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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Graças a Deus que sei para onde vão os meus impostos

Essi Silva, 24.08.11

 

...Ou então, mudar de transporte...

 

Não sou a pessoa mais satisfeita por ver os preços dos Transportes Públicos subir.

Não faz sentido, num clima de austeridade, incentivar-se à poupança promovendo o uso do automóvel ao igualar os gastos do uso de transportes públicos com a condução de um automóvel. Sejamos francos: existem demasiadas pessoas a usarem automóvel sem necessidade. 2 anos depois de tirar a carta, não a uso: 15€ ou 30€ de passe não conseguem equiparar-se aos gastos de estacionamento, combustível, seguro, impostos, etecetera.

 

Mas agora, talvez já valha a pena, especialmente depois de perceber para onde vão os meus, os nossos, impostos.

É que se é verdade que uso os transportes públicos de Lisboa, do país, para me deslocar sem grandes custos e com alguma satisfação (fora queixas sobre limitações de horários e afins), até porque tenho uma consciência ecológica que colegas meus que se deslocam num trajecto de 15 min. de transporte de autocarro ou metro não têm, não gosto nada de ser tomada por parva.

 

Andar de comboio para os meus spots de férias já se tornou um hábito. Porto ou Algarve, a primeira escolha, quando vou sozinha ou se justifica, é sem dúvida o Alfa-pendular/Inter-cidades. Para o Algarve, sou obrigada a complementar com uma viagem no velhote Regional, que até tem alguma piada.

 

Coisa sem piada nenhuma sucede-se quando me apercebo que das 6 pessoas na carruagem que saíram do Alfa em Tunes, a única pessoa com bilhete do Regional até ao seu destino sou eu. E porquê? Porque embora o maquinista se faça acompanhar de um funcionário, este não está autorizado a cobrar ou rever bilhetes. Conclusão: à noite 0 revisores.

Injusto e MUITO perigoso, como é óbvio, a situação não é agradável. É que os prejuízos da CP saem duplamente do meu bolso - versão bilhete mais caro e versão imposto.

 

O cocktail misturado, é ainda menos agradável: depois de uma reclamação no ano passado, a CM de Portimão continua a não sinalizar bem a estação (à qual tanto deve) e o local, com um ar abandonado, mal-frequentado e iluminado e sem transportes públicos por perto (taxis, nem vê-los) deixa ainda mais a desejar (na passada semana na pensão que fazia esquina com o largo da estação até um homem foi baleado com uma caçadeira).

 

Se é para isto que vão os meus impostos, então mais vale fechar a linha de comboios, deitar mais dióxido de carbono para o ar e ir de popó (ou então ir na Rede Expresso - mais fiável e segundo parece, mais lucrativa - para além de ficar mais perto do destino final).

2 comentários

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    Essi Silva 24.08.2011

    Poooiiis, mas não precisavas de ir tão longe para fazer uma comparação...
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