo. No entanto, muito recentemente, José Sócrates voltou com a palavra atrás e afirmou que se o 'SIM' ganhasse, o referendo seria vinculativo e a proposta iria ser posta em discussão na Assembleia da República.

Com tanto diz que não disse, e agora vamos mudar o que dissemos e vamos dizer uma coisa completamente diferente, qual é o destino da Interrupção Voluntária da Gravidez em Portugal?


uma psicose de Inês Rocheta Cassiano às 21:35
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23 comentários:
De Paulo Colaço a 12 de Fevereiro de 2007 às 01:23
Parece-me de resposta simples: dentro em breve teremos uma lei e um sistema nacional de saude adaptado ao aborto livre até às 10 semanas, seja qual for o motivo.

Até a leviandade passa a ser motivo válido mas esse, para mim, é o mal menor...

O que realmente conta para mim é evitar o degredo do aborto de vão de escada. Isso e não mais pender sobre a ex-futura-mãe a espada de Dâmocles da prisão...


De Margarida B. Lopes a 12 de Fevereiro de 2007 às 01:29
Obrigada pelo esclarecimento Paulo. Para mim também é isso que conta...


De Anónimo a 12 de Fevereiro de 2007 às 02:19
penso que a atitude do PM releva uma grande hipocrisia: quando se apercebeu que a abstenção poderia vir a ser superior a 50% e que o Sim entre aqueles q iriam votar tinha maior percentagem, fez algo muito usual por exemplo no governo de santana lopes(que não deixou saudades) de ter uma opinião sobre um assunto de manhã e uma completamente diferente ao final da tarde(proferida por si ou por um ministro q tivesse a tutela da pasta à qual se referisse o assunto em questão.
entre os partidos da esquerda houve hoje um sentimento de vitória generalizado qs parecendo q estávamos perante legislativas e tinha sido partilhada a cadeira do poder numa coligação PS/PCP/BE, esquecendo-se todos de quem realmente ficou a perder: os nascituros indefesos.


De Nélson Faria a 12 de Fevereiro de 2007 às 03:30
Poderei estar enganado, mas penso que Sócrates nunca disse que só respeitaria o resultado do referendo se contasse com a participação de, pelo menos, 50% dos cidadãos recenseados de Portugal.

O referendo não é vinculativo, e quem o disser - como Francisco Louçã o fez - mente! Ainda assim, este não deixa de ser indicativo da vontade do povo português, e deve ser tido em conta na mais que provável alteração legislativa.

Fico satisfeito com a introdução do período de reflexão e aconselhamento dissuassor que Sócrates, muito avisadamente, disse na sua comunicação ao País vir a introduzir na legislação.

Não estou contente, mas satisfeito. Ao menos que ainda aja alguma ponderação no que toca à mais valia da vida humana!


De Anónimo a 12 de Fevereiro de 2007 às 17:52
Preocupa-me os nascituros indefesos!!! E o que vem aí... só vi a reportagem da RTP2, que foi suscinta por sinal, e fiquei em estado de choque com a alegria dos apoiantes do sim . Fizeram disto uma tourada. Pareciam os fanaticos por touros de morte , quando vão a Espanha ver touradas de morte,pareciam um fanaticos em plena praça. Meu Deus, mas matar seres humanos ou p mts seres indefesos ou fetos dá tanto gozo a certas pessoas.
Num país em que é proibido: touros de morte, é proibida a eutanasia, é proibido a pena de morte e vai ser permitido matar seres humanos.

Sou uma inconformada.

Vou mudar de país.

Quanto ao Sr. Primeiro Ministro ...bem prometeu tanta coisa que ainda não cumpriu... também disse que ia arranjar emprego para 150.000 pessoas e arranjou foi desemprego.



Isabel _ Ferreira


De Paulo Colaço a 12 de Fevereiro de 2007 às 18:24
Cara Isabel Ferreira,
permita-me um momento de humor que, certamente, levará a bem.

Mude de país, de continente, de nome, de estado civil, de sexo, de religião, de cor do cabelo, mas não deixe de aqui vir deixar as suas opiniões: a pluralidade faz falta e é dela que este espaço se alimenta.

Obrigado pela sua participação!


De Inezinha a 12 de Fevereiro de 2007 às 18:39
Por falar em humor Colaço, gostei muito de ouvir o senhor Francisco Louçã a felicitar todos os católicos porque a maioria deles votou SIM, em consciência e liberdade (e ainda não eram 8.30 da noite). Mas o melhor, foi o comentário genial proferido por Lobo Xavier ao congratular o deputado do BE por grandes contactos com o Vaticano, que passado uma hora do fecho das urnas, já sabia que a maioria dos católicos tinha votado SIM.
Este senhor é dotado de uma influência e poder...


De Paulo Colaço a 12 de Fevereiro de 2007 às 18:44
eheheh
Sim, o Louçã é capaz de ter grandes grandes contactos com o Vaticano (ihihih), mas (pessoalmente) eu gostava de saber quais sao os contactos dele para financiar o BE.

É uma dúvida que me assola desde a campanha das Europeias: de onde vem a guita do BE?


De Tânia Martins a 12 de Fevereiro de 2007 às 20:34
Não concordo com a Isabel quando compara a vitória do sim a uma tourada. Penso também que a campanha do não é que foi meramente persuasiva e entrou por campos que na minha opinião nunca deveriam ser chamados ao caso: a religião.

Outro aspecto é que não se compara uma pena de morte a um aborto, são dois casos completamente diferentes. Uma coisa é matar alguém que já sabe o que é a vida, tirá-la para se castigar, outra é fazer com que um ser que nem sequer nasceu não venha a existir! São casos diferentes para avaliações diferentes.


De Nélson Faria a 13 de Fevereiro de 2007 às 03:19
Não falemos de touros, já que a hipócrita lei portuguesa força os animais que entram numa corrida na sexta, a agonizarem sábado e domingo para serem mortos na segunda num matadouro!

Viva a festa brava!


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