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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Onde é a Cultura? "Olhe, vire tudo à esquerda e siga pa trás!"

Beatriz Ferreira, 31.08.11

Fui ao Crato, bonita terra do Norte Alentejano, para assistir ao último dia do Festival do Crato que tradicionalmente apresenta um cartaz que chama público de todo o país e fiquei espantada ao saber quais as bandas que tinham actuado em edições anteriores e o que se esperava para essa noite. Não é muito comum que uma vila com 3 mil pessoas apresente Scorpions ou UB40, entre outros cabeças de cartaz que acabam por trazem quase 40 mil pessoas às festas da terra.

 

Em conversa com um autóctone, este disse-me que é o Partido Comunista quem governa os destinos do município desde as últimas eleições autárquicas e que o festival ganhou um pendor mais “alternativo”: Orquestrada, Deolinda, Gotan Project, Gabriel o Pensador, Homens da Luta, Orelha Negra, Amália Hoje, Vitorino…

 

Enfim, isto levou-me a fazer uma viagem mental à minha terra, Almada, onde a Esquerda também faz da Cultura uma coisa sua, mas nem toda a Cultura. Promove-se apenas determinados gostos culturais com os quais nem todos se compatibilizam, uma Cultura supostamente mais “alternativa” ou undergroumd como a própria Esquerda, esquecendo que o fundamental é a oferta variada. O Estado não pode ser dirigista ao ponto de dizer aquilo de que supostamente devemos gostar, mas é sua função proporcionar todo o tipo de ofertas e ensinar às pessoas que podem escolher, que têm essa possibilidade.

 

Dar a cana ou ensinar a pescar?

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