Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011
Ao cuidado do "M12M"

Não participei na "manif da geração à rasca". Não participo. Não gosto nem concordo com as razões. Ainda no sabado tive esta conversa com um grande amigo meu: A atitude da minha geração deprime-me. Até ver este video. Afinal, não estou sozinho na minha opinião.

 

Acho que este video devia ser visto por todos aqueles que vão para a Av. Liberdade protestar em vez de terem atitude e vontade de fazer algo. Que da Geração à rasca se passe para a "Geração desenrascada". Menos protestos, e mais empreendedorismo! Falar é facil... fazer, é mais desafiante!

 

Vejam o video, até que a mensagem esteja na retina. Uma boa dose de realidade!

 



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 10:43
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9 comentários:
De Beatriz Ferreira a 29 de Agosto de 2011 às 19:27
Somo um povo muito interessante...
É uma geração vítima de uma revolução incompleta que trouxe mais direitos do que deveres, desequilibrando a ordem social e implementando uma mentalidade de que tudo vale. Simultaneamente ficou um sindroma de passividade, continuamos mais confortáveis a assistir do que a decidir, somos plateia do nosso próprio espectáculo.
Depois dá nisto, uma geração que tudo tem e tudo pede. Exigimos num mundo diferente, aquilo que os nossos pais tiveram, mas sem as coisas más, claro.

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De Essi Silva a 29 de Agosto de 2011 às 22:09
Eu diria que o problema foi dos nossos pais (bem, talvez não dos meus e dos teus mas...), quando não nos exigiram objectivos e quando nos tiraram todos os obstáculos. Subitamente ir para a universidade foi como estalar os dedos, ter um telemóvel xpto foi como pedir um peão para jogar e ter um popó novo foi como comprar um fato para ir à escola.
Eu sempre tive que esperar e desesperar, mesmo quando não precisaria. E por vezes o brinquedo não vinha: não se pode ter tudo o que se quer.
O problema também se deu quando aqueles que tinham sofrido as faltas, aquilo que não tiveram, passaram a ter: alguns aprenderam, mas maior parte esqueceu-se facilmente da lição e do esforço.
Enfim, tudo se tornou mais fácil, por causa de capital (não trabalho mas sim dinheiro) que não tínhamos. Não produzíamos o suficiente, como poderíamos viver ao nível do que produzíamos?
Agora desmascarado o problema, todos parecem maus menos aqueles que são os verdadeiros culpados, aqueles que se esqueceram do velho provérbio -quando a esmola é grande, o pobre desconfia - o zé povinho. Claro que generalizo, mas talvez a minoria seja pequena demais para não o fazer...

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De Essi Silva a 29 de Agosto de 2011 às 22:11
E by the way Guilherme, tu sabes mais que bem que neste país é terrivelmente difícil ser empreendedor. Obstáculos burocráticos, jurídicos, falta de recursos humanos e muitas vezes falta de investimento.


De karocha a 30 de Agosto de 2011 às 00:21
Pois Essi ,mas o Gui não vive em casa dos pais ; começou a trabalhar aos16 e por isso diz o que diz !

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De Essi Silva a 30 de Agosto de 2011 às 06:39
K, eu dar-lhe ia a resposta que merece, mas guardo-a para uma conversa nossa.

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De Bruno Duarte a 30 de Agosto de 2011 às 12:31
Só para dar os parabéns pelo post!


De jfd a 30 de Agosto de 2011 às 13:18
Obrigado pela partilha do vídeo Guilherme.

o teu trabalho é o teu produto. e desenvolve-se a bater punho. Temos de ser uma proposta de valor

Já tinha entrado em contacto com o projecto mas como era para a área de Braga passei aos meus amigos de Braga. E tive a sorte de que no MIM no ISCTE em Communications Skills e também numa outra elective em que aprendemos Hard e Soft skills com o formador que nos deu o Curso de Escrita Política aprendemos muito do que é vender o nosso produto, que somos nós.

É bom este empreendedor. É boa esta mensagem e é verdade.

Há muitos académicos no 1º ciclo e no 2º ciclo. Felizmente na minha defunta Moderna 80% eram do mundo empresarial, já no 2º ciclo 70% também o eram com 80% de fora.

Muito do trabalho deve ser nosso também. Como eu fiz, que foi escolher algo que estivesse perto do mercado.

E depois ser como se diz no vídeo bater punho. Eu acordei depois de 12 confortáveis anos numa posição. E desde aí que tenho visto os resultados.

Boa Miguel Gonçalves.


De António Miranda a 30 de Agosto de 2011 às 14:45
Antes de mais temos que tirar o chapéu á capacidade comunicativa deste jovem, e dizer claramente que praticamente tudo o que ele disse é muito válido e completamente actual.

Concordo plenamente que têm que ser os jovens que têm que criar as suas opurtunidades, as suas competências, não concordo com ele quando diz que os empregos d transição são como uma paragem na vida e uma paragem no desenvolvimento profissional. Acontece justamente o contrário. Hoje em dia é muito mais valorizado o multi-conhecimento e as multi-competencias do que propriamente os multi-diplomados.

Acontece que eu também conheço muitos jovens que têm muita capacidade de trabalho, de adaptação e sem medo de abraçar novos desafios, assim como conheço cábulas que se sentam á mesa de um emprego e que esperam que nunca ninguem mais os chateie. neste ponto claro que nós os jovens somos os culpados e temos que evoluir.

Agora não vamos ter ilusões, Portugal é o país do doutor, do engenehiro e do gestor ou director, é o país das concordâncias familiares e amorosas, é o país das cunhas e dos conhecimentos. E$ de onde vem esta culpa toda, peço desculpa, mas não vem dos jovens, vem dos empresários e das empresas. Sei que neste ponto ainda não evoluimos o suficiente devido á influencia dos nossos pais que fizeram o 25 de Abril, mas espero que lá chegaremos.

Agora vamos tambám falar de numeros, em Portugal o tecido empresarial é formado quase na sua taotalidade por pequenas e micro empresas, cerca de 96 ou 97%. grande maioria destas empresas são formadas por patrões que nada têm a ver com esta situação que se fala neste video. Quantos e quantos empresários não têm noção de futuro, não têm projecto definido, nem sequer têm a noção de que é necessário conhecer o mercado para ai poderem evoluir.
quantos dos empresários não sabem quanto têm que pagar aos seus trabalhadores pelo trabalho desempenhado, p+rincipalmente aos jovens que são o que leva a empresa para a frente.

Por isso temso que pensar bem onde o erro está. Este jovem vem de braga e temos que ver a realidade de Braga, é a cidade mais jovem da europa, é a região onde se formam mais empresas em Portugal, mas também onde mais delas morrem prematuramente.

Portanto penso que primeiro será necessário reformar o tecido empresarial Portugues, e com esta ajuda fantastica de pessoas como estas que conseguem meter as pessoas a falar, certamente o futuro será mais risonho para todos.

Enquanto continuarmos a ver a falta de gestão eficaz, a falta de objectivos e de estudos que estamos continuamente a ver, nada poderemos fazer.


De Beatriz Ferreira a 30 de Agosto de 2011 às 15:11
Aprendemos todos a ver este moço. Like!
Um hino à hiperactividade social.


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