Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011
Parabéns ao Dólar!

O Dólar como hoje o conhecemos faz 40 Anos.

Foi no Domingo, 15 de Agosto de 1971 que o Presidente Nixon tornou o Dólar Americano na moeda fiduciária que é hoje. Ou seja: até aí, o número de Dólares impressos dependia do Ouro detido em Fort Knox; a partir daí, depende apenas da vontade do Presidente da Reserva Federal Americana.

Este facilitismo levou o Dólar a perder algum valor, mais concretamente  98% (1/35 de Onça para 1/1800), isto enquanto continua a ser o valor de referência para a maioria das pessoas - e mesmo dos investigadores - a nível mundial.

 

Preços. Para ilustrar melhor a diferença entre hoje e 1971, ficam alguns preços de 1971 neste site:

Average Cost of new house: $25,250.00
Average Income per year: $10,600.00
Cost of a gallon of Gas: 40 cents
Datsun 1200 Sports Coupe: $1,866.00
United States postage Stamp: 8 cents

Preços que já não se usam, convenhamos.

E como subiram menos que 50x mostram também como desceu o nível de vida das pessoas e como há potencial inflacionista actualmente no sistema.

 

Comparação. Comparativamente com outras moedas fiduciárias geralmente mais estáveis, fica aqui um gráfico com base em 1971:

 

Crescimento da Base Monetária. Cada vez há mais Dólares. Creio que não é preciso ser economista para saber que quando há muito mais de algo, o valor cai...

 

Futuro. Voltaire disse "Paper money eventually returns to its intrinsic value - zero.". O Dólar até agora aguentou 40 anos. É verdade sue teve uma crise de Adolescência: em 1980 só se aguentou porque Volker colocou a taxa de juro acima de 21% (!) para aguentar o Dólar. Assim, ficam as perguntas:

1 - Qual será a taxa de juro necessária para combater as pressões inflacionistas criadas por uma tão grande expansão da Base Monetária? E qual a taxa necessária para conter também o regresso dos Dólares detidos por outros países para reservas e que estes poderão "devolver" se percepcionarem uma perda de valor da divisa?

2 - Haverá vontade política para impor essa taxa?

3 - Haverá capacidade económico-financeira para aguentar essa taxa?

4 - Chegará o Dólar aos 50?



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 21:07
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11 comentários:
De Guilherme Diaz-Bérrio a 16 de Agosto de 2011 às 10:35
Careful...

Base monetária de per si não aumenta inflação.

Não é a quantidade de dinheiro, mas a quantidade de dinheiro em circulação. E essa base enorme, não está em circulação (a "velocidade monetária" colapsou"). Os bancos não estão a emprestar, e não o vão fazer enquanto não reconstruirem os balanços. E enquanto não o fizerem, tens deflação. Japan 101.

Só quando a banca recuperar é que vais ter um tsunami de dinheiro fresco a entrar na economia. Até lá, está depositado na reserva federal.

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De Ricardo Campelo de Magalhães a 16 de Agosto de 2011 às 22:15
O teu mestre (Friedman) é que estudou bem esse assunto (vá, tinha jeito para a Econometria).
Ele disse que era 2 anos e meio em média para a Inflação Monetária se tornar em Inflação de Preços, não foi?

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De jfd a 16 de Agosto de 2011 às 11:43
Vos sois engraçados ;)
Aliás as politicas do fed também. Continua-se a imprimir para alimentar os causadores da crise com o intuito de evitar o double dip e afins mas os alimentados engordam e não dispersam pela main street.

E nos entretantos o que brada pelo oiro vem falar em inflação o que é contra o quantitave easing fala em deflação.

E na realidade o que se passa é que o dinheiro é impresso, os bancos não o emprestam, o presidente infelizmente acarinha a wall street e não a main street. a crise persiste. o oiro vale cada vez mais. os juros não sobem e os preços sobem. quem explica isto tudo?

os especuladores! aqueles que servem para "limpar" e "prever" os mercados.

daí a minha vontade de rir ;)

são engraçados ;))

a parte mais gira foi o post 6 quando o autor do post atirou a boca ao autor do comentário chamando-o de friedmanista ;)))

I wonder qual será a boca agora LOL

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De Guilherme Diaz-Bérrio a 16 de Agosto de 2011 às 11:46
Hein?!

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De jfd a 16 de Agosto de 2011 às 12:13
Ups... fui pouco claro em alguma parte em específico?

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De Guilherme Diaz-Bérrio a 16 de Agosto de 2011 às 12:13
Não percebi nem a letra nem o espirito do comentário

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De jfd a 16 de Agosto de 2011 às 13:28
O espírito é pacífico e divertido e informativo.
Quanto à letra epá acho que escrevi como diria numa conversa casual com vocês os dois... algo que já estás habituado... não sei como explicar melhor...

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De Ricardo Campelo de Magalhães a 16 de Agosto de 2011 às 22:18
Eu sou a favor dos especuladores a sério: aqueles que se correr bem são ricos, se correr mal fecham.
Desses salvos pelo FED tenho mais asco do que tu tens deles...

Sou contra as impressões do Fed e aliás contra o próprio Fed. Salvem o capitalismo desses "capitalistas" que na verdade de capitalistas não têm nada!

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De jfd a 16 de Agosto de 2011 às 11:45
Oh o que se faz por uma nomeação.... Mas enfim... Do Texas veio Bush II, este quer ser diferente querem ver?

Rick Perry: It Would Be 'Almost Treasonous' For Ben Bernanke To Print More Money Before Election
http://www.huffingtonpost.com/2011/08/16/rick-perry-ben-bernanke_n_927829.html

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De Ricardo Campelo de Magalhães a 16 de Agosto de 2011 às 22:21
loooool
"Não imprimas já para ajudar o Obama, imprime depois para me ajudares a mim."
Conheço bem o género...

PS: uma injeção do Fed é super-negativa no Médio e Longo Prazos, mas incha a Economia no Curto Prazo, pelo que os Presidentes querem sempre "estímulos" aí um anito antes das eleições. Aliás até há 1 estudo (de um autor da escola austríaca) sobre isso mesmo: os estímulos do Fed em anos de reeleições!

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De David Soeiro a 16 de Agosto de 2011 às 20:05
Infelizmente não temos nenhum " comunista" como este! Cá, só porcos!

http://www.nytimes.com/2011/08/15/opinion/stop-coddling-the-super-rich.html?_r=2&ref=todayspaper


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